Translate

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014



UM FELIZ ANO NOVO A TODOS.
J. Norinaldo


Um Feliz Ano Novo para todos, Não só meus amigos adicionados, mas para aqueles por quem fui deletado e para tantos que eu também deletei. Um Feliz Ano Novo, repleto de felicidade, para toda a humanidade, pois dela eu  faço parte, e desejo de todo coração, que seus sonhos não virem bolhas de sabão, assim como nesta obra de arte. Que as flores sejam verdadeiras, e o perfume inunde o universo com alegria e amor, não pedirei a extinção da dor, porque que  ela é necessária, então seja como for, eu rogo ao Nosso Criador que seu ano Novo não seja apenas novo, mas que traga alegria a todo povo e um universo colorido, com flores de verdade pois a falsidade não faz sentido é ilusão, assim como as bolhas de sabão. No campo vejo apenas margaridas, mas existem tantas flores coloridas com os perfumes mais diversos, tanta que não consigo em meus versos descreve-las por inteiro  para você; nem fazer com que sinta sem ciúme de cada flor o seu perfume que o homem tenta imitar sem ter sucesso, somente o poeta no seu verso pode fazer alguém sentir no perfume de uma flor solitária, que a dor é necessária, imagine-se dormente sem nada sentir. Um Feliz e colorido Ano Novo e que a vida novamente lhe sorria, que faça da sua a mais lida poesia, repleta de felicidade, que a liberdade seja sempre a nossa voz, e a certeza  que sempre está em nós o amor a fé e devoção, e O Criador sempre em nosso coração, de verdade, não como bolhas de sabão.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014



UM FELIZ ANO NOVO A TODOS MEUS AMIGOS QUE SEU BARCO ESTEJA SEMPRE EM UM PORTO SEGURO.

O Lenço e Cais
J. Norinaldo.

Emproam-se as  velas como seios macios que embalam os navios nas ondas do mar, a visão do porto do lenço que acena, faz valer a pena a procela enfrentar. O abraço apertado, e o beijo quente, que dilui as palavras em lágrimas com seu mormaço. Quando novamente do cais se avistar a popa ondulante a se afastar, e as velas se emproam como seios macios que embalam os navios nas ondas do mar, outra vez os lenços depois de abanados, ficam ensopados de lágrimas de saudade,  pela volta esperada, lágrimas salgadas de felicidade quando a proa do barco for novamente avistada. E os ventos que levam e trazem pensamentos, emproam as velas como seios macios, com que sonham marinheiros distantes de tudo, uma vez ou cruzam outros navios, que em outros portos repetirão a cena, a visão do cais e o lenço que acena para velas e ventos a terra é pequena. Meu barco  de sonhos , carregado de amor em um mar imenso, é tão pequenino, que o mastro é um lápis e a vela é um lenço, desenhado numa folha de papel, onde vou rabiscando os versos que penso. Emproam-se as vela como seios macios,  as estrelas no céu são faróis que os guia, enquanto meu barco cujo mastro é um lápis e a vela é um lenço, carrega também a carga que penso; amor fantasia verso  e Poesia. Que teu mar seja calmo e sereno com brisas passageiras que te embale a vida neste vai e vem que este barco te traga somente notícias alvissareiras, não importa as bandeiras para o Ano Que VEM.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014



Então é Natal.
J. Norinaldo.


Sobram dores faltam flores que o  ódio  faz murchar, e em vez de sapatilhas só coturnos a marchar. Sobra fome e falta pão, sobra incerteza e falta fé, e as batidas dos coturnos, ao invés das sapatilhas do balé; faltam cisnes e sobram abutres, falta perfume e sobram fedores, ninguém lembra que o monturo pode adubar as flores. As flores feitas a mão que não murcham e nem tem cheiro, são trocadas por dinheiro e enfeita tumbas e altares, e o que se chamavam lares, onde viviam famílias antes antigos pilares que sustentavam a Nação, hoje existem velhos de plantão como gaviões noturnos, temendo o som dos coturnos venham lhe bater a porta, trazendo uma filha morta ou uma notícia horrenda, quando to telefone toca é como se o chão tremesse e começasse a contenda, entre o bem e o mal, entre o ódio e o amor entre a vida e a morte; e quando a porta se abre e o filho está de volta é a maior oferenda. Por isto neste Natal quero contar um segredo, pretendo dormir mais cedo para ter um sonho lindo, se for assim como espero, confesso que quero seguir o resto da vida dormindo. Todo dia um beija flor vem até minha janela e numa reverencia bela corteja uma linda rosa, que colho no meu jardim, corteja beija e se vai e eu agradeço ao Pai pela beleza da vida que é uma só, de onde esta flor foi colhida vem um perfume profundo; mas que lamentavelmente só dá para perfumar o mundo, que existe ao meu redor. Ah! Essa minha janela, quantas vezes falei dela em alguma poesia, da chuva em forma de lágrimas que serpenteiam na vidraça, e depois que a chuva passa, a janela posso abrir e num gesto de amor, oferecer ao colibri a sua adorada flor. Tocam os Sinos é Natal e as famílias reunida, se abraçam e trocam presentes, não incenso, mirra e ouro, como foi na manjedoura; um dia, uma vez no ano, aquele Menino é lembrado, mesmo onde sobra fome e falta fé, sobram dores e faltam flores e sapatilhas de balé; em fim o bem vence o mal e novamente é Natal..
FELIZ NATAL A TODOS.

sábado, 20 de dezembro de 2014



Livro de Areia.
J. Norinaldo



Eu sou o absurdo mais perfeito, com direito de ser torto e ser feliz, com um bola vermelha  no nariz, e sobras do rei em meus alforjes,  como uma aranha tecendo  sua teia, vou lendo o livro de areia, do grande Jorge Luiz Borges. Eu sou o absurdo mais perfeito, que procura o caminho mais estreito sem sombras no verão ou no outono que me leva tão longe no deserto, e tão perto do fim de quase tudo, como a aranha tecendo sua teia, se cai o meu livro de areia, será ainda  maior o  absurdo.  Borges era cego e não surdo e talvez insano, imagine como  encontrar um livro D’água na imensidão de um oceano.  E o vento que agita as ondas do oceano, também faz tempestades de areia, vira as dunas como as páginas do livro, cada duna é uma página em se leia, um poema do mais louco, que  Jorge Luiz Borges mais odeia, mas carregava em seus  alforjes, um dos seus livros de areia.

domingo, 14 de dezembro de 2014




Todos São Iguais perante a Lei.
J. Norinaldo.



A legitimidade das correntes que agrilhoam inocentes, julgados por juízes indecentes, que se norteiam pelas Leis do incapaz, que mancham a túnica impecável  de Thâmis, que empunha a Balança e a Espada e que diz que todos nós somos iguais. A venda nos olhos de repente, se torna um véu fino e transparente que consegue distinguir esta igualdade desigual e a Balança pende para o lado do mal e não perdoam, legitimam  as correntes que agrilhoam os inocentes sem perdão; quantos enfrentaram o paredão vendados como Thâmis em seu altar, para não ver a morte se aproximar que em vez de foice usa a Espada da Lei na mão, que diz que todos nós somos iguais, mas sempre tem alguns iguais demais e para os outros restará o paredão. Jamais haverá pais onde não há liberdade, onde a Balança desconheça tal igualdade como as gaivotas que voam;  legitimam as correntes que agrilhoam e o mundo jamais saberá o que felicidade; e nunca saberemos na verdade o é a Verdade.


