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sábado, 21 de maio de 2011



Um Barquinho de Papel.
J. Norinaldo.

Vi passar um barquinho de papel,
No riacho cristalino do meu sonho,
Cuja vela apontava lá no céu,
A estrela mais brilhante que conheço;
E se foi o barquinho navegando,
Pelo riacho sem fim e sem começo.

Pelas sombras dos bosques verdejantes,
Navega o barquinho sem destino,
Sem bandeira, sem leme ou navegantes;
Sendo apenas o sonho de um menino,
Carregado de inocência e de carinho...
Busca o porto de um oceano pequenino.

Sei que fui um menino no passado,
Que brinquei com barquinhos de papel,
Que sonhava em ser grande e navegar;
Com meu barco carregado de amor;
Mas cresci e hoje só carrego fel...
Pelo rio de lágrimas de dor.

Pelo menos em sonhos sou feliz,
Meu riacho continua cristalino,
A correr pelos bosques verdejantes;
Como é bom voltar a ser menino,
E soltar meus barquinhos navegantes...
E escolher o meu porto meu o destino.

1 comentário:

Edvaldo Bezerra de Melo RELATOR disse...

Ola Jose amigo, que bom acessar o seu blog, e lê esta poisia do barquinho mim transportei para minha terra lá na Paraiba, a recosdação veio atona, muito obrigado, depois escrevou mais...
EDVALDO.