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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009


Ausência
J. Norinaldo

Causa-me dor a tua ausência.
Procuro em vão não pensar.
Que também sofres ausente.
Como a onda longe do mar.
Que querias estar aqui presente.
Para meu sofrimento abrandar.

Ah! Essa distancia infame
Este silencio é tão cruel
As minhas noites tão longas.
Na boca este gosto de fel.
A solidão me atormenta e tortura
Vejo a vida escondida sob um véu.

Recordo aqueles nossos momentos.
Caminhando a noite a beira mar.
Agora vejo em tudo um deserto
Não consigo mais ao menos decifrar,
O que as ondas nossas mensageiras
Vem aos meu pés docemente murmurar.

Parecem até chorar comigo.
Cúmplices da nossa paixão.
Quando ralávamos na fria areia
Esquecidos por completo da razão.
Não vejo nenhuma beleza nelas,
Por mais que lhe preste atenção.

O mar se choca agora contra as rochas
Solidário a minha dor em auto- flagelação.
Seus gemidos se confundem com os meus
As estrelas que brilhavam sobre o mar.
Agora não parecem tão brilhantes,
Como dizias que eram os olhos de Deus.





1 comentário:

Fátima disse...

esse poeta e muito inteligente! so sendo da minha terra...