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sábado, 31 de dezembro de 2011




Feliz 2012 a Todos. Em Todas as Línguas.
J. Norinaldo.



Todas as belas mensagens de Ano Novo que recebi e enviei, para aqueles que fizeram parte da minha vida durante 2011, no Orkut, no meu Blog,  no Facebook e-mails e etc. Quero dedicar também a todos meus irmãos que não fazem parte do Orkut, não tem email, computador, um rádio, e nem sequer luz elétrica em sua vivenda. Que Deus em sua suprema bondade e sabedoria possa transmitir a estes a minha mensagem, ou todas as minhas mensagens de um Ano Novo melhor, com menos muros e muito mais pontes, muito mais amor e fraternidade e nenhum preconceito ou descriminação, que a sombra para aqueles onde ainda não chegou a luz, não sirva para  acobertar aqueles que a conheceram sempre se aproveitarem de meninas inocentes e carentes, que estas possam pelo menos ter o direito de sonhar e de ser crianças, que as esquinas sejam só para serem dobradas, não sirvam a meninas como ponto de partida para o nada.
Feliz ano Novo, Segundo os Maias o Ano em que o mundo se acaba, que se acabe o mundo das drogas, da desavenças familiares, que se acabe o mundo das guerras e que a paz não seja apenas uma frágil pomba branca, e que branca seja apenas uma cor, e que o Negro como negativo seja apenas uma coincidência.
Um Grande Abraço a todos, Em Todas as Línguas do Mundo.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011





FELIZ 2012.
J. Norinaldo.

Você  foi especial para mim em 2011, dizer isto seria vago, abstrato, sem sentido. Você é importante para mim, talvez não acredite e lhe dou toda razão, afinal sou um poeta que pode brincar com as palavras, tem o dom de mostrar beleza onde parece inexistir, o olhar triste de um lagarto do deserto, um lago poluído e mal cheiroso, o poeta faz da melancolia do olhar um poema e da sujeira do lago faz brotar a flor de lótus. Estou falando de você que disse o tempo todo gostar de mim, mesmo sabendo que não sou belo, mesmo vendo que não sou jovem; mesmo quando sentiu que não falei a verdade. Estou falando de você que está comigo, que esteve comigo quando minha poesia não falava de beleza, revelava a minha tristeza, a minha melancolia. Que me encorajou quando quis desisti, quando lhe disse que minha poesia era uma farsa.
Posso até brincar com as palavras, com sentimentos jamais. Por isto quero você ao meu lado em 2012. De verdade, fica comigo.
Sozinho, posso ser fraco, unidos nosso grito será ouvido, gritaremos contra as injustiças, o preconceito, a prostituição infantil, as agressões contra as mulheres. Em fim vamos tentar fazer do mundo um Poema de amor; pode não ser fácil, mas o que é fácil geralmente não tem valor. Conto com você em 2012. O que os Maias quiseram dizer com o fim do mundo em 2012, agora sei, será o fim do mundo das injustiças, das crianças nas esquinasnum mercado desumano, das agressões contra as mulheres, das guerras e das barbáries em nome de Deus. Por este mundo eu torço que acabe mesmo. Que em 2012, em cada coração nasça uma flor, e que em fim nosso planeta possa tornar-se o Jardim que Ele um dia sonhou. Feliz ano Novo a Todos.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011



Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo.
J. Norinaldo.

Nobre coroa sem rei, pobre castelo em ruína,
Cobre o brasão a poeira, sobre o portão sem tramela,
O mato invade o salão de um trono sem majestade,
Como um barco solitário  a deriva na procela;
É como um ano que termina e dar lugar a um novo...
E o pedido do povo é um mar de felicidade.

O novo rei limpa o velho trono e decreta alegria,
Primeiro dia de festas abraços e muitos beijos,
Desejos de muita paz, amor e prosperidade,
Até que novamente o mato o trono invade,
O rei morreu já, rei posto até ai tudo bem,
Se ainda não foi dessa vez, quem sabe o ano que vem.

Enquanto o homem espera um ano melhor na vida,
A vida mostra que o ano não passa de uma contagem,
E a cada ano que chega vem os pedidos de novo,
Só colhe aquele que planta outra versão é bobagem;
O ano novo que chega carregado de pedidos...
E o velho que se vai  sem nada em sua bagagem.

No ano que está chegando quero fazer um pedido,
Não a ele e sim a Deus, pois só Este pode cumprir,
Além de tantos desejos de paz, amor e fraternidade,
Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender;.
Estarmos aqui novamente para do  ano velho nos despedirmos,
Sem Deste a quem pedi, no novo ano, nunca, jamais esquecer.





segunda-feira, 26 de dezembro de 2011




Todos Nós Somos Poetas.
J. Norinaldo.


