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quarta-feira, 13 de abril de 2011



A Fábula Tola ou a dor da Realidade?
J. Norinaldo.

Contaram-me faz muito tempo uma historia, não sei se verdadeira, vou tentar narrar aqui. Um homem vendia verduras próximo a uma escola, numa barraquinha, todos os dias, quando fazia sua refeição do almoço, a garotada saia da escola, e alguns jogavam terra ou outras porcarias na marmita do pobre vendendor, isto durante muito tempo. Até que um triste dia, o homem não agunetando mais aquilo, atirou algo num dos meninos terminado por matá-lo. O homem foi preso em flagrante, e a população teve que ser contida para não linchar o criminoso. Este homem durante o julgamento, dispensou seu advogado assumindo a sua defesa, nem sei se pode, aqui pode. Pois bem, começo o julgamento e foi dada a palavra a defesa; este cidadão, levantou-se, olhou para o Juiz e disse: Meretissímo Sr. Juiz, virou-se para os jurados e disse: Srs. Jurados. Deus alguns passosos e repetiu a cena: Meretissímo Sr. Juis, Srs. Jurados. E assim foi por algum tempo, repetindo sempre as mesmas palavras. Não se passara 10 minutos, o Juiz deu de mão no seu martelo, quase o quebrando gritou: Ou o Sr. Diz o que pretende, ou mando prende-lo imediatamente por debochar desta corte.
E ai, o homem disse: Meretíssimo Sr. Juiz, Srs. Jurados, tão puco tempo faz que repito as mesmas palavras e os Srs. Já não aguentam mais. Agora imaginem o que aguentei durante mais de 3anos, esses garotos jogando terra na minha comida, que minha esposa me trazia todo dia, já que não tinha quem ficasse tomando conta da minha barraca. Segundo o final da fábula que alguem me contou, o tal verdureiro foi absolvido.
É claro que não passa de uma fábula, mas agora imagine alguém que vai a primeira vez a escola, cheio de sonhos, de felicidade, de encontrar e fazer novos amigos, e lá encontra um ambiente totalmente hostil, onde este passa ser considerado o inimigo público n° 1, simplesmente por ser feio. Coisa que talvez nem soubesse, pois no ambiente de onde veio, jamais alguém lhe diria isto, ou se dissesse não acreditaria.
Já que estou falando de fábula, vamos criar uma aqui e agora. Digamos que alguém descobrisse, que Welirgton Meneses, o causador da tragédia de Realengo, por ter sido humilhado e achincalhado por colegas na escola, tivesse esses pensamentos macabros; e ai, procurassemos respeitaá-lo, como? Elevendo sua auto estima, convidando- para fazer palestras nas escolas, mostrando como é cruel o constrangimento coletivo contra alguém indefeso, principalmente por meninas, algumas das quais quem sofre essse tipo de agressão, chegou a sonhar com um mundo encatado. Será que daria certo? Em vez de dois revolveres, duas pastas, uma contendo relatos, outra contendo o video que tristemente foi descoberto depois do ocorrido, mostrando o que pensava antes, quando era humilhado, e o que passou a pensar depois de valorizado.
Pensem nessas duas historinhas, um pouco sem graça, reconheço, mas se tivessemos tomado conhecimento e dado alguma atenção pelo menos a primeira, quem sabe agora estarimos rindo em vez do rio de lágrima derramdo neste país.
Vamos ter mais atenção aos diferente, não vamos ficar indiferentes ou coniventes com as humilhações por estes sofridas, por que partem de crianças e adolescentes, nestes também existe maldade, porém é como algo que está sendo formado, ainda mole que pode ser modificado, depois de duro, se torna bem mais dificil.
Tenho uma composição de um Samba, que espero um dia ve-lo cantado, que diz: Quem desdenha um irmão por sua cor, critica o autor da obra indeira, está virando as costas para o amor, e empunhando as correntes por bandeira.

1 comentário:

Fanzine Episódio Cultural disse...

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