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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015




FELIZ ANO NOVO A TODOS E MUITA REFLEXÃO.
J. Norinaldo.


Eu tenho amigos distantes, eu tenho inimigos ocultos, recebo elogios e insultos durante o meu dia a dia, junto ódio e alegria coloco tudo num poço, canto um mantra que só eu ouço, destilo tudo e transformo em poesia. Se esta terra fosse minha o tempo não existia, não haveria contagem abraços uma vez por ano numa junção como esta, a vida seria uma festa animada pela orquestra regida pela fantasia. Todos podiam crescer, sem a criança esquecer, aquela que foi um dia, mas dia seria tempo então brincar a qualquer momento sem censura se podia; quando desejamos a outros muita paz muita e alegria, é por que isto anda em falta já não é como era antes na verdade o que anda em alta é a soberba e o orgulho sem lembrar que em pedregulhos se encontram diamantes e que a felicidade está na simplicidade em amar nossos semelhantes. Imagine velhos homens jogando com bola de meia, velhas senhoras nas calçadas brincando de amarelinha, olhando o céu a noite e apontando as estrelas dizendo aquela é minha; sem ninguém ser considerado biruta ou retardado porque tudo normal seria; o tempo tecendo a meia para a eterna brincadeira, para a terna poesia. O poço só serviria para saciar a sede e não para destilar ódio, e o plano seria o pódio nivelando por igual, sem haver desigualdade, elogio ou insulto, sem inimigo oculto ou falsidade a vista, a terra toda sem lista sem divisa e sem mapa, a vida seria uma revista e a humanidade a capa. Neste ano que chega mude o modo de pensar, e volte a ser criança, descubra que esperança não se trata de esperar, esperança na verdade para quem quer felicidade, corre atrás e vai buscar.


domingo, 27 de dezembro de 2015




 FELIZ ANO NOVO
 E CANTEMOS JUNTOS A MESMA CANÇÃO, QUE FALE DE AMOR E DE PAZ E PAIXÃO E A GUERRA JAMAIS E NEM FALTA DE PÃO.
J. Norinaldo


Vamos pensar bem grande, flutuar num poema, sem escolher o tema só deixar fluir; vamos beber da fonte que fica além da linha do horizonte vamos pensar no por vir. Falta pouco para a terra completar novo giro e se eu respiro, penso e pensando em consenso em te ter como amigo, plantarmos juntos o trigo e dividir o pão, estar sempre lado a lado, de mãos dadas cantando a mesma canção. Por que não sermos todos irmãos, darmos todos as mãos, e abraçarmos a terra, sem pensarmos em guerra ou nas linhas que nela fazem divisões? Vamos reacender a tocha da esperança enquanto a terra avança para um novo giro, vamos elevar a voz falando de nós sem esqueceu o eu, não vamos esquecer o passado ou estaremos fadados a cometer os erros já cometidos em antigos giros que a terra já deu. Vamos respeitar a vontade alheia, assim como o sábio pois na hora da ceia sempre haverá pão nem um gesto e quiçá uma cadeira vazia. Amigo, se juntos não plantarmos juntos o trigo e torcer pela chuva pensar só na uva para fazer o vinho e celebrar a colheita sem a plantação feita ou por algum deus antigo, que tudo faça por nós; vamos elevar a voz, cantando a mesma canção, cada um segurando a mão de quem estiver ao seu lado, sem ver sua cor ou reparar  as suas vestes, do contrário as pestes ceifarão nosso trigo e cada um sozinho, pense junto comigo, não haverá colheita, nem pão e nem vinho. Cante, seja feliz bastante e nunca se esqueça que enquanto a terra completa o seu giro, perto de si ou distante...alguém estará dando o  seu o último suspiro.




Retrospectiva. E Um Feliz ano Novo.
J. Norinaldo.