Quando sou sincero, dizendo o que quero não sou entendido, quem se surpreende quando não me entende e sou arguido com o que quis dizer; eu não quero digo, correndo o perigo de não me entender. Como explicar uma poesia que lhe dita a alma para escrever? Quantas vezes me surpreendi, relendo velhos poemas, e me pergunto: fui eu mesmo quem escrevi? Não pergunte a um poeta o que ele quis dizer, procure entender a sua maneira, aceite como para si, as vezes todo universo cabe num pequeno verso que faço para ti. Talvez se o mundo soubesse, que entre poesia e prece não há diferença, Ninguém brada poesia ou grita uma prece; carece de silencio e calma, para que a alma possa se exprimir. Cada poeta possui um estilo, como se aquilo fosse impressão digital, alguns são chamados malditos, ou poetas do mal, mas todos somos poetas, reconhecidos ou não, alguns mais desinibidos demonstram esse dom que o Criador Lhe deu, Estou aqui expondo meu íntimo, até meu avesso, será que mereço por isto mesmo conhecer o seu? Mostre sua poesia, é uma heresia ficar só para si, tudo que escrevo, mesmo o que não devo, ofereço a ti.


Capitular.
J. Norinaldo.


Do píncaro da glória ao sujo beco, o falso vislumbre do trajeto, como quem sobe para baixo da montanha, como se o tisnado na brancura da bandeira,  expressasse o sentido da vergonha daquele que tem medo  de lutar, não de capitular, tornando a si  mesmo um vencido. O senhor do escudo mais brilhante, que busca o bastão do desafeto, já não lhe basta o trono que é seu, cujo brilho se perdeu, no vislumbre do trajeto. Quão mais alto for o píncaro escalado, mais sujo será o beco rastejado aos olhos de quem capitular. O homem a sonhar com o trono eterno criou o inferno assustador, onde queimam as almas que ousaram um dia desafiar o senhor, que não queima, mas rasteja em sujo beco, por que teve medo de lutar, mas não hesitou em capitular; agora serve de galhofa ao vencedor, no inferno que ele próprio criou.
Não importa o tamanho do exército, tampouco a sua finalidade, a glória alcançada pela guerra, jamais trouxe a felicidade, e a bandeira quanto mais é alta hasteada, mais é pelo vento humilhada, sem respeito é em trapos transformada, o bastão passará de mão em mão e o trono um dia vai terminar, assim como na vida tudo passa, o inferno não é vida e não sei se passará.

domingo, 25 de dezembro de 2011



A Festa do Natal.
Brindei Teu nascimento com água, a mesma água que Transformaste em vinho, não do Jordão, mas de um riacho; que corre pela campina sozinho, mas que sabe que um dia será mar assim como sei que jamais Me deixastes Sem carinho. Minha festa foi simples, mas sincera. Vi fogos de artifício no vizinho, sorrisos abraços e presentes, ouvi os gritos de Feliz Natal, só não ouvi falar em Ti nem no Teu Pai;  mas deviam está em seus corações, estiveram nas suas orações, em fim a festa aconteceu e foi linda. O que importa é que o Natal cada vez fica mais lindo, e o mundo vai indo, muitos uma vez por ano lembram-se de Ti, na hora dos presentes, ainda bem que não Te esqueceram de vez. Tenho certeza que Estivestes em minha festa, até por que sempre soube que Fostes simples, que andas de sandálias. Bem, não ganhei nenhum presente, desses embrulhados com capricho, com papéis brilhantes e coloridos, mas estou muito feliz, pois tenho a certeza que Estivestes em minha casa, e que Voltarás sempre, a porta está sempre aberta, nem precisa bater. Muito obrigado pelo maior presente que já recebi nesta vida, a Tua visita. Sabe, minha casa é tão pobre, mas nunca esquecemos de Te agradecer, a mesa na hora das refeições e não somente na ceia de Natal. Mais uma vez muito obrigado, e Feliz Natal.

sábado, 24 de dezembro de 2011




A Vida.
J. Norinaldo.

Um orgasmo o ápice do prazer carnal,
É o marco zero que limita a existência,
Como uma propaganda fútil enganosa,
Que confunde até a própria consciência,
Como se tudo fosse igual a um mar de rosa...
E não houvesse, sacrifício e penitencia.

Seria bom como pensou o poeta,
Se partir do marco zero para baixo,
Contrariar de certa forma o Criador,
Percorrendo o inverso caminho do riacho
Até a hora de deixar o universo...
Com um banho morno no mais belo ato de amor.

Cada primavera perfumada pelas flores,
É uma conta do rosário que se vai,
E o caminho vai ficando mais estreito,
Até que um dia como um fruto que cai,
Um galho seco que só serve pra graveto;
Nos despedimos pra prestar contas ao Pai.

Na verdade ninguém fica pra semente,
E ninguém parte demonstrando entusiasmo,
Muitos não sabem e nem conhecem o marco zero,
E as primaveras só serviram como marcas;
Como estacas que delimitam a longevidade,
Imaginem a felicidade, a vida terminar com um orgasmo.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011



FELIZ NATAL A TODOS MEUS AMIGOS.