A Beleza de cada Caminho
J. Norinaldo


Se não fosse o negror do caminho e temor de um destino falso, O calor do progresso não deixa o pobre caminhar descalço; e a beleza não é para todos, assim como sol que é bem alto, o pobre caminho ainda tem espinho, e o caminho do rico e coberto de asfalto. O pneu que roda no asfalto, foi feito por quem pisa em espinho, a sombra que ampara o patrão, não é a mesma que protege quem fez seu caminho. Mas assim como a neve que provoca tanta beleza, derretida não passa de  algo que ninguém quer pisar, tanto a riqueza, a soberba e a fama, irão para o mesmo lugar, todos transformados como a neve em lama. Existem caminhos com negros tapetes, para os senhores de ricos banquetes, e outros cheios de espinhos não se sabe qual dos dois é falso, no final se transformam em um só, e levam o patrão e quem anda descalço, de volta a lama e ao pó.

sábado, 13 de dezembro de 2014




Feliz Aniversário Presidenta Dilma Roussef.
J. Norinaldo.


Que o Criador eterno em Seu trono Celestial, aproveitando outra data por nós chamada Natal, data máxima da Cristandade, te mande a felicidade e proteja teu caminho nessa nova responsabilidade de governar o Brasil. Que chovam bênçãos divinas mandadas por nosso Deus, ao Palácio nas colinas como o olimpo de Zeus. Como não posso abraçar-te com meu abraço sincero toda paz do mundo espero nessa nova caminha, que florida seja a estrada por onde percorrerás, os passo quem vem atrás o peso do ódio cansa, entre ódio e esperança a diferença é tão grande  como a mata e o cipreste; manda água ao meu nordeste que sobre por mais de quinhentos anos, e nunca houve nem planos  para o que vemos agora, o nordestino até chora ao ver a água chegando. Para nós foste uma dádiva que o Pai Eterno Mandou e Também quem te indicou jamais podemos esquecer, quem já cansou de beber da água que eu bebi, suja e às vezes fedida, vendo a morte em vez de vida pelo campo e caatinga, e nordestino morrendo a míngua de tanto escutar promessa, mas a verdade agora é essa e não existe ódio que mude, vamos ter cheio o açude e verde a plantação, ver nossos animais sem sede assistir da nossa rede, o retorno das aves de arribação. Pena que não está entre nós, para ver o milho dá vinte espigas em cada pé, O grande Luiz Gonzaga e Patativa do Assaré.

Obrigado Presidenta e FELIZ ANIVERSÁRIO,  Como nem tudo na vida não é como queremos em fim, já que não posso abraça-la, Rogo a Deus que A Abrace por mim.

domingo, 7 de dezembro de 2014




Um conto de Natal.
J Norinaldo.



Um homem sozinho, num belo caminho pelo sol iluminado, só ele e um cajado o destino não interessa, caminha sem pressa porque conhece o final. Então é Natal, é festa total, o mundo iluminado, o povo cantando, todo mundo abraçado, e o homem sozinho com seu cajado segue seu caminho mesmo já cansado. Quem será este homem que esta noite escolheu e pegou o caminho será que sou eu? Acredito que sim, Feliz Natal a todos, inclusive para mim, sozinho e calado, ouvindo meus passos e o bater do cajado, mas o caminho é lindo, não sei onde me leva, se a uma festa de luz ou a uma noite de treva. Então é Natal, que seja felizes a cada instante, mas não se esqueçam do Aniversariante. Na hora do abraço olha para todos os cantos, em algum dos pontos da festa Ele está. Faça como eu, que caminhando sozinho, sem ninguém no caminho não procuro a esmo, na hora do Abraço, para poder Abraça-lo eu  abraço a mim mesmo. Depois do abraço eu sigo calado, mas tenho a impressão de ouvir o som de outro cajado. Então é Natal só ou acompanhado, não se sinta sozinho, mesmo só tendo por companhia  um cajado. Ele não foi velho assim como eu, usava o cajado porque foi Pastor e morreu por amor as Suas ovelhas que sou eu e você, então não se esqueça de Abraça-lo, mesmo sem que o veja Ele lá estará não vá Ignora-lo..

sábado, 6 de dezembro de 2014



Conhecer a Vida.
J. norinaldo.


Poderia dizer hoje que já sei o que é a vida, que amei isto eu bem sei só não sei se fui amado, que caminhei pelo mundo já feri e fui ferido, já fiz meus próprios caminhos hoje me encontro perdido. Já rezei já fui ateu, já fui pastor e patrão, já fui dono de castelos com estrelas do brasão; já fui saudado por reis e fiz o que ninguém fez numa dança de salão. Hoje quem me olha vê, como  uma árvore sem vida, perdendo as cascas com o tempo nalguma estrada da vida, está vida que nada mais é que um jogo, e estou com bolso vazio, quem sabe acabe no fogo aquecendo quem tem frio. Ah! Quem me conheceu outrora, quando a vida me sorria, tudo, tudo que eu dizia para quem estava a minha volta era tudo poesia; depois ninguém mais me ouvia, nem meus gritos de loucura,  esta vida muito fria e dura demais;  a vida é uma tortura para quem pensa ou esquece, que a vida só se conhece quando não se precisar mais.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014



Quando eu Parar de Sonhar.
J.Norinaldo


Quando eu parar de sonhar, quando eu parar de sorrir, quando não houver em mim emoção ao ver o último trem partir; quando não cair uma lágrima ao ver um irmão chorar, quando o perfume das rosas já não me traga interesse, quando o marulhar das ondas que se chocam com o rochedo, já não mais me trouxer medo; vou te contar um segredo será o fim do caminho. Já voei por sobre as nuvens, enfrentei o mar bravio passei fome e passei frio, mas sempre de peito erguido aprendi ser destemido num tempo que não volta mais; nos Fuzileiros Navais Farda que com honra vesti um dia, hoje lembro em poesia sonhos que lá não sonhava, uma moça em noite turva frente a lampiões a gás, só em sonho, pois desperto isto nem existe mais. Que procura aquela moça naquela noite cinzenta, toda vestida de branco enquanto chove e venta, Será a mesma procura que fiz a vida inteira, assim como uma pergunta para sempre sem resposta; seria eu no caminho com o fardo da vida as costas? Essa moça de que falo fala mais não posso ouvi-la, ela parece tranquila apesar da chuva fria; quando eu para de sonha, quando eu para de sorrir minha alma está vazia. Não sei se a moça do sonho, sonha ou eu sonho com ela, só sei que chove lá fora, pois acordo e veja as lágrimas deslizando na janela e a cortina abanando como a secar uma tela.


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014



Chuva no Meu Sertão Nordestino.
J. Norinaldo,



Enquanto chovia de noite se fez o dia, e as vidraças da sala eram os olhos da casa que choravam de alegria. No campo os pássaros quietos ou a procura de abrigo enquanto o pendão do trigo para um lado e outro pendia. Como uma onda que se ergue diante da ventania e o barco do pensamento entre as ondas vadia. Estava faltando chuva para amolecer o chão, para o milho e o feijão no nordeste aparecer; e ver aquele povo valente sorrir feliz e contente ouvindo o som do trovão. Enquanto de noite se fez o dia uma luz se acendia no farol da esperança como um olhar de criança que doce preferido espreita, lá no sertão a certeza de uma das mais belas belezas que é uma  boa colheita. Chove chuva faz o riacho correr, deixa o açude encher não pares por um instante, mesmo que o pássaro não cante não esquece o canto amigo mesmo que não saibamos  o que  sua letra diz e quando sair do abrigo cantará muito feliz pelos vales verdejantes, bem de diferente de antes quando o dia era dia, como meu avô dizia quando eu era criança, quando de noite se faz o dia, para nós é poesia pois é sinal de esperança. Como é lindo ver a boneca do milho com seu cabelo ruivo como se fosse um filho grudado ao colo da mãe; um a beleza de um lobo saldar a lua com o seu  uivo. Enquanto chove o poeta solitário também ver o mundo turvo, não entendemos, mas o lobo é um poeta  que declama sua poesia predileta a lua através do uivo.

domingo, 30 de novembro de 2014



Enquanto a chuva Caía.
J Norinaldo.