Antes das eleições eu tinha 4.247 durante e logo após fique com 4.118 e atualmente mais de 4.500 e aumentando todos os dias os pedidos de amizade. Foi uma coisa boa perder pessoas adicionadas  principalmente conhecidas, de certa forma sim, pessoas que eu pensava que conhecia por ter convivido e até chamado de amigo, descobri que para os mesmos só presta quem pensa igual a eles; patrulheiros ideológicos, muitos inclusive que considerava com algum grau cognitivo mostram-se  verdadeiros trogloditas, com palavras de baixo calão e ofensas horríveis como se falassem a seus filhos. Sinto falta dessa turma, nem um pouco, caso venha a encontra-los os tratarei como for tratado, se ignorado ignorarei se bem recebido retribuirei, sem mágoas ou rancores. Fiz uma reflexão e pude constatar que se pessoas que você considera ou considerou, te tomam por inimigo em nome de quem nunca viram ou chegaram perto, não se pode confiar em alguém que assim age num momento de necessidade ou aflição, portanto quanto mais distante melhor. Você que continua na minha lista e no meu coração, pode ter certeza que sei conviver com as divergências de ideias, não admiro apenas quem pensa igual a mim; se errar e me for mostrado o erro, me penitencio, pois não tenho nenhum compromisso com o erro; acredito que isto é ser racional. Agora, não aceitarei jamais cabresto deste ou daquele porque jamais tentarei convencer ninguém de nada, cada um tem o seu modo de pensar e é senhor dos seus atos respondendo por suas consequências. Sinto que pessoas que admiro tenham sido por mim deletados, por se acharem no direito de mandarem na minha vida; outros com cérebro totalmente lavado e que não aceitam alguém que conseguiu escapar da lavagem; alguns que tem a coragem de elogiar e admirar seu trabalho, outros que por inveja destrutiva, ou por desconhecerem que o invejoso sofre mais com o sucesso dos outros que com seu próprio fracasso; além de não valorizarem e podendo apenas ignorar, mas ousam colocar defeito naquilo que não sabem fazer igual, ou melhor. Decepcionei-me e muito com muito de quem esperei tanto e os vi aqui o tempo todo copiando e colando coisas com e sem fundamento, sem escreverem de seu uma linha; gente a que prestei reverência por muitos anos, descobre o tipo de escrita que sabiam fazer bem, escrever num livro e não um livro como verdadeiros promotores  de uma Justiça arcaica e praticamente sumária, onde o direito de defesa era hipotético ou patético. Foi bom o ano de 2015? Foi e espero que o próximo seja bem melhor, não somente para mim ou para aqueles que fazem parte da minha lista de amigos, mas também para aqueles que saíram e todos que nunca entraram. Que seja um ano repletos de felicidades e realizações, muita saúde e muita paz, que não nos falte a vontade de sorrir e de fazer sorrir; que haja menos corrupção em todo o mundo, que cada um respeito o Deus do outro; nenhum preconceito ou discriminação, muito mais amor, amor verdadeiro e sem limite. E o que o Bom Velhinho não trouxe no Natal, busquemos por conta própria neste ano que se aproxima e que nos aproximemos cada vez mais de uma sociedade fraterna e pura, onde o amor incondicional seja a estrela maior na bandeira que a simbolize. UM FELIZ ANO NOVO A TODOS. TODOS NÃO SOMENTE A QUEM ESTÁ NA MINHA LISTA, MAS QUEM SAIU, OU QUEM NUNCA NELA ESTE. QUE A FELICIDADE E A PAZ SEJA UMA CONSTANTE NA VIDA DE TODOS.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015




UM FELIZ ANO NOVO CHEIO DE REALIZAÇÕES E MUITAS REFLEXÕES.
J. Norinaldo.