Feliz Natal Com Poesia.
J. Norinaldo.

Não pintei minha casa por que não tinha reboco, não reboquei minha casa por que não tinha parede, não mobilhei minha casa por que não havia teto, dois pontos de interrogação é onde engancho minha rede. Não dividi minha casa por que não tinha família, não decorei minha casa por que não tinha mobília, não cultivei um jardim por que não tinha uma muda; não plantei trigo nem uvas por não tive ajuda. Não construí uma estrada por não ter para onde ir, eu não consigo sorrir, não acho graça de nada, não tenho um cão que me siga, não tenho grão nem espiga, na verdade nada tenho, não atino de onde venho e nem para onde vou, na verdade sei quem sou, por que penso e logo existo. Não sei por que ainda insisto em falar da minha casa, sem parede e sem pintura, sem janela sem moldura, sem jardim e sem pomar, sem alpendre sem oitão sem uma sala de estar.
Mas tenho o calor do sol, a lua a me iluminar, sem ter interruptor e nenhum carnê a pagar, tenho a água da chuva e o ar pra respirar, tenho a rede que penduro nos pontos de interrogação, vez por outra tenho pão e vontade de comer, um cajado que é mais um ponto de exclamação, já nem sei se a esperança está viva ou está morta, não a convido a minha casa, pois também não tenho porta.
Não seja igual a mim, é triste viver assim, se isto é mesmo viver, pois mais pobre que seja sua vivenda, dê-lhe nem que seja uma simples demão de cal, e aproveite o Natal para fazer alguém Feliz, mesmo a casa sem pintura, um simples gesto de ternura fará o que nunca fiz. Nunca dei nem recebi um presente de Natal, mas este ano resolvi que vou esquecer o mal, pois sei que nunca fui má, Encantar-me com as canções e com esta explosão de luz, lembrar também de Jesus, Vibrar com tanta beleza, talvez o que sempre quis, aqui quem fala é a tristeza, tentando te fazer feliz, não sou de ferro afinal... Sorria pois é Natal.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011




O Velho, a Porteira e o Destino.
J. Norinaldo.

O vento a estrada e a porteira,
A poeira, a pegada e o destino,
A curva, o castelo a esplanada,
O homem, um velho e um menino,
A pedra, o cata vento e a capela,
O som do badalar de um sino.


Quem já cruzou pela porteira,
Deixou as pegadas no caminho,
O homem que foi menino hoje é velho,
Já não pode mais caminhar sozinho,
Cansado da porteira e da estrada...
Carregando o seu fardo de espinho.

Por quem será que tange o sino?
Pelo homem o velho ou o menino?
Quem não cruzará mais a porteira?
Nem verá a esplanada ou o castelo?
Por quem será que tange o sino?
Se na corrente agora falta um elo.

Novamente a porteira está aberta,
Cruza o velho o homem e o menino,
O homem que foi menino e hoje é velho,
E jamais voltará a este caminho;
Já não deixa mais os rastros na poeira...
E o vento fecha a porteira do destino.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011



Legado.
J. Norinaldo

Caminhei pelo deserto e também por parreirais,
Senti o prazer do vinho e as agruras da sede,
Já enfrentei tempestade que aterroriza no mar,
Freqüentei lupanares aonde poucos entraram,
Vi os rastros que deixaram grandes cometas no ar,
Já pisei onde rainhas e reis e até Papa pisaram.

Continuo na estrada pisando aqui e ali,
Enquanto existir caminho e vontade pisarei,
Deixando minhas marcas pelas pedras do caminho,
As vezes só as pegadas foram as marcas que deixei,
Quem sabe um dia alguém sinta orgulho...
De pisar no lugar onde eu pisei.

Tudo nesta vida passa e eu um dia passarei,
Só os caminhos não passam por onde um dia passei,
O que deixarei escrito nas pedras que encontrar,
Prestarão contas do legado que eu por aqui deixei,
Pois daqui nada se leva a não ser o que se fez...
E quem sabe eu talvez nada tenha pra deixar.

Pisando firme na estrada foi assim que comecei,
Hoje com passos mais lentos continuo caminhando,
Deixando por onde passo poemas mal engendrados;
Muitas vezes criticados por minha simplicidade,
Conheço a felicidade somente em versos que faço,
Meus poemas são meus passos que deixo como legados.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011



Ciúmes do Vento.
J. Norinaldo.

Escrevi um lindo poema na areia,
Achei que o vento por ciúmes apagou,
Não escrevi poesia a tempestade,
Que na verdade deve ser o seu amor,
Quando te encontrei declamastes a poesia...
O vento apenas, decorou e te levou.

