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domingo, 1 de março de 2009



Não Nego
J. Norinaldo.

Hoje vi a minha filha entrar em casa correndo,
Vestindo uma calça jeans e uma camiseta branca,
No peito uma linda estampa de Che Guevara sorrindo.
Parei e voltei no tempo, e me vi na sua idade,
Com meu próprio nome no peito servindo de identidade.
E o que faria com aquela moça vendo o que estava vestindo?

Como é linda a liberdade, liberdade, liberdade.
Quem por muitos foi olhado com desconfiança e ódio,
Hoje ocupa o pódio mais alto da juventude.
Deu a vida para que minha filha pudesse dizer seu nome,
Um ídolo sem guitarra, cristalino e sem vaidade,
Morreu por um ideal, numa luta desigual num jogo sem virtude.

Muitos homens e mulheres de coragem desmedidas,
Que por um ideal dera as vidas lutando por liberdade.
Que enfrentaram a maldade da tortura e do desterro,
Hoje são reverenciado como os heróis de verdade.
Não podemos esquecer sua coragem e denodo,
Ou estaremos fadados a cometer os mesmos erros.

Chamei a minha filha e com carinho a abracei.
E tive junto ao peito o homem que odiei.
Aquele a quem persegui e desejei tanto mal,
E hoje espontaneamente ajudaria a construir seu pedestal.
Chorei de felicidade ao saber que minha filha,
Com aquela camiseta ajudava a torná-lo imortal.

1 comentário:

S. L. Lima disse...

eu adoro o che...
bem vinda esta poesia.
lindo, Nori.