Caso você não esteja preparado (a) para enfrentar a vida e o tempo, prepare-se para morrer várias vezes. Quando surgir a primeira estria, o primeiro cabelo branco e a primeira ruga; você pode ir maquiando tudo isto, enganando a todo mundo, menos a você mesmo (a). Conheço alguém com quem tive alguma intimidade num passado distante, que era linda e continua até hoje, mas também conheço outra na mesma situação e que inocentemente disse para esta pessoa que tinha uma foto tirada com ela na época supracitada e perguntei se poderia postar aqui; o que ouvi realmente assustou-me, arranjaria uma inimiga feroz se fizesse tal coisa. Realmente o tempo não foi legal com essa pessoa, quem olhar aquela foto e vê-la hoje tomará um grande susto. Como se sentirá uma pessoa que fez outras quase quebrarem o pescoço quando passava destilando sensualidade e beleza e hoje vem passear de tão longe em seu torrão natal e fica presa em casa sem sair para não mostrar uma realidade que acontecerá com todos, pois quem preferir a alternativa, não passará por isto e nem por nada mais nesta vida? Que adiantou as plásticas e os artifícios que apenas procrastinaram tal situação. Você que pensa como a Brigite Bardot, que foi Sex Símbol  do planeta de uma geração, e aproveitou a velhice para ser admirada não mais pela beleza e pela sensualidade, mas pela qualidade de vida e de atos praticados atualmente em defesa dos animais; não esqueça  que logo a Terra completa mais um giro em torno do Astro Rei, e que se você ainda está aqui para abraçar e ser abraçado (A)  desejará e lhes será desejado muitos e muitos outros abraços nessa época, portanto se os giros que presenciou foram muitos, não se envergonhe disto, agradeça, pois nem todos tiveram tal privilégios; deixando esta terra que continua e continuará girando, sem um ruga, sem uma estria e nem um cabelo branco, alguns sequer cabelos ainda tinham Pense que a beleza mais bela o espelho não revela, faça algo para que as pessoas vejam tanta beleza nos seus atos que desviem totalmente a visão da sua antiga beleza física e a vejam agora muito mais bela. Um Feliz Novo Giro do Planeta e que nos vejamos, ou que sejamos vistos no final do novo giro, pegando onda, ou apoiados numa bengala, o que importa é a vida; para nós, porque o tempo está se lixando para a beleza de quem está pegando uma onda, ou numa cadeira de rodas; vamos refletir e começarmos a ver beleza  onde há rugas e cabelos brancos, a beleza de consumo qualquer idiota ver, agora entre ver e enxergar, pode até não parecer mas a diferença é tão grande quanto ouvir e escutar. Não jogue fora ou queime as velhas e amareladas fotos, porque isto não te fará mais jovem, e nem apagará o passado, apenas te fará mais amargo (a ) e a amargura só te tronará cada vez pior. Aproveita o giro da terra como brincando num carrossel comendo maçã do amor ou então pipoca com mel, sendo uma eterna criança, não importando como os outros te veem e sim como você se vê. FELIZ ANO NOVO, QUIÇÁ ANO QUE VEM, NOS VEMOS POR AQUI OU POR ALI NOVAMENTE ABRAÇANDO OU SENDO ABRAÇADOS POR ALGUÉM!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015




COM TODO NOSSO CARINHO E ADMIRAÇÃO OS NOSSO SINCEROS VOTOS PARA OS NOSSOS AMIGOS COM QUEM GOSTARÍAMOS DE ESTAR NESTE NATAL E SEMPRE; PORÉM COMO A VIDA NEM SEMPRE É COMO QUEREMOS, ESTARÃO PRESENTES NÃO SOMENTE A NOSSA FESTA OU COMEMORAÇÕES, E SIM DENTRO DOS NOSSOS CORAÇÕES. ASSIM COMO O ANIVERSARIANTE QUE NÃO DEVE SER LEMBRADO APENAS NO NATAL E SIM A TODO MOMENTO VOCÊ TAMBÉM JAMAIS SAIRÁ DO NOSSO PENSAMENTO.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015




Neste Banco Eu Vi Passar.
J. Norinaldo



Sentado neste banco  eu vi passar o dia e vi a noite chegar, brinquei de esconde, esconde com a lua entre as nuvens, até outra vez o sol surgir, e novamente passar o bastão a lua ali as vezes dormi e sonhei com uma deusa sobre as águas linda nua; passaram-se dias e noites, passaram  o tempo e o vento; esperei até cansar;  o mais triste disto tudo sem saber o que esperar. Sem ter certeza de nada como um barco que vaga entre as ondas sem um leme, ou  um pavilhão que treme  sem nada representar, e eu sentado ali sozinho esperando por você, vendo a lua e o caminho, sem ninguém aparecer. Como é belo este lugar e tão pouco importa a sua beleza para quem espera sem certeza de que quem espera virá. Conversei com este banco falando sobre o cenário este nada respondeu, na verdade apesar de rodeado de beleza não passa de um solitário exatamente come eu. Quem olha vê a beleza, mas não vê a solidão, as vezes também quem passa, não acha nenhuma graça pois triste olha para o chão. Nem tudo na vida é belo, mas a vida é bela para mim, pois até mesmo na tristeza existe na natureza um lugar tão belo assim, mesmo que sirva apenas... Para uma espera sem fim.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015