Caminhavas a beira mar pensando em mim,
E as ondas mansas em teus pés a marulhar,
Quando a brisa desmanchou os teus cabelos,
Como querendo chamar tua atenção,
E começastes a ouvir com suavidade,
Os acordes de uma bela canção.

Decorastes a poesia por inteira,
Que escrevi para ti no além mar,
Sinto vergonha de escreve-la novamente,
Tenho medo de cometer uma heresia,
Uma injustiça ao pensar que o vento...
Não tenha dito, que era  minha a poesia.

Novamente quero te pedir perdão,
Por duvidar do teu amor por um momento,
O que esperar de um ser tão inseguro,
Capaz de ter ciúmes do próprio vento;
Ah! Como queria ter o poder de desvendar,
Como um poema, poder ler teu pensamento.





sábado, 17 de dezembro de 2011




O que diz o Poeta?
J. Norinaldo.

O poeta necessita inspiração, como a vida do pão para sobrevivência, senão, o seu poetar será somente uma rima, que às vezes a vida anima, mas não aquece o coração. Como uma mesa comprida, feita para unir a vida e reúne a solidão. A dor se faz necessária, às vezes a luz precária de um curto touco de vela, a inspiração revela a alma pelo avesso, na vida a cada tropeço, traz um novo recomeço até que em fim não dá mais. E a poesia responde uma pergunta com outra, não por falta de argumento, arguir o pensamento e descobrir seu mistério; transforma-se num dilema, atribuir o cemitério... Como último poema.
 Quem pergunta a um poeta o que ele quis dizer, pois não consegue entender por acreditar muito profundo, lembre-se o que respondeu por todos nós,  Mário Quintana:
 “ O que será que Deus, quis dizer com este mundo?”



A Depressão
J. Norinaldo.

A depressão é um quadro sem valor,
É o retrato da dor tendo por fundo a maldade,
Que usa a insanidade por aquarela e tinta,
Como pincel um tição da fogueira do umbral,
E fica bem pendurada na parede de uma cripta.

Chega sem aviso prévio e é inescrupulosa,
Oferecendo uma rosa perfumada e sem espinho,
Depois do mal acolhido o iludido se revolta,
Mas ai não tem mais volta por que já está sozinho,
Preso e acorrentado de onde nunca mais se solta.

O antídoto existe antes do mal acometido,
Há muito foi ensinado, porém o homem esqueceu,
O amor não custa nada e nasce em qualquer jardim,
Não tem contra indicação e nem uma medida certa...
A depressão o odeia, pois o amor causa o seu fim.


A depressão do terreno é apenas um declive,
Que com ela se convive ou se aprende a desviar,
Para a alma depressiva não há atalho ou desvio,
Como um remanso no rio girando sempre parado...
Ao olhar pra qualquer lado, encontra sempre o vazio.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011



O Encanto do Amor.
J. Norinaldo.

Não importa a curva do monte,
Independe da força do vento,
Ignore as lamurias da fonte,
O amor transcende barreira,
E atravessa na sombra da ponte,
Com a força de um pensamento.

Quem se curve as agruras da vida,
Abre as portas a convite da dor,
Não vê a beleza de um lago,
Nem sente o perfume da flor,
O sabor do mel é amargo...
Desconhece o encanto do amor.

Se o monte é alto e distante,
Se o vento não tem cheiro nem cor,
Se não ouves a canção da brisa,
Se a fonte por acaso secou;
Quem se curva às agruras da vida...
Desconhece o encanto do amor.

Não se cria rios de lágrimas,
Que não saciam a sede da dor,
E nem regam os jardins da vida,
Que encantam tanto o beija flor;
Quem passa pela vida e só chora...
Desconhece o encanto do amor.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011



Fala-me de ti por Favor.

J. Norinaldo.

Quando te peço para falar de ti não quero saber quem és, pois sei tudo sobre ti, na verdade o que quero mesmo é ouvir a tua voz, é sentir-te retraída como um gato e nem imaginas quão bela ficas assim. Jamais poderás ser aquela que apenas sente, se não sentires que necessito sentir. Tua presença ouvir tua voz. Aquela que apenas sonha, nem pensar, pois posso não fazer parte deste sonho. Se às vezes te sentes confusa em saber quem és, me procuras e te direi, pois decerto sem ti a poesia seria como uma cadeira manca, como uma bandeira branca sem nada simbolizar. Tomara que tu aprendas, que poesias são rendas trançadas com fios da alma, dosséis que enfeitam os altares, que bordam as ondas dos mares e o sangrar da deusa viva, cativa do viver e do amar, por certo nunca pensastes: Mara bem que pode ser o feminino do mar. Desvendar a tua alma é para mim um livro aberto, um oásis sem deserto onde calo a minha sede, e o castelo que ela habita uma verdadeira rede da aranha que me caça como inseto.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011



Caminhos da Fé.