Enquanto chovia e alguém lia poesia, eu corria, e corria, não em busca de amparo ou abrigo, mas para sentir no peito nu o tamborilar do pingo amigo da chuva fria que me faz voltar novamente a ser criança e fazer daquilo a felicidade em cada pingo que caia. Enquanto alguém amparado da chuva lia poesia que falava céu de mel e uva, eu simplesmente corria, como se nessa corrida, estivesse indo ao cominho inverso da vida e tudo me voltando a lembrança, e de repente quando a chuva cessa, o pensamento chega mais depressa, mostrando que tudo não passa de um sonho. E os últimos pingos que caem, levam junto  as lagrimas que saem por falta de esperança, de voltar novamente a ser uma criança alegre e contente, olhar para céu e pedir para chover novamente chorando  e sorrindo não interrompendo meu sonho tão lindo, de poder novamente conseguir ser feliz, mesmo por momentos fui a criança que quis e queria, enquanto alguém abrigado Le poesia. Nada é para sempre, para  chuva ou ser criança, para sempre é tempo demais e temos que crescer, imortal talvez só a poesia, pois a até a esperança, mesmo por último... morrerá um dia.

sábado, 29 de novembro de 2014



Um Olhar,
J. Norinaldo.



Um olhar impregnado de tristeza, da certeza que o caminho está no fim, mas que faltava tanta coisa a ser feita, tanta flor a ser plantada tanta bobagem a ser desfeita, mas o caminho acará mesmo assim. O caminho terminará para todos, quem sabe um dia o próprio caminho acabará, pois o que o mantém é o passante que cada dia vão ficando mais distante e não existe maneira de voltar. Não é fácil entender este olhar, se a tristeza é por partir ou por ficar, um velho e um jovem cão, que o sabe fazer é lamber a sua mão, mas não entender o seu olhar. Quem conseguiu capturar esta tristeza, com certeza nem se lembrou do caminho, nem que um dia pode está assim sozinho, com o olhar de tristeza e solidão, sem sequer um amigo para lamber sua mão; e lhe fazer companhia já no fim do caminhar, estar junto, mesmo sem entender o seu olhar. Uma vez vi uma mãe, ajoelhada ao lado do filho que acabara de morrer, vi seus desespero seu sofrer, guardei na mente aquela fisionomia, muitas coisas neste vida tem me feito chorar, também tenho alguma alegria, mas nunca tinha visto sou obrigado a confessar...tanta tristeza num olhar.


Rosa Vermelha.
J. norinaldo.



Por trás do castelo a rosa congela, singela sozinha, mas sem dor, se olharmos com o olhar de um poeta, na paisagem só ela é  que tem cor, a rosa vermelha ao sol ou sob o gelo, será sempre o símbolo do amor. Na imensidão da brancura da geleira, e dos castelos que leva o olhar insistente a cegueira, encontrar uma rosa congelada, mantendo ainda a cor avermelhada como uma deusa emoldurada, a espera de um lindo beija flor; é como quem busca no maior deserto o único Oasis onde vive seu amor. Uma vez caminhando pelo parque, encontrei uma rosa vermelha sobre um banco, já murcha e talvez já sem perfume, peguei-a e senti ciúme ou pena de quem a desprezou.  Algo que nunca me saiu da memória, o que me disse um velho sábio, uma rosa fora do jardim, sempre terá  uma história. Muitos já passaram nesta vida, pelo maior momento de dor, ao ver quem amava loucamente, coberta de pétalas  do símbolo do amor. A rosa gelada não morreu enquanto o gelo a conservou, depois que o frio for embora, o castelo continuará branco, mas assim com a rosa que encontrei naquele banco, vermelha mesmo murcha será sempre o símbolo do amor.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014



Anel de Massa de pão
J. Norinaldo.



Eu sonhei com um anel quase perfeito, quase perfeito porque não conheço a perfeição, só que eu nele não enxergava beleza, da janela da minha fortaleza do alto via todos os olhares de total admiração, fixei o olhar e pude ver que não passava de um aro feito de massa de pão. Acordei triste e um tanto vergonhado porque no sonho não decifrei a mensagem e sem coragem de contar dei-me outro nome, para não dizer que vivia no fausto, rodeado daqueles que passam fome. Um anel feito de massa de pão, não tem brilho, não tem pedra ou valor certo; mas com certeza vale mais que um diamante, se você está perdido no deserto. Não sei o que quis dizer-me o sonho, deite-me triste, depressivo e muito amargo, o sonho talvez tenha sido um afago como alguém que te diz; Acorda e olha da tua janela um instante só, que pode não ser de uma fortaleza, mas vê quanta pobreza que existe ao teu redor. Existem aqueles que podem usar um anel de um milhão, e milhões que não podem comprar um pão. Olha sempre para frente e para os lados, fatos passados são águas que não movem moinhos; mas se esqueças de que um dia fostes pobre e hoje só por ser nobre e que tens um castelo por vizinho; vamos olha da tua janela, e verás que a vida é bela, mesmo que essa janela  seja velha e carcomida num ranchinho da favela;  e ninguém na verdade te teu certeza, se a felicidade vive numa casinha da favela num castelo, ou em uma fortaleza.

terça-feira, 25 de novembro de 2014



Ilha da Marambaia.
J. Norinaldo.


Marambaia, por mais bela que a tua foto saia jamais será igual ao ver-te ao vivo, adentrar as tuas praias e sentir tua pureza, onde Deus iniciou seu projeto de beleza. Oh! Ilha da Marambaia, tua pescaria velha e a praia do catavento, eu não te esqueço u momento porque paixão é paixão, desde que pisei teu chão o magnetismo, que o coturno não impede de nos penetrar a alma. Quantas noites caminha por tuas praias desertas eu pensava estar no céu  porque São Pedro por descuido deixara a porta aberta. Eu hei de voltar ai, nem que seja uma vez mais, para chorar na saída como fiz tempos atrás; enquanto o barco se embala nas ondas mansas do mar, o desejo de ficar é mais forte que partir, principalmente ao ver latir o cão que foi meu amigo, e caminhava comigo pelas praias tão desertas, que continuo pensando, que já estive no céu por que alguém esqueceu as portas abertas. ADSUMUS Marambaia, que Deus nunca  venha permitir que da minha imaginação tu saia.

domingo, 23 de novembro de 2014



Saudade é o pior  Bem.
J. norinaldo



Obrigado Senhor por ter me deixado chegar  onde cheguei, onde? Na verdade eu nem sei, mas lembro de quando este banco era novo, esta árvore era um broto e eu sabia para quem era esta flor. Obrigado Senhor por te-la lavado antes de mim e deixado comigo o ônus desta dor. Sempre coloco uma rosa vermelha a dela preferida, num vidro com a água que é a vida e fico aqui a esperar; ninguém sabe por quem  espero com a certeza que jamais virá, mas o que me importa que  me lembro e aqui estarei enquanto me lembrar. Não sei se é privilégio chegar onde cheguei, lembrando até dos lugares onde brinquei tempos atrás, isto antes da praça era um pequeno bosque, onde cantavam passarinhos que hoje não existem mais. Assim como a rosa  quando chego está bela e colorida, o tempo passa e ela vai v perdendo a cor, vai murchando e secando como a vida, a única coisa que continua intacta é o amor. Ah! Velho banco apodrecido, que já foi belo cobiçado e colorido e bem frequentado, porem não sabes o que é felicidade, na verdade para ti tanto faz ficar sozinho ou ter alguém aqui sentado. Bem já está se indo o sol, logo meu corpo velho não suportará o frio, mais uma vez devagar me vou chegando, sem minha rosa e com meu frasco e o meu peito vazio; sem ter que dar para ninguém, para mim a saudade é o  pior Bem.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014



Sonhos e a vida.