A Primeira Vez.
J. Norinaldo



AH! A primeira vez que a vi do outro lado de um balcão, medindo uma peça de tecido, de um belo colorido que lembrava um oásis  e um por do sol. Desde então jamais deixei de vê-la nunca saiu do meu pensamento, um Odalisca de sonhos que desmanchava com o vento, uma miragem tão bela que não cabe no esquecimento. A primeira vez que ouvi sua voz, foi tamanha emoção, que me lembro daquele momento, como se a orquestra do vento tocasse a mais linda canção. A primeira vez que a beijei, impossível descrever meu desejo; mas só consegui a metade  do beijo, porque antes acordei. A última vez que a vi, coberta de pétalas de flores, pálida, mesmo assim bela, como se fosse uma tela em uma estreita moldura outra que jamais esqueci, parecia que a mão de um pintor aturdido, tentava retratar o tecido que media quando a Primeira vez a vi. Uma noite sonhei que a esquecera, não lembrava mais suas feições, acordei confuso e perdido com a maior das desilusões, fechei os olhos e voltei a dormir, e voltou-me a lembrança feliz, porém um desgosto profundo,  ao lembrar que neste mundo, vê-la foi só o que fiz. Uma lembrança uma imagem, como num deserto perdido, uma existência como uma miragem, ou a estampa de um tecido. Pela primeira vez me dou conta, que me esqueci de viver, não amei nem fui amado, nunca tive ninguém ao meu lado e agora é tarde demais, vivendo sem esperança e coragem,  de perder esta lembrança, de quem foi na vida para mim, apenas uma miragem.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015




A Beleza do caminho.
J.Norinaldo


Todo caminho leva a Roma enfeitado com pedra ou com flor, na volta, no entanto pelo mesmo itinerário, jamais levará Roma ao contrário. Ou seja, não levará ao Amor. As vezes um caminho por mais belo, tendo em cada curva um castelo leva o caminhante para um cenário de dor, enquanto outros repleto de pedras e espinhos,  que sequer se parecem com caminhos o caminhante é esperado com amor. A beleza às vezes está na incerteza, e não nas flores que enfeitam o caminho, assim como a taça não diz o sabor do vinho, este será reconhecido no rosário na borda da taça, a beleza do caminho embeleza o cenário, mas não indica se no final haverá felicidade ou desgraça. Portanto não se iluda com a beleza do caminho afinal, sem saber se no fim o aguarda o pódio, o pedestal e mesmo assim, a seguir uma faixa escrito... FIM

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015




Velhas Telhas, Desafinado Teclado.
J. Norinaldo.



Chove a cântaros lá fora e aqui dentro a solidão, além do mormaço quente que foge como indigente correndo da chuva fria e encontra a sala vazia entrando sem permissão, sem deixar rastro no chão sem cumprimentar ninguém é mais solidão que vem a que já tem se juntar. Enquanto a velha cadeira balança me volta tanta lembrança, nesta casa fui criança, fui adulto e fui feliz; e quando a chuva chegava à telha nova escorria e a cascata que caía, na verdade pareciam as cordas de uma lira, numa bela sinfonia. Porém hoje não tem prumo como o um navio sem rumo entre  o espesso  limo deixa  o  barco a deriva no entanto não me priva de retornar ao passado enquanto a cadeira balança como numa triste dança com a sinfonia da lira, tão feliz em  num distante  passado hoje na realidade tem o som desafinado pela limosidade do tempo  como de um velho teclado. No vai e vem da cadeira este mesmo tempo passa e a chuva na vidraça da janela de moldura corroída, já foi nova e colorida ornada como uma tela por uma linda donzela hoje apenas saudade; quanta maldade da vida e do tempo a crueldade, de não deixar que o vento carregue toda saudade; e o mormaço que me aquece, na verdade até parecer um convite a eternidade. E no vai e vem da cadeira uma lembrança ligeira, ao ouvi-la ranger no solo, lembro-me quando em meu colo, lembravas o paraíso, com aquele teu belo sorriso, isto tudo na verdade, hoje é apenas saudade em uma ida vazia, com mais limo que as telhas relembrando o fracasso, tendo apenas o mormaço que foge da chuva fria; para aquecer um velho que nem viver mais devia. Bem mais velho que as telhas o limo, e a vidraça, e me perguntando o que fiz, para a esta altura da vida dizer que “Já fui Feliz”.


