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segunda-feira, 16 de março de 2009



Lua do Nordeste.
J. Norinaldo.

Eu conheço este vaqueiro nordestino
E cantei suas toadas em meu tempo de menino.
Chorei quando ele partiu já sendo um homem feito,
A dor que ficou no peito é fogo que não se apaga,
Ai meu Deus como era bom escutar Luiz Gonzaga.

Saiu lá do pé de serra para encantar o mundo.
O baião calava fundo no coração do agreste.
Eita! Cabra da peste como fez muita gente feliz,
Mesmo contando à dor que assola nosso povo,
Se ele nascesse de novo seria o orgulho do nordeste.


Quando a sanfona roncava ninguém ficava sentado,
Mesmo falando da seca em que o nordeste sofria,
O nordestino esquecia e só pensava no frege,
A vestimenta já bege da poeira que subia,
E só parava o folguedo quando o dia amanhecia.

A seca fez eu desertar da minha terra sim senhor,
Como a asa branca que pra outras terras voou.
Quem nasceu nordestino pode andar por outras terras,
Como o Gonzaga cantou por outros pés de serras,
Mas no final de sua vida, para sua Exu querida ele voltou.

1 comentário:

paulonascimento disse...

Um belo poema e uma justa homenagem ao Grande Luiz Gonzaga.

http://minhasletrasincertas.blogspot.com.br