J. Nornaldo.




Os sonhos às vezes conseguem ser mais cruéis que a própria vida nos seus piores momentos, a única diferença é que nos sonhos você pode acordar de repente antes que um fato desagradável  posso acontecer por completo, mas também pode ser algo imensamente feliz, que desperto nem que viva 500 anos consiga realizar; fazer o que? Tentar dormir e não acordar mais, não viver ou vegetar? Os sonhos fazem parte da vida, ninguém vive sem sonhar ou será que a vida é um sonho que um dia tem que acabar?
Por que a vida as vezes junta pedaços da própria vida, algo que aconteceu diversamente, junta tudo de repente como uma colcha de retalho; e geralmente quando você está tão triste tão distante, tão frágil e o cansaço te vence finalmente, você sonha longamente até com os pontos da colcha.
Acorda, com os olhos marejados e a vida segue em frente, ela escolhe os atalhos, e outros sonhos virão, outras colchas de retalhos. Quem bem fará a um velho sonhar quando era menino, correr por campos floridos que muito não vê mais, os sonhos deviam vir do futuro assim ninguém sofreria, não entendo, como já houve remendo, nem se sabe se retalhos no futuro existiria.
Ontem eu sonhei com você! Mas, não pode eu estava noutro sonho, um sonho lindo que triste foi despertar, e você sonhou com o que? Eu tive um pesadelo medonho, fiquei rouco de gritar e ninguém veio me socorrer. Não sei o que é pior se é  sonhar ou viver, quem não vive jamais sonhar nem precisava dizer; eu não sei o que faria se pudesse escolher;  entre sonhar e a vida, pois nem sem sempre qualquer colcha de retalho é colorida.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014



Leão Ferido.
J. norinaldo.



Não defenda um leão da morte esperando que um dia ele irá defende-lo, entre o você e seu algoz ele poderá escolhe-lo. Não será por ingratidão, mas apenas por que não, conhece ódio ou vingança, não alimente esperança de curar um leão ferido e não ficar ao seu lado e conquistar seu coração, esperando recompensa depois do tempo passado, você não será lembrado e por ele será comido. Não alimente uma paixão lhe dando o nome de amor, procure não causar dor a quem não lhe tem ofendido, o amor e o ódio  são como o leão ferido, quando o ferimento sara quem feriu será seguido, ele não sabe quem foi, mas quem menos correr será comido. Não me defenda da espada se o  seu escudo é fraco carcomido de ferrugem; fuja para longe da luta enquanto os leões rugem. Não defenda nenhum reino onde não haja liberdade, não empunhe sua espada simplesmente por maldade; defenda um leão da morte sem esperar recompensa, mas prepare sua espada, que pode ter que mata-lo, porque pensa e não pensa.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014



Louco. Eu?
J. Norinaldo.



Ou o mundo é por demais fingido, ou está louco varrido ou explode a qualquer momento, pois o ódio destilado por motivos tão banais, nunca visto nos anais, Opa! Errei lá atrás; pois um louco não odeia desconhece o sentimento que envenena a humanidade, loucura é liberdade, loucura é felicidade, pois loucura é inocência, único erro da loucura é conseguir paciência e esperar pela cura. Não o mundo não está louco, pode até está varrido, do belo, do colorido que há na loucura em abundancia; a doença do mundo é outra a inveja e a ganância. Quem pode curar o mundo perdeu a credibilidade, é vendido em quantidade em pacote em qualquer templo, quem devia dar o exemplo enche seus baús de ouro, alguns levaram seu tesouro para última morada, hoje a terra esburacada trás tudo outra vez a tona começa e começa a maratona para aumenta  da riqueza,  e o badalo do sino gasto, de tanto chamar ao pasto seu rebanho de ovelha que foi povo e que foi gente para começar novamente a  promessa de esperança enquanto destila ódio desamor e a ganância. Por isto rogo a quem deva ou que possa porventura, me faça um grande favor...Não cure a minha loucura.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014



Vida e Passagem.
J. Norinaldo.


Existem seres que um dia pastaram sob o olhar e o cajado de um pastor, e que olhava para o chão constantemente, esse tempo acabou, mas para muitos enquanto houver pasto haverá pastores, e se curvam de repente quando avistam tais senhores. A vida é uma escada ou uma escala, que se sobe ou se para se quiser alguns que não se esquecem do cajado, com ele pode até ser ajudado, a subir, mas com certeza não vão longe principalmente sem esquecer a falange, e seguir as voltas que o mundo dá. Se da viseira  se originou a continência, a armadura há muito tempo é objeto de algum museu, o homem é diferente da pedra, apesar que esta também cresceu. O  homem que usava a pedra no castelo, era o mesmo da armadura e da viseira, que a  erguia para mostrar-se a outro homem em obediência, nascendo daí a continência, ao homem da espada diferente, que também se acaba um dia.Outro dia vi alguém numa avenida, maltrapilho fazendo Ordem Unida, sozinho comandando algum rebanho, por estranho que possa parecer, a alguém que não saiba o que é ordem unida, eu te digo com coragem este alguém acreditou em uma vida, que verdade... Não passou de uma passagem.

terça-feira, 11 de novembro de 2014



Quem Serei Eu?
J. Norinaldo


Sou o peso da alavanca, sem me importar com o ponto de apoio, sou o trigo e sou o joio, sou o pão e sou o mel, sou o sal e sou o fel, sou a lava do vulcão, sou a poeira do chão da virgem nua sou o véu. Sou o tempo e sou o vento, estou em cada pensamento afinal quem serei eu? Quebro a onda onde quero, sou o mais falso e o mais sincero, o diamante maior que o mundo conheceu; sou a estrela mais brilhante, vivo no planeta mais distante, afinal já sabem quem sou eu? Sou a primavera, o verão o outono e o inverno, sou  o limbo sou o inferno, o julgamento será seu, volto a perguntar novamente, Agora  já sabe quem sou eu?
Sou a porteira da verdade, aberta para a liberdade, mas também sou as grades da prisão, sou como um deserto sem fim sou a paixão e o amor; quem disse que sou o sonho... Parabéns pois acertou.


sábado, 8 de novembro de 2014




Indiferença.
J.Norinaldo.


Nunca me deixaram dizer o que eu queria, o que sabia e sempre tive que esconder, talvez por pura covardia, pelo medo de não ter o que comer; hoje quando não há mais perigo eu reflito, reluto e não digo, por que talvez ninguém mais queira saber. E me pergunto se valeu o sacrifico, de sufocar dentro do peito este mistério, e que valor terá depois da despedida, no silencio de um simples cemitério. O mundo está repleto de segredos, são tantos medos que não tem como contar, alguém que  brande a espada por capricho, para demonstrar vaidade ou coragem, depois se ajoelha diante de um nicho, e reverencia fazendo o sinal da cruz com a mão a uma simples imagem, feita de barro pelas mão de artesão. Alguém que grita e Fala em nome de um  deus, e chama de seus aqueles que o seguem cegamente, por covardia como eu que não dizia, ou acreditando que o céu será seu um dia. Será que você não tem nenhum segredo, nenhum medo que este seja descoberto, e alguém faça diferente do que fiz, acreditando que isto o faça feliz ou diferente, o revele para o mundo e toda gente... Simplesmente vire a s costas indiferente?

quarta-feira, 5 de novembro de 2014



Nordestino Com Orgulho. (bovino, Retrógrado e sem ensino)
J. Norinaldo.


