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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Palhaço Triste.


Palhaço Triste.
J. Norinaldo


Quando cerram-se as cortinas do teatro.
Quando a platéia extasiada vai embora.
Quando o picadeiro enfim está vazio.
Quando o eco das risadas já vai longe.
Um palhaço sozinho senta e chora.

Perdido num mar de sofrimentos.
Por trás da sua máscara risonha.
De si mesmo não consegue esconder.
Tem que fazer alguém feliz para viver.
Só uma palhaça aliviaria a dor medonha.

Oh! Como é lindo o sorriso da criança.
Um lenimento que até o faz esquecer.
Que mesmo em criança não sorria.
Quem sabe ainda possa lhe acontecer.
Encontrar sua palhaça, quem sabe um dia.

O tempo do palhaço vem de longe.
Seu céu é uma lona remendada.
Quantas vezes enquanto lhe divertia.
Com minhas palhaçadas você sorria.
Sonhei está com você na arquibancada.

Nem sempre é feliz quem está no palco.
Nem sempre é pura a água do riacho.
Lembrem da platéia na Roma antiga.
Lépidos, sorriam sacudindo a barriga.
Saudando a morte com o polegar para baixo.

Hoje também sou um gladiador.
Minha luta é pra te ver feliz assim.
Minha vitória é esse teu sorriso.
Por ele faço o que for preciso.
Enquanto eu mesmo baixo o polegar pra mim.


1 comentário:

Delegada da Familia familia disse...

Um pouco do triste palhaço em mim.