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sábado, 19 de novembro de 2011


Teu Perdão

J. Norinaldo.


Supliquei inutilmente o teu perdão,

Condenado por um erro tão pequeno,

Comparado com teu sumário de culpas,

Não passava de uma gota de sereno;

Trocastes simplesmente o meu amor,

Pelo brilho, de uma taça de veneno.


De joelhos confessei o meu pecado,

Convencido de merecer teu perdão,

Apelei para a razão do teu ciúme,

Jogastes minha esperança no chão,

Sem chance para uma explicação...

Como uma rosa já murcha e sem perfume.


E agora me apareces de repente,

Tão diferente de quando eu te conheci,

Arrependida querendo voltar pra mim;

Eu te perdoo, mas confesso não te entendo,

E mesmo o meu pobre coração querendo,

Eu pretendo que tudo fique mesmo assim.


Onde deixastes tanta beleza de outrora,

E que caminhos percorrestes até então?

Olha que o tempo não perdoa a ninguém,

Sei que também já não sou o mesmo agora,

Meu coração se cansou com a demora...

E hoje já não quero mais o teu perdão.

3 comentários:

Cris disse...

Nori, depois de muito tempo entrei em seu blog...
Está muito bacana...
E como sempre emocionante as poesias...
Parabéns...
Abraços

Letícia Pessôa disse...

Lindo Nori...sem comentários...

Neuza Rodrigues disse...

Foi condenado e julgado,não teve perdão,como muitos fazem a vida toda,sem ver quem machucam,a beleza muitas vezes não ajuda no amor,e sim provoca ciumes e inveja,levando a discórdia maltratando corações apaixonados,corrói e destrói muitos casais.Onde existia beleza restou amargura e tristeza,o tempo se encarregou de tirar o que antes era a gloria,e transformou em carma para os dois ficou somente o tempo como lembrança,parabéns poeta.