Existe alguém que vê o outro enxerga, alguém que sonha com um  pão para comer, tem direito a não enxerga tanta beleza e pisar sobre um quadro de Claud Monet; tem gente que tem tanto que para estes de beleza não precisa, e se existir e exclusiva senão é rotineira e vulgar. Existem pessoas vaidosas, que possuem o seu próprio jeito, que se moldam pelo preconceito, incapazes de me chamar de irmão. Tem gente que tem reino e tesouro, o seu retrato, cunhado em modas de ouro, mas é simples, feliz por um sorriso; destes talvez seja o paraíso que por soberba o homem desprezou, porque sabe que da vida o maior valor, não é o ouro com quatro letras grandes, são as quatros letrinhas do amor. A fome pode ofuscar a beleza, a tristeza pode esconder a visão, por mais rico e poderoso que o homem seja não sobrevive sem comer e nem beber. Por isto perdoe a quem não enxerga essa beleza que lhe mostro, e pise sobre um quadro do Monet. Jamais perdoarei meu semelhante, mesmo sob o açoite do chicote ou a ponta do punhal sobre o meu peito, se por soberba ou preconceito criar entre nós um muro como mote.

terça-feira, 4 de novembro de 2014




Eu e você.
J. Norinaldo



Eu e você, o mar a montanha a noite e o luar, a onda suave que nos beija os pés, sem nenhum preconceito em saber quem tu és. A vida é tão bela que nenhuma tela até hoje imitou, por mais primoroso que seja o pintou, falta sempre um toque que é o amor. Por mais linda a pintura, por mais rica a moldura falta sempre a ternura que Deus nos Legou. Eu e você a montanha e o luar, a onda mansa do mar e a brisa que canta e a noite que encanta com seu manto estrelado, nenhum outro quadro  retrata a beleza quando a gente se ama perante a natureza. O mar e a noite, a montanha e o luar, e a brisa que canta vindo do mar, e o manto da noite coberto de estrelas, eu e você aqui para vê-las. A vida é tão bela como a mais linda tela que Deus já pintou a onda singela com tanta ternura e o mundo ao redor como se fosse a moldura, e eu e você vivendo um momento de amor e candura.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014



All INN.
J. Norinaldo



Eu queria ter dinheiro e coragem de blefar, de ver nos olhos dos outros olhando para quem blefou, ver o meu próprio  pavor de um sentimento vago, não de ódio e nem de rixas, de ouvir dizer eu pago e levar todas a s fichas. Eu queria jogar poker tem ter medo de perder, ganhar sem comemorar sem um músculo se mexer, á All INN sem nada ter , sem as minhas cartas ver  e com  o olhar de um falcão ver o adversário tremer. A vida é jogo de poker, quem sabe mentir se dar bem, nem sempre porém é assim; quando se blefa e se erra e com as próprias mãos se enterra, achando seu jogo bom demais; já perdi  uma mão com poker de Ás para um Straight Flush, que é mais, é muito mais. Assim como na vida, o poker é tão normal, em ambos existe uma certeza só, mo poker o Royal Straight Flush e na vida voltar ao pó. Ah! Se eu tivesse dinheiro, jogaria sem parar, blefando ou jogando sério, pois de Um Royal não sei se pego, mas sei que não escaparei do cemitério.  Se tiver dinheiro aposto, morro fazendo o que gosto, mesmo se alguém não gostar, vendo as luzes do Cassino como se fosse universo, e o pano verde meu Mar Uma taça de champanha espumando quase cheia e uma Croupier tão bela, como uma bela sereia; a morte pode ser feia depende de como vem; num par de dois, mais ou menos.  em quartos ases está bem.

sábado, 1 de novembro de 2014



Bons tempos.
J. norinaldo.



E já não tinha mais o rio e a floresta era um plantio tendo o solo trabalhado, e já não tinha mais a ponte, só cerca para todo lado; e eu pensei está perdido, num caminho conhecido e fiquei atordoado. Tudo ali estava mudado, só o céu ainda era  o mesmo. Fiquei procurando esmo por onde tinha brincado. Demorou minha visita e nem havia percebido que o rio  havia secado e a ponte havia caído; onde estariam os meninos que comigo ali brincavam e onde será que estavam as árvores s os passarinhos. Estava no lugar certo, mas parecendo um deserto que eu ali não deixara, o deserdo do Saara levara minha campina, nosso açude, nossa piscina, nem o lugar existia. Na verdade meu amigo, numa plantação de trigo em cujos pendões dourados marcavam nossos passados como a ponte e o rio. Onde antes era quente agora fazia frio e onde tudo era cheio para mim ficou vazio. Não encontrei minha casa, não encontrei os meus pais, não encontrei nuca mais os amigos de outrora, desde que me levaram  naquela noite chuvosa, como uma fera raivosa sem saber o que é que fiz; não há tempo a ser feliz ou procurar os culpados, não posso culpar o trigo, por não ter mais um amigo e o tempo quase acabado.


Todo Caminho leva ao Amor.
J. norinaldo


Tantos elogiam o por do sol em sua terra, e isto é algo tão natural como o ditado quem veio do pó voltará ao pó, o que quase ninguém  tem em mente, que o por do sol é um só. Imagine você neste caminho, olhando para o os pés,  deprimido, pensando em um problema qualquer e quando se der conta anoitecer; deixou de ver  tanta beleza, que pode nunca mais acontecer. Ande sempre de cabeça erguida, pois há sempre beleza ao sempre redor, se não for um castelo, uma cascata, um monte uma colina ou que for, ou apenas uma rosa solitária, cortejada por um belo beija-flor. Quem tem um coração vazio, o mundo será sempre feio e frio e o sol estará sempre no mesmo lugar, um rio é rio e nada mais, mesmo um lago cheio de cisnes a nadar; só a dor vence esse desafio, para preencher esse vazio, ou o ódio por não saber amar. Amar o que é simples e é belo, o caminho, o por do sol e  o castelo, ou uma vila a beira mar; a vida não tem tamanho e uma única certeza, o ódio pode ser um apagador, que pode apagar toda essa beleza. Ame o amor não tem limite e nem fronteira, ame, ame porque por mais longa a vida é sempre pequena, ame simplesmente...Apenas, porque amar vale a pena.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014



O guarda chuva
J. Norinaldo.



Esqueci meu guarda chuva enquanto a neve caia, pois não sei para que servia, já não me lembrava mais. Mas, lembro que brinquei naquele quando ainda era menino, fiz um boneco de neve que mesmo feio sorria. Hoje meninos não brincam mais, não andam de mãos com os pais como eu sempre fazia; lá está o meu guarda chuva, açoitado pelo vento e eu forço o pensamento para saber pra que servia. Ah! Quanto tempo se passou, de quando eu aqui brincava, fazendo da alegria bonecos que mesmo feio sorria; hoje esqueço o guarda chuva e até pra que servia. Hoje já não tenho mais amigo, ninguém quer brincar comigo e nem boneco sei fazer, e para que se já não á alegria e eu nem sei pra que servia o guarda chuva esquecido; e o banco todo coberto de gelo parece que estou a velo no tempo das brincadeiras, a passos lentos remoendo os pensamentos sigo o sol que me guia, vez por outra me volta o velho desejo, olho e ainda vejo, o meu velho guarda chuva, só não sei pra que servia. Vale a pena chegar tão longe na vida, uma estrada tão comprida e terminar sem se lembrar do que viu; vale a pena ter na vida um guarda chuva sem saber pra que serviu? Afinal o que é valer a pena? A não ser a pena que eu escrevia bilhetes de amor a quem amava, quando ainda me lembrava para que o amor servia.


quarta-feira, 29 de outubro de 2014



Amor e ódio.
J. Norinaldo.


Amo a terra que me acolhe, o fruto que se colhe com doce do mel, amo o sol e as estrelas, a montanha e mata o oceano e o céu, amo o irmão que não conheço aquele que não mereço em fim amo meu irmão. Odeio aquele que destrói a terra, aquele que faz a guerra sem nenhuma precisão; somente em pensar eu estremeço ter que matar meu irmão que mereço ou não mereço. Amo as flores na primavera, no outono ou no verão, amo as flor que nasce entre pedras num pedacinho de chão. Amo esse chão que é meu caminho, quando por ele sozinho amo até a solidão, que me faz pensar em tudo que fiz, ou deixei de ser feliz por uma desilusão.

Odeio, o ódio e a maldade, a inveja a falsidade que na vida nos rodeia, amo ver a onda rastejante, quem vem beijar os meus pés na hora da maré cheia, amo saber que a vida é tão bela e que Deus me deixou nela como um eterno aprendiz; amo ter aprendido tão cedo que a pior desgraça é dizer: “Um dia já fui Feliz”. Amo dizer com todo fervor que o meu maior  amor e a minha devoção, é para o Deus que me criou e tanta beleza deixou para minha satisfação. Amo e odeio, sei que é feio, mas é a pura verdade, quem por rancor ou falsidade faz a guerra por maldade ou destrói um amor uma amizade; não merece viver na terra que canto, cheia de flor e encanto que o Grande Pai nos Legou.

terça-feira, 28 de outubro de 2014


A Cruz e a Espada.