UM FELIZ NATAL A TODOS


MINHA CARTINHA ABERTA AO PAPAI NOEL.
J. Norinaldo


Querido Papai Noel, primeiramente quero que saiba que não existe em mim nenhum recentemente, por já ter sido convidado para fazer seu papel por várias vezes; isto é me vestir como o senhor fingindo que existo e levar alegria a crianças que muitas vezes já nem mais acreditam no senhor, mas acreditam que quando demonstrarem isto, os presentes não virão. Pois é, acredite,  nenhum ressentimento por nunca ter recebido do senhor um alfinete sequer, já pensei na falta dos sapatos quando acreditava, na letra horrível das cartinhas que lhe enviei, no papel, muitas vezes  que servia para embrulhar bacalhau; mas repito, nenhum ressentimento. Agora escrevo abertamente minha Cartinha com um pedido de Natal, claro, já não sou mais crianças, agora tenho sapatos, não brinco mais a muitos anos, bem mais de meio século; mesmo assim resolvi, enviar minha cartinha, quem sabe, agora o Senhor  me atenda. Não quero Presentes caros, não vou lhe pedir um grande amor, muito dinheiro, nada disto. Não quero um Natal sem Fome, sem Dor, sem guerra,  sem Injustiça social. Sei que seria pedir muito pouco para quem nunca recebeu nada; não Papai Noel, quem sabe não lhe incomode mais, agora se for atendido pode ter certeza que voltarei a ser criança novamente, sorrirei, chorarei de felicidade, abraçarei e beijarei a todos que assim o permitirem, gritarei até que o mundo inteiro me ouça. O meu pedido Papai Noel ao invés de um Natal sem Fome, sem Guerra, sem Dor, sem Crianças sorrindo, eu peço um Mundo assim, que todos os dias sejam Natal, que todos os homens sejam irmãos, que ninguém me negue um abraço, que nenhum irmão fique sem um pão. Papai Noel meu pedido parece estranho, mas é justamente o que quero, que venha com seu trenó, com suas Renas e que este ano seja seu trenó bem maior e que sejam milhares o seu renas, e que seu saco venha vazio. Estranho? Pode ser, mas se precisar de ajuda aqui estarei para tentar encher seu saco com a tristeza, com a dor, com a fome, com as injustiças sociais; e muito mais; se preciso pediremos ajuda a mais alguém. Não sei por que, mas estou bem otimista que agora veja minha cartinha; não estou dizendo que o Senhor nunca leu nenhuma minha, ou tentou; mas agora, Bom Velhinho, muita gente está lendo o que escrevi; bem, como disse estou otimista. Afinal não se esqueça da música tão cantada e que parece, só parece encantada; mas não passa apenas de uma música e mais uma mentira: Seja Rico, ou Seja, Pobre o Velhinho Sempre Vem. Para mim nunca veio. Olha que não pedi nenhum brinquedo caro ou algo impossível de ser realizado. Feliz Natal para o Senhor. Mais uma vez vou aguardar olhando para o Céu na noite de Natal, se vir muitas Renas e o Saco  Vazio terei certeza que em fim ganharei o presente por tanto tempo esperado. E haja abraço e haja beijo; imagine o mundo inteiro se abraçando e se beijando por um presente tão simples, tão fácil de realizar... É só questão de querer. Sem mais, aqui me despeço com um forte abraço e pode ter certeza que valerá qualquer esforço para realizar meu desejo de ganhar este único presente. Um Mundo Igual para todos, não somente no Natal.  UM FELIZ NATAL PAPAI NOEL!



A Espera.
J. Norinaldo

As flores em branco, atiradas num banco depois da espera, um olhar perdido como um grito sem eco como um abismo sem fundo, assim vê o mundo quem neste banco esperou. E este olhar que se foi, até onde irá, onde termina o som de um grito de dor ou as cores da flor da espera no banco, de vermelho ao branco e espinhos no meio, onde andará quem não veio e o que pensará. E o vento levou o perfume da flor na direção que for o grito sem eco. Um banco afinal não tem sentimentos, não guarda momentos de felizes encontros e tristes frustrações, de murmúrios de amantes não tem recordações; não ouve gemidos de prazer ou de dor e o grito onde for a seguir o vento  assim como o perfume da flor, que gora branco, atirada no banco murcha e sem graça; não somente a beleza da flor passa, passa o grito e o vento, só não passa o sentimento da espera perdida, da promessa não cumprida o total desalento de que alguém desatento a vida e ao banco, sequer viu o tempo que levou para as rosas passarem do vermelho ao branco, ao murcho e ao seco como sua vida agora.  Já não lhe importa o perfume que o ventou levou, se o seu grito pelos vales ecoou; nada importa o banco, as flores em branco e os espinhos no meio, a verdade é que ela não veio e nem nunca virá. E para quem esperou viu morrer a esperança talvez na distância aonde em fim  o seu grito chegou.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015




Roda e o Banco.
J. Norinaldo.



