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quarta-feira, 26 de agosto de 2009


Castelo de Areia.
J. Norinaldo.

Eu só quero ser feliz, e não ser o mais feliz,
Eu quero a felicidade não uma competição,
Se não possuo castelos e nem tesouros pessoais,
Se aos seus olhos não sou belo olhe noutra direção,
Meu tesouro são poemas um castelo de emoção,
Que abriga minha alma e alegra o meu coração.

Se me tendes por louco confesso que louco sou,
Não há tesouro que compre a minha felicidade,
Se não queres meu abraço eu abraçarei o vento,
Se não queres o meu canto cantarei em silencio,
Se o meu sorriso não te encanta encantará outro louco...
Que é feliz por tão pouco apenas com meu sorriso,

Se já parou pra pensa por que me chama de louco?
Da torre do seu castelo me observa ir e vir,
Não carregou uma pedra para poder construí-lo,
Não sinto inveja de ti e nem da tua janela,
Por mais alta que ela seja e o quanto a veja bela,
Mas sentirei falta dele quando o tempo destruí-lo.

Veja o sol que me ilumina na amplidão da estrada,
Não entra em sua janela quando ela está fechada,
A sombra do seu castelo não ampara o caminhante,
Pois seus muros separam você de uma verdade...
Abre as portas vem comigo ver o sol sentir o vento,
Quanto mais eu dividir, terei mais felicidade.


1 comentário:

S. Levy Lima disse...

Resposta ao "Louco":

Esta Espécie de Loucura

Esta espécie de loucura
Que é pouco chamar talento
E que brilha em mim, na escura
Confusão do pensamento,

Não me traz felicidade;
Porque, enfim, sempre haverá
Sol ou sombra na cidade.
Mas em mim não sei o que há

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

Abraços.