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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011



O Encanto do Amor.
J. Norinaldo.

Não importa a curva do monte,
Independe da força do vento,
Ignore as lamurias da fonte,
O amor transcende barreira,
E atravessa na sombra da ponte,
Com a força de um pensamento.

Quem se curve as agruras da vida,
Abre as portas a convite da dor,
Não vê a beleza de um lago,
Nem sente o perfume da flor,
O sabor do mel é amargo...
Desconhece o encanto do amor.

Se o monte é alto e distante,
Se o vento não tem cheiro nem cor,
Se não ouves a canção da brisa,
Se a fonte por acaso secou;
Quem se curva às agruras da vida...
Desconhece o encanto do amor.

Não se cria rios de lágrimas,
Que não saciam a sede da dor,
E nem regam os jardins da vida,
Que encantam tanto o beija flor;
Quem passa pela vida e só chora...
Desconhece o encanto do amor.

1 comentário:

ACADEMIA MACHADENSE DE LETRAS disse...

Câncer!

Ali está ele!
Quieto e devorador,
Escondido em seu D.N.A.
Destrói, neutraliza
Aniquila tudo em volta

Em tudo ele corre:
Em cada ponto, em cada vírgula,
Sem reticências.

Ousa roubar-lhe
O resquício que lhe resta de vida:
O vazio, o zero, o nada absoluto!

Ele se aloja em um repúdio
Sinônimo de antônimo feliz.
... A cada instante a vida se esgota.

Tu enxergarás na escuridão benigna,
Porém, ele, em clareza, no Tártaro.
Sofrerá calado, extirpado,
Em trevas malignas

*Agamenon Troyan