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sábado, 5 de junho de 2010


O Destino.
J. Norinaldo.

Nos passos tão lentos que o velho deu,
Já não vê os espinhos que o caminho tem,
Como uma criança ao deleite do tempo,
Na corrida incerta na busca do norte,
O soneto mais triste que a vida escreveu...
E usou como pena a foice da morte.

Quem indica o rumo é o dedo da vida,
Quem olhar para trás vira estátua de sal,
Não existe um atalho pra se chegar primeiro,
E as cartas são duas a do bem e do mal.
Você só poderá ser pastor ou cordeiro...
Mas todos serão esterco no berro final.

Não adianta tentar fugir ao destino,
Pois este é escrito em bronze profundo,
Para sempre a montanha corcunda da terra,
E o vento que agita o campo o trigal.
O sol que consegue aquecer o mundo...
E no fim, pastor e cordeiro no mesmo curral.

1 comentário:

Lourival disse...

É amigão... "todos seremos esterco no berro final". Então não adianta tanta soberba, p´ra quê?. Vamos usar a vivência(experiência, como queira) e sermos pastores durante esse ínfimo tempo que temos aqui nessa "montanha corcunda da terra". Essa é a mensagem que voce me passou em seus versos. Gostei dessa leitura, foi muito legal. Valeu, Fui...