J. Norinaldo.






O Cabo da espada é uma Cruz, por vezes de ouro cravejado de brilhante,  a espada é símbolo do belo  jovem infante, que para se prepara  para a guerra, ninguém se lembra que Jesus, foi prega numa Cruz, sendo o melhor filho da Terra. Na batalha enquanto se ouve o aço tinir, ninguém vê as Valquírias no espaço, cavalgando seus ginetes alados, apontando quem deve cair. Quem exibe um cruz de ouro sobre o peito, como enfeito ou  adorno qualquer, ou como um símbolo de fé, usando gravata ou armadura, a Cruz é um objeto de tortura e só não sabe quem não quer. A cruz é uma encruzilhada, para uns não significa nada, para outros o caminho a seguir, com uma cruz de ferro o guerreiro é condecorado, e se torna importante por mais inimigo ter matado, seu irmão seu semelhante. Por que me fazem beijar a cruz, ou me ajoelhar diante dela, se for o cabo de uma espada, marcada, mesmo de ouro e craveja, não seria uma cópia da mesma Cruz, em quem dia pregaram Jesus, sem pecado e sem de mal fazer nada. Muitos que carregam uma cruz no pescoço, numa corrente de ouro com um Cristo de brilhante, esquece que isto é um mistério, que este fica deslizando entre os seios da amante, enquanto comete adultério.



A Folor do Mandacaru.
J. norinaldo.


A flor do mandacaru e o belo pássaro colorido, que podia ter fugido da seca mas não fugiu, preferiu ficar na terra onde Deus lhes fez nascer, quem sabe por merecer tal destino  se tão belo e colorido, além de ser destemido como todo nordestino. As aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá, Assunto preto Sabiá ou o galo de campina, pintassilgo ou canário, mesmo num triste cenário não esquecem de cantar. Patativa e Coleirinho e o Xexéu de  bananeira, o ferreiro ou o canção, alegram nosso sertão com seu canto verdadeiro. Patativa do Assaré escreveu grande partida, é uma moda comprida, que fala de migração, assim como a Asa Branca que compôs o Gonzagão, dois nomes que tanto orgulham nossa terra, Patativa não partiu, morreu no seu pé de Serra. O meu orgulho é tão grande, maior que o meu nordeste, do que o mar e o céu, nunca neguei que meu poema será sempre foi uma cria do Cordel. Nascido em Cachoeirinha na beira do Rio Uma, Escutando Luiz Gonzaga e Ariano Suassuna, o poeta nordestino tem o verso parecido. Como a flor do mandacaru e o pássaro colorido, pode ser sofisticado, com linguajar refinado sofisticado e belo, mas ama uma embolada um repente e um martelo agalopado.



Uma Noite em Andaluzia.
J. norinaldo



Um dia em Andaluzia eu encontrei uma linda espanhola, que  dançou com uma castanhola e cantou para mim uma linda canção a beira do mar, tão distante eu estava do lar na verdade não sabia bem onde estava; mas aquela cena foi tão marcante que por mais distante que eu me encontrasse e se pudesse  fazer com que o tempo parasse, parado ali ficava para sempre. Era uma cigana de cabelos longos, negros como uma noite quando se anuncia uma tempestade em alto mar, o brilho do olhar que minha mente jamais esquece, era como m próprio mar depois que a tempestade cesse. Nunca mais voltei a Andaluzia, às vezes sozinho a beira do mar, hoje que já não navego mais, o vento me traz aquela lembrança, e já sem esperança de ver novamente, a cigana linda que tenho na mente, faço um grande esforço para aquele momento jamais  esquecê-lo, isto para mim é um constante pesadelo que revivo sempre a beira do mar. Sinto saudade até das procelas, quando o mar raivosos rasgava nossas velas e durante dias ficávamos a deriva, mas não esqueço nuca aquela espanhola e nem sei ao menos se ao menos se ainda é viva.  Vez por outra a sua imagem da minha mente some, eu sinto um terror e uma dor imensa que me consome;  passei minha na beira do, na do beira a esperar por quem , sei o seu nome.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014



Rei Morto.
J.Norinaldo.



O Império ruiu, o rei fugiu e deixou o trono, o seu novo dono ainda não o assumiu, por não saber o motivo pelo qual o velho rei  sumiu. A coroa é bela, como bela é a rainha, que ficou sozinha e pode assumir o trono isto eu já sei, mas o povo exige que no seu País tenha sempre um rei. Que fale bonito, palavras, finas rebuscadas, sem entender sem compreender lhes dão o sentido que mais convier. Viu o que rei disse que coisa mais linda é vê-lo falar, fico a imaginar a falta de um rei para nos orgulhar; e plantam e colhem e entregam ao rei, que separa as migalhas depois do banquete, que depois de um discurso entrega aos vassalos, como aos cavalos alimentam os ginetes.  E aplaudido pela multidão que se curva a fome em busca de um pão. O rei não fugiu, o rei está morto, mas não está posto como é tradição, o trono está vago, o trigo em pendão, depois da colheita, como será feita a repartição? O império ruiu, mas a terra não continua fértil produzindo grão, o lago que fica ao redor do castelo, cada vez mais belo, a mata mais ver e cada vez mais alta, o povo chega em fim a uma conclusão, que nem rei e nem trono estão fazendo falta.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014



Quem me ama?
J. Norinaldo



Alguém escreveu  Eu te Amo na areia, depois vira as costas e se vai, a maré entendeu ser para si e espicha sua onda até ali para seu mimo receber. Como alguém que se arrasta, morrendo de sede no deserto, como uma mão busca a miragem, a onda vai chegando perto, afinal a onda e a maré, ambas são lida e mulher, como linda é a sereia, por isto eu prefiro dizer eu mesmo que Te Amo, que escrever timidamente com uma varinha na areia. Eu Te Amo deve ser escrito em bronze, porque no bronze é para sempre e o amor para sempre é bom demais, nem que para sempre seja muito tempo, quanto mais o tempo passa  te amo cada vez mais. Quem escreveu Eu te Amo na areia, não foi para enganar a maré, foi pensando em uma mulher ou vice versa tanto faz, quanto mais leio Eu te amo, eu te Amo muito mais. Também amo o mar e a maré, amo o sol e o luar, amo a montanha e a planície, amo o céu e as estrelas cadentes, como pingentes que do céu cai, amo demais a natureza, esta beleza obra prima do Deus Pai, que na sua eterna bondade nos concede a felicidade de dizer eu te amo assim a esmo, sem nos castigar por esquecermos, de dizer Eu te Amo a Ele mesmo. Quem sabe quem escreveu na areia e pediu para o Mar lhes transmitir em nome seu, eu só não posso garantir, porque apenas vi... Não fui eu quem escreveu.

terça-feira, 21 de outubro de 2014




Daqui de cima.
J. Norinaldo.