J. Norinaldo.


Alfaiar o teu manto com estrelas,

Com fímbrias bordadas de luz,

Costura-lo com fios de ouro,

Igualar-te ao mais rico tesouro,

Não redime o nosso pecado,

De humilhar-te e pregar-te na cruz.


Só o amor que ensinastes redime,

Abrilhanta o caminho de luz,

Não o amor que com amor se paga,

E sim a verdadeira entrega, veneração,

Não a luz que com vento se apaga...

E sim aquela que nos acendeu Jesus.


O caminho tem pedras e espinhos,

O amor não há tesouro que pague,

Jesus partiu, mas o amor não morreu,

Esta luz não há vento que apague.

As moedas de Cezar não sevem...

Pra pagar o curso de amor que nos deu.


Está chegando o dia da grande festa, Natal,

Dos abraços, dos beijos o presente brilhante,

Que o doce do vinho não se torne amargo,

Nada tinha seu manto de esfuziante

Por sua festa ter muita alegria, porém,

Esquecer de convidar o Aniversariante.

domingo, 11 de dezembro de 2011



Com a Pena da alma.

J. Norinaldo.


Debulho as mágoas como a alma ensina,

Deito no papel todas as dores que sinto,

Mas, também falo das flores e da primavera,

Para consolar alguém às vezes até minto,

Como um ser intimista da felicidade...

Mas, que na verdade só conhece quimera.


A visão para o poeta sempre foi tão severa,

Até numa tapera esquecida ele vê alegria,

Lembrando quem nela viveu no passado,

Quem sabe uma linda donzela uma fantasia;

Ou um velho poeta que a luz de um toco de vela...

Dedicava a ela a sua simples poesia.


Ao poeta não cabe enganar com sofisma,

Não quero que todos pensem assim como penso,

Não posso deixar de secar tuas lágrimas,

Por que o mundo mudou e não se usa mais lenço;

Não consigo deixar de perguntar a mim mesmo...

Se conquistou a rainha o belo jardim suspenso.


Por mais simples que seja uma flor do campo,

Aos olhos poeta jamais passa despercebida,

Nem mesmo uma pedra no meio da estrada,

Quem tem um poeta dentro do seu ser,

Jamais terá paz enquanto viver...

As vezes mentindo, sem poder fazer nada.


sábado, 10 de dezembro de 2011



Carnaval da Vida.

J. Norinaldo.

A vida não passa de um carnaval,

Onde cada qual faz a sua fantasia,

Não escolhe o lugar onde ser folião,

Desconhece o tempo que dura a folia;

Inexiste exigência ao tipo de máscara,

Certeza somente que se acaba um dia.


Existem os salões com fausto e com brilho,

E os blocos de sujos que imitam o real,

Duendes e fadas que alguma mente pariu,

Canções animadas que falam de amor;

Relíquias guardadas de algum compositor,

Que já foi folião, mas também já partiu.


Lágrimas pintadas no rosto que esconde,

As mágoas do bloco que não escolheu,

Na gordura do rei a fartura da corte,

Em cada estandarte o brasão de uma casta;

Duendes e fadas nobres e fariseu...

Mesmo o bloco parado do fim não se afasta.


Com manto de nobre ou com a cara pintada,

Não há outra estrada nem uma outra folia,

No salão brilhante ou na rua enfeitada,

Nos versos rimados de uma poesia;

Somente no fim se descobre que no enredo...

Não existe segredo, tudo foi palhaçada.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011



Como Bolha de Sabão.

J. Norinaldo.

Quem fala de amor sem amizade e paixão,

Cultiva um jardim de erva daninha,

Tem um discurso, mas sem ter convicção,

Como quem corre sem saber aonde vai;

Voando alto numa bolha de sabão,

Que o vento estoura e dificilmente cai.


Só o amor constrói a ponte mais antiga,

Que interliga duas almas por inteiro,

Duas metades que nasceram separadas,

Bem assim como a manteiga e o pão,

Como o toque da maçaneta e a mão...

Como o beijo da caneta no tinteiro.


Quem desconhece a plenitude do amor,

Não saberá nessa vida o que é candura,

Viverá simplesmente por viver,

Morrendo enquanto vive sem saber...

Que a vida simplesmente o atura,

E como a erva daninha, deixa crescer.


Quem não fala, mas sente o amor puro,

Não constrói muro que desune e que separa,

É um jardim com belas flores perfumadas,

Que ornam e deixa a paisagem colorida;

Como o cordão que junta as perolas do colar...

Para enfeitar, o colo da própria vida.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011


Fuga para o Nada.

J. Norinaldo.

Busco na imensidão do nada,

Respostas as minhas indagações,

Por que as miragens nos desertos,

São sempre as nossas aspirações;

E depois de crescido não me assusta...

O fogo que soltavam meus dragões.


Os caminhos se tornaram bem mais curtos,

E as distancias se encolheram no imenso,

E apagaram-se as velas dos velhos castiçais,

Mudou-se por completo o perfume do incenso;

Não se precisa mais dos antigos cabedais,

De bastidores de bordados, antes feitos com dedais.