Assim como a vida a roda cansou, e hoje serve de encosto para quem quer descansar, encostada morta, serrada e polida, depois de movimentar a  lida, se recosta agora onde ainda há vida, galhos e folhas como foi outrora. Porém como tudo terá um fim esta roda em fim encontrou o caminho do seu, coberta de folhas que também estão mortas, mas dançam ao vento no balé do outono, não exalam odor de carniça, não precisam se cobrir de caliça e ainda dançam antes do último sono. Hoje um banco velho soturno e sozinho, só algum passarinho vez por outra posa; porém já foi palco de confissões de amores algumas com a efemeridade das flores, outras que duram mais do que o banco. A roda  da é que não pode parar, para ninguém se abancar no regaço da sombra; porque quando para o que é normal, o descanso será na horizontal, significa o recibo da conta, e a caliça já tem que está pronta, ou então o odor carniça avança, sem balé nem dança como as folhas de outono, antes da partida ao derradeiro sono. O banco de roda que não gira mais, num canto de paz como um velho túmulo, e as folhas mortas num silente acúmulo, aguardam o vento para bailar mesmo mortas; provando que existe que escreve certo mesmo por linhas tortas.



Às Vezes.
J. Norinaldo


Às vezes a tristeza é bem maior que a fortaleza que você pensa ser, às vezes um pensamento, um lugar, um momento vivido, às vezes o olhar de pássaro ferido, sem saber por o feriram; às vezes... Se  tivesse marcado quantas vezes chorei sem sequer perceber que estava chorando ou quantas vezes aproveitei a chuva para disfarçar as lágrimas, ah! Quantas vezes. Quantas vezes você pensou em mim, só para lembrar os meus defeitos? Quantas vezes você me esqueceu  e quando de mim lembrou  foi assim  como caminhos  desfeitos, como rastros na poeira que o vento apagou? Às vezes é bem melhor ser esquecido, do que ser lembrado sem ser querido sem ser amado. Às vezes ser desprezado é bem melhor do que ser lembrado por um momento para logo ser novamente esquecido  porque só vale a pena ter-me no esquecimento. Às vezes é bem melhor o silêncio as mais bela melodias, se  justamente por causa delas  lembravas  alguém e me esquecias. Às vezes o desprezo tem muito mais valor que a compaixão, às vezes é melhor morrer, do que viver, só por viver, mas sem razão... Às vezes fico me perguntando por que não te esqueço, se na verdade nunca te mereci, como estou hoje, sinceramente, me diz... O que será que realmente mereço? Ser feliz?



Cale-se para Sempre, tendo apenas o direito de Chorar.
J. Norinaldo


Numa tarde de outono marmacenta chovia, uma chuva fina que formava um véu  como aquele  que usavas naquele fatídico dia, tão linda, tão bela como uma tela dos mais caprichosos pintor, juravas amor diante de um altar, enquanto alguém a chorar de longe te via e que tudo daria, que tudo faria para poder ouvir a tua resposta enquanto um padre sorria. Mas outro a ouviu e também respondeu e não era eu, pois de longe olhava chorava e chovia e  as minhas lágrimas com a chuva se confundia. A chuva que ora cai, leva o meu pensamento aquele momento que há tanto tempo se vai. Peguei um livro que me destes de presente numa primavera, tão linda e florida era, mas tu eras mais.  Sentei-me a varando e comecei a ler sem nem perceber que não entendia, mas lia e lia até que em dado momento, o meu pensamento se paralisou; havia uma flor amassada e sem cor, e ai tudo voltou. Lembro-me agora estava no jardim a regar os canteiros, quando sorrindo chegastes com este livro nas mãos e  me  estendestes  dizendo então: É para ti coração, é uma história linda assim como a nossa, quiçá até possa marcar com uma flor, um frase de amor que sempre me dizes, sinal que felizes havemos de ser. E uma rosa vermelha escolheu, virou-se de costas e no livro a escondeu. Hoje nós a encontrei  murcha e sem cor ao livro grudada, a retirei com cuidado, mas algo terrível aconteceu, o sumo da flor com tempo apagou a frase completa que ela escolheu. Olhei a vidraça e os pingos escorriam como lágrima de dor segurando a flor e olhei para nódoa que no livro deixou, lembrei-me da frase e o pranto rolou, e a chuva aumentou como se junto comigo chorasse por tão grande dor. A frase dizia e chorando sorri: “Ninguém neste mundo sentirá por alguém um amor tão profundo como este que sinto por Ti”. Apenas ouvi o barulho do livro ao cair, quando voltei a mim já não chovia mais, levantei-me e escrevi revoltado na lama do chão, , por ter sido covarde e quando alguém perguntou parecendo para ser direto para mim, porém de emoção engasguei-me “Que fale agora ou se cale para sempre” Eu deveria responder ;SIM; mas, por 