Daqui de cima eu vejo o mundo, um mundo tão belo e colorido, montanhas, pássaros e flores, montanhas, vales e campinas; parece pequeno esse meu mundo, mas olhando para cima e vendo céu, tendo as nuvens como branco véu, sai que este mundo é bem maior, mas neste que vejo não há ódio, e mesmo que houvesse não saberia o que é, se uma pedra, um planta, um simples mal me quer. No meu mundo inocente, só existe amor e poesia, também tem dragões de fantasia e um grande rio de esperança, ou então eu não seria criança. Por que os adultos cultivam o ódio ao invés de cultivarem flores para atrair os colibris, tão belos e pequeninos como um bando de guris, dançando e cortejando, colonos naturais da natureza, que espalham pelo mundo essa beleza que daqui de cima eu vejo. Quando isto já não for alto para mim, quiçá já não pense mais assim, queria chegar sempre na frente, está no lugar mais alto de algum pódio, ai sim talvez passe a plantar ódio, em vez de rosas e jasmim. Não posso ser sempre criança quem sabe talvez de coração, mas do meu rio de esperança, carregando em alguns dos meus dragões de fantasia, eu regue um jardim sem nenhum ódio, mas sim de pura poesia, para alegrar os corações.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014



A Faculdade da Vida.
J. norinaldo



A Faculdade da vida o professor é um só e ainda tem palmatória e bate sem dó, ela é Lei o Juiz o Carrasco é o perfume do frasco menor. Na faculdade da vida quem for emblemático, buliçoso e prático e como muita minúcia desenvolver seu tema normal, com a vida não terá  problema, seguirá seu caminho até o final. Quem ficar reprovado não tem outra chance, mesmo que alcance riqueza e a fama total, pois não há diploma e nem credencial. Não há privilégios há serem enfrentados, não tem preconceitos entre brancos e pintados, mas quem não estuda a palmatória pega é a realidade e a Lei é cega mesmo de verdade, o fiel da balança é fiel a verdade e a espada está sempre muito  bem afiada. A Faculdade da Vida é realidade. Quem é reprovado não morre e prossegue, ninguém o persegue  e nem a vida fala a não ser ele mesmo que grita a esmo que foi perseguido, sem ter percebido que dormiu na aula. Ah! Quanta gente conheço que tem mais de um diploma, às vezes expostos em parede polida, nem parece ou não sabe ou se faz de idiota, pois a vida não esquece qual foi sua nota, outro mesmo diplomado é  sincero e franco, tem também na parede um diploma em branco; esperando algum dia  obter outra chance para tentar buscar  realidade perdida, e outra vez pode se matricular na faculdade da Vida. A Faculdade da vida não tem sala de aula horário ou caderno, se você vai bem  ela lhe dar os sintomas, não há formatura, toga ou diplomas; na Faculdade da Vida em que você se formou, ninguém bacharel , todo mundo é doutor;  seja motorista, piloto, lixeiro ou navegador.

domingo, 19 de outubro de 2014



Se houver Futuro.
J. Norinaldo.



Se o futuro me chega assim de repente, frente a frente e aponta o dedo em riste, não fico triste sou dos meus atos senhor, com calma lhe falarei do presente e do passado, e de antemão lhe direi que sei quem sou e ele não; aonde chego sou eu mesmo, posso  estar até vestido diferente, mas o futura quando chega é presente. É triste ser apenas no amanhã, e só existe hoje se deixar de ser quem é, até parece o trem e a locomotiva, andando sempre, sempre em marcha ré. Se você está molhado de suor, e busca uma toalha para se secar, no caminho encontra entretenimento, como um jogo e ai se põe a jogar, de repente está seco novamente, o suor voltou para o seu lugar; se você está amando sem saber, escute todas as canções que já ouviu, e siga a razão do seu ouvido, para saber se esta apaixonada, toda canção terá que fazer sentido; toda flor é bela e perfumada e nada nem mesmo uma dor mais insistente, deixará que o futuro lhe aponte o dedo e diga que chegou e não é presente. Se o futuro chegar assim de repente, tão de repente que não pareça presente; não fique preocupado, que logo, logo passará a ser passado.


Buenos Ayres.
J. norinaldo.



Eu recuso ser apenas um visitante, eu te quero constante, eu te quero como amante o que quero é teu amor. Deslumbra-me a tua beleza nua, se banhando a luz da lua, tuas curvas sensuais, eu recuso e quero mais do que ser um visitante, não te esqueço um só instante e não te esquecerei jamais. Nos meus sonhos te vejo pela manhã, com um cheiro de maçã que me dá água na boca, a ânsia louca de poder te abraçar, poder contigo passear em toda tua largura, sentir a brisa e o cantar dos passarinhos, que acordam nos seus ninhos no teu verde sedutor. Passar em frente ao Teatro Colom, ah! Meu Deus como és bom, por criar montes e mares, por criares Buenos Ayres e não me cobrares nada por ver a Casa Rosada sem pensar no seu recheio; oferecendo-me a Avenida América com sua imensa largura e um Obelisco no meio. Como quem diz que és Buenos o mais belo que já vi e o mundo parece pequeno quando estou dentro de ti. De Santelmo a Ricoleta, a cale florida como um jardim de perfume, aumenta essa ânsia louca de recusar num instante, ser apenas um visitante e não beijar a tu Boca. Oh! Buenos querida a tua estação Ferro Carril me lembra um pouco o Brasil e Santelmo o Velho Rio de Janeiro um lugar onde vivi, que conheci bem primeiro, mas me apaixonei por ti. Uma noitada de tango o requinte e a maestria, eu quero ser teu amante, porque és o diamante que mais brilha acredite, no colar que adorna a deusa do amor, Afrodite. Pode me chamar de louco futurista, de turista me chame do que quiser, mas recuso-me a ser apenas visitante, eu te quero como amante, te quero como mulher.


A Tristeza.
J. Norinaldo.



O mais triste na tristeza é não se ver a beleza que existe ao seu redor, estar só mesmo em plena multidão, ver miragens pelo chão onde só existe sombra. A solidão é tão difícil de explicar, como a dor de um espinho, é como conversar sozinho tentando justificar. A solidão, é um porto sem chegada, é uma casa abandonada é a vida sem amor. A tristeza que é mais triste, é aquela que existe e traz junto a solidão, A tristeza é um caminho sem curvas, é o outono sem chuvas, só folhas mortas pelo chão. E os pensamentos vagam como estrelas cadentes ou a luz fosforescente de  um vaga-lume tão bela; a tristeza é uma tela que foi pintada com lama, a tristeza é uma chama que não queima  nem consegue alumiar. O mais triste na tristeza é que não se ver a beleza nem uma folha que meche, fique alegre e mande a solidão embora, antes que a porta se feche.

sábado, 18 de outubro de 2014



Um Velho Jovem.
J. norinaldo


Eu sou um velho jovem, que já passou dos trinta, que já dobrou a esquina e não é pra voltar. Eu sou um poeta louco e que pouco a pouco começo a fracassar, quando no meu próprio rito, choro e acredito no que escrevi. Eu sou um jovem velho, que já brincou com o tempo, que acreditou que o vento me traria de volta, assim com um paraquedas quando a fita solta. Eu sou um jovem louco, mas que pouco a pouco  gosto da loucura, porque que a brandura do mar, monótona se torna mesmo a quem retorna há tempos o lar. Eu sou um louco velho que o tempo não esquece, mas velho que a teia que aranha tece, mas velho que a prece que a humanidade resmunga, mas que não comunga com que nela acontece. Eu sou um velho, velho, que já viu de tudo, mas hoje estou mudo, pois ninguém me escuta, eu estou tão velho que assisti ao brinde de Sócrates com cicuta; e por estar tão velho não pude discernir, se o que ele disse foi mesmo: Não há aos homens de bem, outro caminho senão me seguir.  Não quero mentir, mas na explosão do Big Bang eu esta lá e por até hoje ainda sou meio surdo, eu sei quase tudo, mas ninguém me escuta, e velho e louco pensar nem um pouco que ainda vale Vale a pena, brindar com cicuta




Sabe, existem pequenas coisas que ser tornam tão grandes que não cabem na nosso compreensão. Escrevo poesias o que que acredito ser poesias e publico desde 20008, portanto 6 anos praticamente. quando cheguei a minha 250 acreditei ter chegado ao limite, me record, e ai veio outra e mais outra hoje exatamente são 1640. nunca vendi um livro de poesias, mas me sinto bem com as respostas recebidas. /ontem, saindo do hospital, após 5 dia s no estaleiro, vim verificar o meu FACE e via algo que realmente me emocionou; Um amigo, um escritor, historiador e romancista, além de advogado, havia escrito o seguinte:Li e reli suas poesias na seleta e tenho lidos outras fora dela e confesso que me tocaram profundamente, e eu que me considerava materialista. Mais ou menos isto. Isto, na verdade não tem preço que pague, não tem quantidade de livros editados e vendidos, não só, este, estaria desmerecendo quem tanto elogia talvez por gentiliza meu trabalho; mas ontem eu precisava. É tanto, que logo, ali mesmo escrevi: Menino de Rua, o Amor e A lua, espero que gostem, faço com um único interesse, agradara quem gosta de verdade,
.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014




O Menino e a Rua, o amor e a Lua.
J. Norinaldo.


