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quinta-feira, 15 de abril de 2010


Prosa da Varanda.
J. Norinaldo.

Já não vens a minha casa,
Eu tampouco vou a tua,
As cadeiras na varanda,
Já são coisas do passado,
E as crianças no terreiro,
Brincando a luz da lua.

Quase não saio de casa,
Nem sei se tu sais da tua,
A trepadeira do alpendre,
As vezes é novidade,
Se as crianças não brincam,
Não há mais felicidade.

As vezes minha cadeira,
Ainda fica em frente a tua,
As vezes olhando estrelas,
Vejo ir embora a lua;
E as crianças que não brincam...
Ainda não chegaram da rua.

Das conversas do passado,
Eu até nem lembro mais,
Dos brinquedos no terreiro,
Nas visitas dos meus pais,
Que as crianças não brincam,
Meu Deus, quanto tempo faz.

1 comentário:

Cléo disse...

Norinaldo essa poesia é fantástica, me fez lembrar a minha infância: brincadeiras de roda a luz do luar, a conversa no alpendre no final da tarde. Eu lembro a casa dos meus avòs no sítio Jupì.Que saudade!!!!!!!!!i