domingo, 6 de dezembro de 2015




Uma taça Vazia.
J. Norinaldo



Esqueci-me da capa num dia de chuva, não colhia uva para fazer o vinho, sozinho preciso me lembrar de tudo, contudo ainda lembro-me do velho caminho. Do velho caminho pelo quais juntos íamos ao parreiral, mesmo em dias chuvosos como amantes ditosos, pensando que os pingos da chuva fossem anjos arpejando a marcha nupcial. Hoje esqueci que não chove, mas lembrei da capa, pelo velho caminho fui ao parreiral, cumprindo uma etapa que ainda me move; lembrar nosso amor nas em tardes que chove; e agora sozinho, só resta o caminho e até o parreiral, hoje é uma rua, com casinhas brancas pintadas de cal. Por que não esqueço de vez da capa e da chuva, do caminho da uva do vinho e você; não sei onde estás, nem sei aonde vás, não sei como se faz aquele nosso vinho e já  nem posso beber. Quando partistes deixando para trás tanto sofrimento, por que não tivestes um pouco de  coragem a mais  de levar na bagagem...O meu esquecimento.

sábado, 5 de dezembro de 2015





O Elo Perdido.
J. Norinaldo



Será que um dia a humanidade chegará  finalmente a conclusão, que a vida é apenas uma corrida de bastão, onde todos conhecem a chegada; onde o pódio espera o campeão, com os louros e um troféu feito de nada, ou da poeira da estrada, por este campeão correu, e que talvez pelo temor das   as alturas, procure o rodapé das escrituras e deixe ali tudo que foi seu. Será que no final desta corrida, o homem em fim  terá entendido que não existiu elo perdido, que  buscou freneticamente o que se perdeu foi a corrente e que a corrente nada mais foi do que a vida? Que o poema que na foi entendido, pode ser o tal elo perdido e a pena que o escreveu, no deserto do esquecimento se perdeu deixando o homem sábio aturdido; enquanto o bastão de mão em mão, continua a corrida sem saber o que encontrará a frente, continuando iludido, que existe um elo perdido que transformou   uma em  duas correntes, diferentes como o açúcar e o sal, e lhe  deram o nome de Bem e Mal que já não podem ser unidas, serão sempre paralelas sem atalhos ou saídas, até o todo num só troféu fundido, com a descoberta finalmente, que não existe elo perdido e que perdida foi a corrente,  e que a corrente nada mais foi do que a vida. Nem por isto será suspensa a corrida, e o bastão a passar de mão em mão... Na ilusão de encontrar outra saída.



Eu Sou Louco.
J. Norinaldo.



Aos poucos os loucos vão se agrupando, sem líderes e sem comando e sem torre a construir; no ir e vir da loucura, na busca por uma cura para curar a loucura do outro, que não vê loucura em si. Porque me taxar de louco, me conhecendo tão pouco, quiçá por ser diferente, por não vê numa corrente um instrumento de tortura; ah! Depende da grossura, da textura e do metal e do fecho que a prende. Aos poucos os loucos vão se entendendo e eles mesmos se prendendo as correntes que escolhem; enquanto os poucos que não são loucos, perante a loucura tremem, suam frio e se encolhem. Eu sou louco e sei que sou, se alguém lhe perguntar pode dizer quem falou, e se quem lhe perguntou acaso não acredite, ateste minha loucura com a sua sanidade, diga que o louco acredita que é na sua loucura que exista a liberdade. Cuidado, não fale pouco e nem defenda a loucura, ou o taxarão de louco e o condenem para sempre a masmorra da tortura. Aos poucos os loucos vão me entendendo, e vamos sendo catalogados e marcados, mesmo não acorrentados seremos discriminados, separados, porém juntos ao mesmo tempo em um cercado imperfeito, de arame farpado e tocos com o qual a loucura não atina chamado de serpentina e nós e que somos loucos. Aos poucos os donos da sanidade, e da loucura tementes buscarão a liberdade, junto cercado dos loucos numa luta por correntes.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015





INGRATIDÃO.
J. Norinaldo.