A menina que brincava de boneca,

Hoje brinca de fazer boneca viva,

E a mãe que pensava em enxoval,

Só pensa hoje em ante concepcional;

E o trem lotado cansando a locomotiva...

E a humanidade achando tudo normal.


E no delírio o homem tentando uma fuga,

Encurtando a distancia ao próprio fim,

Retirando das folhas o mais belo verde oliva,

E nas carreirinhas que não saem do lugar;

Transformando depois em pó a morte viva...

E o deserto, vai trocando de lugar.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011



Sem Meias Palavras.

J. Norinaldo.

Eu sou um poeta rude como a taipa do açude que corta o riacho ao meio, não sou muito de floreio gosto de sinceridade. Se é pra falar de amor com o peito explodindo em dor, aludindo o amor alheio, se sofro digo a verdade. Falo também nas feridas, nas mágoas não esquecidas dos beijos que nunca dei; das flores que ofertei e depois encontrei no chão. Daquele não sem sentido, falo de amor bandido que machuca o coração. Falo de um mundo cinzento, sem arco íris nem flores, falsidade, traição como um trem fora dos trilhos; do desamor pelos filhos e vice versa é claro. E neste item reparo a extinção da família, como um móvel da mobília que há muito caiu de moda, depois que inventaram a roda pra fumar e pra cheirar. Odeio a hipocrisia e se a minha poesia não está na estrada certa, digo com sinceridade, prefiro não ser poeta, ser simplesmente um pateta... Mas, que defende a verdade.


Eu e Você.

J. Nornaldo.

É tão bom ter: Um sorriso carinhoso, o mormaço de um abraço e aquele olhar dengoso, ter o teu corpo coberto, às vezes nu a céu aberto no amasso mais gostoso. A saudade por minutos, na fumaça dos charutos que a tensão leva a fumar. É tão bom saber: que mesmo longe estás tão perto, e ter o coração aberto pra quando você chegar. É tão lindo: receber os teus poemas, mesmo que por vezes os temas não tenha nada a ver, É tão fascinante: Ver o jardim que plantamos dando rosas coloridas que parecem eu e você. Lembra daquela velha roseira, aquela enorme touceira que nos amamos a sua sombra? Morreu talvez de paixão, no tronco esculpi a mão, um belíssimo coração e escrevi: Eu e Você.

Volta, já faz mais de uma hora, para mim muita demora, para quem tem a certeza de que é muito bom ter, um sonho assim tão lindo, mesmo não estando dormindo; volta! É Muito bom ter você. Volta e não te esquece do sorriso, te espero no paraíso feito para Eu e Você.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011



Ter ou não Ter o Alpendre.

J. Norinaldo.

Caminhar pelos aceiros onde o rodado não passa, levando a mão ao chapéu para a caleche do rei, catando a fruta madura que o maribondo não quer. Sentindo o barro no pé e a brisa nos buracos do casaco bem maior. Juntando cacos de sonhos, pedras de pouco valor, para a alicerçar a sombra de um alpendre de sonho, sem um local definido e sem saber o tamanho. Seguir pelo chão marcado pela caleche do rei, até chegar ao desvio onde não posso entrar, levando a mão ao chapéu para cada rei que passa, e a sombra do meu alpendre por enquanto é só fumaça, que com o vento se esgaça e no tempo desaparece, e até meu alicerce é como o meu casaco que não posso remendar. Por enquanto o aceiro que tenho pra caminha, a brisa pra respirar e o belo azul do céu, um casaco esburacado e como alpendre o meu chapéu.

domingo, 4 de dezembro de 2011


A Mulher.

J. Norinaldo.


A palavra é o barro do poeta,

Que com as mãos molda a mais bela flor,

Que colore com as cores do ocaso,

Que ornamentam o mais vistoso vaso...

A mulher bela deusa do amor.


Como uma tarde sutil de primavera,

Como o canto gentil do pintassilgo,

Como os rastros de cisnes sobre um lago;

Terá sempre em meu coração um postigo...

Para a deusa mulher do meu afago.


A mais bela rosa do jardim celeste,

Cuja semente em nosso jardim germinou,

O mesmo pássaro que a trouxe nos ensina,

Que só na terra do amor ela germina...

E nela não se bate, nem com outra flor.


Só mesmo um insano empedernido,

Sem amor, sem sentimento e sem fé,

Ou quiçá um parido por acaso;

É capaz de atirar pedra no mais belo vaso...

Moldado pelo próprio, Deus que é a mulher.


O Dom da Beleza.

J. Norinaldo.


Dizer que não queria ser como sou,

Pode crer não é soberba ou ingratidão,

E para o Senhor jamais poderei mentir,

Ninguém sofreu assim como eu sofri,

Simplesmente por que não nasci...

Com toda a beleza de um pavão.


