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quinta-feira, 23 de julho de 2009


Aquela Canção.
J. Norinaldo.

Ouça essas duas notas musicais,
Dó e Si a primeira e a última da escala,
Dó que sinto de ti por pensar só em si,
E não vês que existo e só penso em ti,
São notas distantes como eu e você...
São bem dissonantes e sei o porquê.

Na tua canção sou a nota a mais,
Aquele falsete que está fora de moda,
Que você suprimiu dessa partitura,
Como o fruto que o frio matou não madura,
Como o galho da árvore em época de poda,
Como a tinta que sobra depois da pintura.

Por que destruir os meus sonhos assim?
Se antes tocavas somente pra mim,
Sinto falta de ti, mas também sinto dó,
Por pensar tanto em si me deixando só;
Nossa trilha sonora de um filme de amor...
Agora parece um enredo de horror.

Levanta a cabeça e toca novamente,
Aquela canção que nos levava a sonhar,
Que falava da lua do vento e do mar
Suscitava a carícia e doces sussurros,
A nova canção só lembra lamúrias...
Com ecos que o vento teima em não levar.


1 comentário:

disse...

Boa tarde meu amigo querido!
Que linda sua poesia...vc esta me cativando assim cada vez mais, pois saiba poeta Nori que eu sou apaixonada por poesia...as vezes fico pensando quando leio uma poesia e me emociono; que se não fosse humana gostaria de ser decifrada apenas como uma linda poesia, de preferência que falasse de amor sublime e singelo, vejo e sinto encanto e magia em uma bela poesia...Sucesso cada vez mais amigo,que Deus transforme suas palavras e pensamentos sempre em belas e suaves poesias...Beijos Jô...agradeço por ter a mim enviado sua poesia como depoimento !!!