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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014



Ao Poeta Africano Lucas Lahissane.
J. Norinaldo.



De um simples banco eu vejo o rio passando, como a vida que cada vez fica menor, sinto a calma da água neste leito deslizando e a certeza que jamais estarei só. Nesta sombra que um dia já foi fruto e foi semente, a vida sente a beleza do passar, mesmo na incerteza de onde chega, diferente do rio que vai para o mar. De um simples banco sob a sombra da semente, como o banco que foi semente e deu fruto, que vira flor e madura, vejo a mais bela gravura do Pintor absoluto. Nessa sombra que foi semente e dá flor, lá na Mãe África, um poeta o rio passando ver, e se encanta com a sábia natureza que dá ao rio tanto mar a escolher. Adoro sonhar por que o sonho é fantasia, agora sonho como sonha um ser humano, sentado neste banco com um poeta africano falando de poesia. Lucas Lahissane vou ser bem claro e muito franco, te invejo por conhecer esse banco, e a sombra que foi semente, ofereço este poema a tua gente sem pensar se tu és Negro ou Branco.

2 comentários:

sergio mathias pereira disse...

Belo texto amigo poeta Norinaldo. Também, bela homenagem ao poeta africano. O fato de ser branco ou preto...é absolutamente insignificante, afinal a poesia está na alma, não na pele!

sergio mathias pereira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.