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segunda-feira, 28 de novembro de 2011


Ingratidão.

J. Norinaldo.


Cansado de caminhar por veredas,

Estreitas, escuras e solitárias,

As mesmas árvores, o mesmo chão,

O mesmo frio a umidade de um porão.

Pedi em minhas preces ao Criador,

Uma estrada larga, com muita luz e calor.


Agora me encontro perdido no deserto,

Nenhuma árvore, um pássaro uma flor.

O sol abrasante que queima até a alma,

Pergunto: Deus, que estou fazendo aqui?

Como Adão, reneguei o paraíso...

Estou sofrendo, por que não soube pedir.


Meu castigo, as miragens a minha frente,

Água corrente cristalina e muita sombra,

Um lindo bosque onde a vida é pungente,

Tão igual aquele em que caminhava com frescor.

Agora sinto que meu caminho é tão quente,

E que caminho? se não sei pra onde vou.


Cada um de nós tem uma cruz a carregar,

A minha é sempre mais pesada que a sua,

O meu poema sempre tem mais conteúdo

A minha estrela brilha mais do que a lua;

Sou um sábio que da verdade sabe tudo,

Na realidade... Sou uma farsa nua e crua

3 comentários:

Neuza Rodrigues disse...

Nossa cruz tem o peso que nós queremos carregar,ninguém nasce com uma sina,somos criadores delas se escolheu andar por veredas triste e escuras,terás que encontras o caminho de flores e luz,abraço poeta.

BLOG DE POESIAS DO PROFEX disse...

Acompanhando seus escritos também por aqui. Grande abraço!

katia disse...

Linda a sua Poesia.Gostaria deadicionar Você no meu Facebook: kátia cristina,Recife.