Hoje a minha é para um Menino de Rua, Lembra-se daquele: ”O último a dormir apague a Lua”?* Pois hoje quero apagar uma grande dor que sempre me deixou a alma nua diante da crua realidade, de ter que proferir a verdade de que também fui um menino de rua. Que a minha faculdade foi a vida, a qual nunca faltei só por faltar; tentei ser um aluno exemplar, o exemplo que na própria vida influi, tenho certeza que fui; embora ainda tendo que provar. Não! Não é bobagem, esta minha homenagem quiçá jamais chegue a um menino de rua; mesmo aquele que muitas vezes foi da luz o último  apagador, por já não ser tão menino e já saber, que a lua não se apaga, mas se apaga uma grande dor sofrida. Não é com um lar um palácio, não é com um diploma de doutor, que pode se usar o apagador para se apagar a dor que lhe atormenta a vida. Hoje, pensando num amigo, num abrigo num aconchego em um  lar, tive que reconhecer, nada é maior que o amor e quem nunca sofreu com  essa dor, jamais saberá o quanto é belo, não o luar sobre a torre de um  castelo, ou a onda no mar se embalar, um nascer de sol por trás do monte, ou um vale cheio de borboletas coloridas; Com todas suas cores preferidas, ou mesmo uma deusa nua, não é mais belo que o amor, mesmo para quem já tentou apagar, vida muita Lua.

·         (Giovani Baffô)



A Chuva.
J. norinaldo.



Ah! Quantas vezes a chuva embaralhou minhas lágrimas quando parecia ser  feliz, quantas vezes fiz da chuva minha cúmplice ao chorar, deixando lavar a alma e carregar a minha dor, rolando pela sarjeta suja lama sem valor. Ah! Quantas vezes acordei e vi na minha janela, como lágrimas da vida a chuva chorando nela. Ah! Como eu gosto da chuva  da chuva sem exceção, chuva fina, chuva grossa, chuva que possa assustar, eu gostava até da chuva quando estava em alto mar. Já enfrentei a procela longe da terra e de tudo, eu já vi o mar sisudo sabendo a força que tem, e a quilha do meu barco descia e eu pensava, desta vez ela não vem. É lindo no mar azul acordar com chuva mansa, enquanto teu barco dança com Netuno a comandar, o vento canta uma valsa que só quem navega entende, e é no balançar que se aprende mesmo sem querer dançar. Ah! Quantas vezes a chuva me fez chorar de saudade, dos navios da amizade que um dia fiz por lá, lá que não sei aonde meu navio parecia um barquinho de brinquedo, e eu fuzileiro Naval que não podia ter medo, assim como a forte onda que se choca com o rochedo. Hoje amanheceu chovendo, uma chuva primaveril, lembrei-me do alto mar e do seu azul cor de anil, abri a minha janela e a convidei a entrar, para mais uma vez disfarçar a lágrimas que escoria e que ninguém entenderia porque estava a chorar. É mais uma vez chorei, pode ser que ninguém saiba, mas a chuva sabe que eu sei.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014



Preconceito é incultura é como uma , uma tela sem Pintura, um Poço cavado para cima com as Unhas da Ignorância.
Salve o dia do Nordestino, Meu dia com muito Orgulho.
J. norinaldo.



Hoje é o dia do nordestino, interessante que há tão poucos dias estes mesmos brasileiros foram vítimas de grande onda de preconceitos pelas Redes sociais inclusive esta. Mas o mais interessante é que temos gente do sul e sudeste que estudaram ou dizem que estudaram em universidades como Sorbonne, Harvard, Oxford e tantas outras conhecidas e famosas pelo mundo, e eu escrevi dizem porque não tenho como comprovar; agora Antonio Gonçalves da silva, Patativa do Assaré, que chegou a estudar alguns meses lá no seu pé de serra aprendendo a ler e escrever, seus livros apesar disto foram traduzidos em vários idiomas, foram temas de estudos na cadeira de literatura popular universal na universidade de Sorbonne na França.
Mesmo não tendo uma bibliografia extensa, ela é muito valiosa. Suas duas teses de doutorado são fundamentais, uma delas é acerca do messianismo e do profetismo na obra de Padre António Vieira.
Cantel dedidcou-se a investigações sobre a literatura popular brasileira, tendo publicado numerosos ensaios que analisam textos de poesias e de prosa impressos em folhetos de cordel.
O professor começou a viajar para o Brasil em 1959. Nessa época teve contato, a partir do Ceará, com poetas populares, cantadores e xilógrafos. Segundo as narrativas que tecem sobre a passagem de Cantel, o francês estaria interessado em conhecer o capitão Virgulino Lampião. E foi um folheto sobre o rei do cangaço que o levou diretamente ao mito, contado de uma forma que parecia perdida. Durante as visitas, Cantel comprava e ganhava folhetos. Formava uma coleção valiosa.
A partir daí, passou a se interessar pela literatura popular em versos, na qual ele via um pouco da tradição europeia medieval. Em suas viagens, o pesquisador não se limitava só à compra dos folhetos de feira e de xilogravuras, mas também gravava cantorias e narrativas populares. Foi Cantel quem levou a obra de Patativa do Assaré (1909-2002) para ser estudada na Cadeira Popular de Literatura Universal da Sorbonne, nos fins dos anos 70.
O professor fez diversas visitas ao Brasil e desempenhou papel decisivo na compreensão, divulgação e valorização desta modalidade de escritura, tanto em sua atividade de pesquisador quanto na docência.
Poetas populares, como Apolônio Alves dos Santos, diziam que a denominação Literatura de Cordel só apareceu na década de 1970, com as pesquisas de Raymond Cantel. Manoel Monteiro, poeta de Campina Grande, diz que foi o francês o primeiro a dizer que os folhetos de feira eram pendurados em barbantes e cordas. Na realidade, a literatura popular em versos (ou, o folheto), inicialmente, era vendida no chão, espalhados sobre lonas. Fonte Wikipédia.
Não sei se quero dizer com tudo isto e por ter visto aqui mesmo um grupo de Coreanos cantando “Asa Branca”, composição de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, que também foi a segunda música cantada no Rock In Portugal pelo cantor brasileiro Gilberto Gil, logo aos a apresentação d Betale Paul MCcartnay, que passo a ver o preconceito contra nordestinos brasileiros por brasileiros de outros estados apenas por pura falta cogente necessária cognitiva.
Fosse eu citar aqui os grandes poetas, escritores e compositores nordestinos que tem levado o nome deste país tão longe, apenas para lembrar por ter falecido há pouco, Ariano Suassuna teve sua obra “O ato da compadecida” traduzido até em Hebraico; Levaria muito tempo escrevendo e com certeza seria injusto esquecendo muitos.
Gostaria de ser desmentido, e mostrado aqui autores habitantes dos estados preconceituosos que mostrassem seus valores nacionais e internacionais, aquele que ficarão com seus nomes escritos no bronze, e no bronze é para Sempre como disse Mario Quintana, que na verdade não conseguiu tal feito além da frase; vindo a falecer quase nas sarjetas de Porto alegre RS. Patativa do Assaré, Catulo da Paixão Cearense, e tantos outros. Quando Catulo faleceu e avisaram a Mário Quitanna este disse: Catúlo jamais morrerá, Apenas luarizou-se. Grande Mário Quintana.