Não é justo ser motivo de chacota,

Pagar por um crime que nunca cometi,

Ser o motivo da mais bizarra risada,

Ser sabedor de que também nunca sorri;

Se não cheguei a vida com a cara pintada,

Então Senhor me diga: Para que nasci?


Se somos todos filhos de um mesmo pai,

E nem os dedos das mãos nasceram iguais,

Somente as flores nos jardins são diferentes,

E existem algumas que perfumam muito mais;

E até diferem na maneira que ornamentam,

Umas enfeitam a vida... E outras os funerais.


Criticar com desdém as diferenças,

No projeto do arquiteto mais perfeito,

Epitetando diferenças tão normais;

Tendo como única certeza nesta vida,

Que no exato momento da partida...

Todos seremos, tão exatamente iguais.



Adeus Sócrates.

J. Norinaldo.


Sócrates levou hoje um calcanhar da vida,

Sua jogada preferida que tantos nos encantou,

A solidão não driblou, e hoje é sua despedida,

Tentou mas não conseguiu aquele último gol...

Não pode correr para o abraço da derradeira partida.


Quem sabe um árbitro mais severo,

Sincero como o reflexo de um espelho,

Que atua acima das quatro linhas;

Quem realmente manobra o timão,

Lhe deu, o ultimo cartão vermelho.


Adeus Sócrates e tua taça de cicuta,

Hoje tua nação escuta um choro bem diferente,

O timão pode até ganhar o brasileirão;

Mas perdeu um Corintiano que deu alegria a gente,

Vai com Deus, leva contigo a Faixa de Campeão.


A morte é traiçoeira não se avisa: olha o ladrão!

Pega a bola com a mão mesmo não sendo goleiro,

Tentastes a democracia, doutor do belo comício,

Mas não convencestes o vício, o verdadeiro atoleiro,

E o teu último grito se ouviu no precipício.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011



O Decote da Deusa.
J. Norinaldo

Se o decote da deusa cativa o olhar,
Motiva o sonhar que a mente extasia,
Pecado seria fingir que não vejo,
O louco desejo que assoma meu ser,
Ao ver os teus seios uma obra dos céus...
Cobertos por véus sedentos de beijo.

Na alvura do colo ó musa divina,
Uma rosa púrpura com lábios de mel,
No busto perfeito o desenho do mestre,
Que usa a aquarela do seu coração,
E a alma na mão segurando o pincel...
Na eterna busca pela perfeição.

Dizem que morro quando estou a dormir,
E dormindo é que sonho aspiro e anseio,
Será que sou parte de um sonho de alguém,
Que sonha também tocar o teu seio;
Redondo e tão alvo como a lua no céu...
Teu corpo sem véu é um convite a pecar

Desconheço o castigo ao pecado que ouso,
Quando pouso o olhar no teu colo redondo,
Através do decote que meus sonhos invade,
Não recuo mesmo se é crime hediondo,
De viver sonhando com os seios divinos,
Cobiçando um dia beijar, essas torres de jade.


segunda-feira, 28 de novembro de 2011


Ingratidão.

J. Norinaldo.


Cansado de caminhar por veredas,

Estreitas, escuras e solitárias,

As mesmas árvores, o mesmo chão,

O mesmo frio a umidade de um porão.

Pedi em minhas preces ao Criador,

Uma estrada larga, com muita luz e calor.


Agora me encontro perdido no deserto,

Nenhuma árvore, um pássaro uma flor.

O sol abrasante que queima até a alma,

Pergunto: Deus, que estou fazendo aqui?

Como Adão, reneguei o paraíso...

Estou sofrendo, por que não soube pedir.


Meu castigo, as miragens a minha frente,

Água corrente cristalina e muita sombra,

Um lindo bosque onde a vida é pungente,

Tão igual aquele em que caminhava com frescor.

Agora sinto que meu caminho é tão quente,

E que caminho? se não sei pra onde vou.


Cada um de nós tem uma cruz a carregar,

A minha é sempre mais pesada que a sua,

O meu poema sempre tem mais conteúdo

A minha estrela brilha mais do que a lua;

Sou um sábio que da verdade sabe tudo,

Na realidade... Sou uma farsa nua e crua



Vida e Ferrão.

J. Norinaldo.


As vezes me pergunto o que fiz,

Refazendo o caminho até agora,

Como um velho maribondo já sem asa,

Como uma formiga estranha sem ter casa,

Que perdeu o espaço pra voar,

E que agora, caminha por caminhar.


Se fui feliz, agora não lembro mais,

Faz tanto tempo se é que isto aconteceu,

Se fiz alguém sofrer já me esqueci,

Só que mais do eu ninguém sofreu.

Só tenho agora a estrada e a certeza...

Que a beleza dentro de mim já morreu.


As vezes para e olho a linha do horizonte,

Vejo o céu beijar a terra e sinto inveja,

Sinto voltar a ternura ao meu coração.

