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terça-feira, 25 de maio de 2010


Velas ao Vento.
J. Norinaldo.


No auge da fúria o mastro se curva,
A vista se turva no negro da noite,
O barco parece um velho indeciso,
No balé das vagas a morte desliza,
No céu as estrelas parecem uma escrita,
Que a vida recita, navegar é preciso.

E a onda bordada por alva espuma,
Açoita malvada o lombo da vida.
E o céu balançando na rede dos sonhos,
De quem desprezou um dia o paraíso,
E a voz de Netuno em gritos medonhos...
Ressoa no mar, navegar é preciso.

Azeitam-se as candeias se retorna o rumo,
E a renda bordada reflete um sorriso,
Daquele que vence a borrasca sem medo,
E o poema das estrelas remete um aviso,
Para viver a vida existe um segredo...
Jamais esquecer que navegar é preciso.

Navegar é o destino de uma nação,
Que apontou sua proa para o desconhecido,
Que com garbo e denodo enfrentou a procela,
Pôs acima da vela a vontade altaneira,
No legendário dia de 22 de abril...
Hasteou no Brasil a sua bandeira.

1 comentário:

Inacio disse...

Parabéns! Gostei de "Alma e Poesia".