E o velho maribondo já sem asa,

A formiga tão estranha e sem casa...

Vê que uma vespa não é só, vida e ferrão.


Sentir inveja mesmo um vil sentimento,

Mostra que o amor também pode renascer,

E que a beleza não foi somente o começo,

E que mereço recomeçar de onde estou

E acreditar que ser feliz é só querer...

Pois a vida... não é nada sem amor.

domingo, 27 de novembro de 2011






Fuga.

J. Norinaldo.


Eu tenho medo de amar e de sofrer,

E assim vou vivendo sem amar,

Ou amando sem coragem de dizer,

Ou dizendo que amar não vale a pena;

Difamando a quem amo por prazer,

O que torna minha alma tão pequena.


Minha fuga tem um nome é covardia,

Que irradia uma áurea de terror,

Tênue ponte que constrói a hipocrisia,

Sobre o rio caudaloso do amor,

Na sublime cordilheira montanhosa,

Caprichosa coberta de verde e flor.


Se o meu medo não pesasse como pesa,

Se tão frágil não fosse a minha esperança,

Que se esgarça como nuvem de fumaça,

Cruzaria a ponte da hipocrisia facilmente,

Quando passa a esperança o amor passa...

Que cai da ponte e se afoga finalmente.


Nesta fuga gasto o tempo nesta vida,

Na covarde esperança de um vencido,

Na certeza de gritar ao mundo a esmo,

Escudado pelo muro do fracasso,

Jamais faça aquilo o que eu faço...

Viver vida fugindo de mim mesmo.


sexta-feira, 25 de novembro de 2011



Um Simples Poema.
J. Norinaldo.

Por mais simples que seja seu poema,
Por mais simples que seja este meu,
Pode crer foi ditado pela alma,
Nossa mão apenas o escreveu,
Se alguém o seu desdenha por ser simples...
Pode ter certeza não fui eu.

Poesia o pão, que alimenta a alma,
Pelas veias da nossa sensibilidade,
Independendo da fonte de onde venha,
Quem é capaz de se mostrar indiferente,
Desconhece a beleza e a felicidade,
Atravessa um lindo bosque e enxerga apenas lenha.

A beleza da flor é tão efêmera,
Mas é o poema da terra para a vida,
Se durasse para sempre essa beleza,
E com certeza uma terra colorida,
Mas em cada botão que desabrocha...
Mostra o quão é poeta a natureza.

Se o seu poema não agrada ao mundo inteiro,
Tenha a certeza que agradará alguém,
Uma colcha de retalhos aquece a quem tem frio,
E sem o seu poema pode ter uma certeza,
O mundo ficará um pouco mais vazio,
Ser simples é ser belo, e belo é ter beleza.


quarta-feira, 23 de novembro de 2011



O Velho Banco da Praça.

J. Norinaldo.


Lembra desse banco hoje tão corroído, era tão colorido quando tiramos aquele retrato, hoje amarelado proeza do tempo, e nós como o banco também enrugados, mas vimos as rugas chegando uma a uma, e o pincel do tempo nos pintando os cabelos, vem vamos tirar mais um retrato, antes que se acabem esses velhos modelos. Afinal esse banco testemunhou nosso primeiro beijo, ainda me lembro da tua face em rubor, sorrindo me disse ser excesso de Rouge, coisa que hoje não se fala mais. Na quermesse da praça e no carrossel, a maçã do amor e o algodão doce, para matar a saudade do primeiro beijo, e rever este banco por isto aqui te trouxe. Ainda lembro o vestido estampado de chita, e o laço de fita te enfeitando os cabelos, agora olho tudo e está tão diferente, apenas um lenço cobre o teu cabelo branco, o tempo levou nossa vitalidade como a ferrugem corrói o nosso velho banco.



Destino Cigano.

J. Norinaldo.


No dorso do vento cavalgo seguro,

Buscando o futuro depois do horizonte,

Desviando o monte como faz o rio,

Sem rastros que marquem o caminho de ida,

Na incerteza o desejo de preencher o vazio;

Que o passado me deu de presente na vida.


Quem cavalga o vento não tem direção,

Desconhece o destino aonde quer chegar,

Se desvia a montanha como faz o rio,

Não se abriga do sol, do frio ou da chuva;

Um cigano que a vida ensinou cavalgar...

E a tomar o vinho por que plantou a uva.


A cascata que canta a canção da natureza,

Forma a correnteza que depois vira rio,

Que como eu, cavalgando as campinas,

Como quem tem a sina do povo cigano;

Até que um dia deixe tudo para trás...

E deixe de ser rio e se torne oceano.


Comigo a história é bem diferente,

Não um rio corrente que chega ao mar,

Na busca do novo que está no futuro,

Com as crinas do vento apontando o passado;

Ao contrário do rio que vira oceano...

No final da cavalgada só me resta o escuro.