Doei-me sem usura e sem ganancia, apenas pelo ato de aceitação, sem soberba ou egoísmo, para ser apenas a tampa do abismo, ser o piso ser o  chão, a ser pisado ou cuspido para quem fez a vida ter sentido pelo amor e a razão. Doou-me pelas simples razão, para evitar a depressão  de um terreno que em fim,  ao invés de abismo se transforme num jardim ou num bosque onde cantem os passarinhos, donde suja aos poucos os caminhos que levem e tragam esperança, onde soem os sorrisos de criança, onde a vida possa brotar do chão, onde antes poderia ser o nada, sem que se saiba que a tampa foi doada, sequer o nome da salvação. Em troca de que me perguntais, quero ser pisado e cuspido, sem nenhuma usura ou ganancia, sem sequer ouvir os sorrisos das crianças e os murmúrios de amor entre os amantes,  tapando o abismo,  que antes como a porta de uma tumba que espreita; apenas para ter a vida a aceita, por quem talvez nem a mereça. Não vês que não falo de mim, mas de alguém que agiu assim e por seu feito, sequer por todos foi aceito e nem seu nome certo eu sei; eu num me doei nem o farei; usarei o quanto puder meu egoísmo, pisarei o cuspirei na tampa do abismo, abusarei da luxúria e da paixão, desdenhando de quem se doou de alma e coração, usarei o seu nobre nome em vão, como quem chuta o cocho em que come, mesmo sem saber seu nome, e sabendo que nada mereço se me perguntam se o agradeço a minha resposta será não. Afinal quem fez tão grande ato, de certo conhecia de fato, o significa... INGRATIDÃO.

domingo, 29 de novembro de 2015




Eu Pintor e a Porteira.
J. Norinaldo.



Na realidade o meu maior sonho realmente foi pintar, deitar na tela toda minha imaginação, infelizmente com o pincel não me acertei, com um cinzel foi bem pior; então tentei uma pena e um poema, usar por tema o que não consegui pintar nem esculpir. Mas eram tantas  as paisagens, as belezas que também não consegui;  mas de tudo isto aprendi uma lição tão importante em minha vida; Um Tela, por mais bela, um poema por mais fino, uma escultura do mais virtuoso escultor, uma canção do mais famoso compositor; mostram, cantam e encantam, mas não explicam por exemplo uma porteira. Isto mesmo, uma porteira. Algo rude que qualquer um sabe fazer, porém entender o seu significado vai além da tela, do poema, da escultura, da partitura e da canção. A porteira é feita para proteger quando fechada, contudo,  quando aberta é o presente, que aberta, libertos vão ao encontro do futuro ou, rastros de ida sem volta o fim de tudo, da vida. Como explicar uma porteira numa tela, por mais bela e criativa, numa escultura que pareça viva, num poema encantador, numa bela cantiga, num vaso de argila onde se desenha a flor de lótus e em outro de porcelana enfeitado com flores de urtiga? Ah! Como eu queria ser pintor e poder pintar a minha maneira, mostrar tudo sobre uma porteira. Isto mesmo, sobre uma simples porteira...

quarta-feira, 25 de novembro de 2015




Só dará o real valor a esta dádiva de sentir no rosto a carícia da brisa da manhã, quem teve por imposição do preconceito que usar máscaras por muitos anos, como o Louco de Khallil Gibran.

J Norinaldo..



Miragens.
J. Norinaldo




Poética paisagem que deslumbra um sonambulo multicor, que desperto é louco e sem sentido e dormindo caminha sonhador, é louco varrido e deslumbrante, brilhante como a chama do amor. Poética passagem por um sonho, que vislumbra a beleza da alquimia, das palavras do poeta, que no caminho sob a chuva, e faz do sonho a boa uva para destilar o doce vinho que combina com a sua poesia. Um poema pode nascer de um pincel, de um cinzel ou de um simples caminhar, no caminho cada curva é uma nuvem, que desenha outro caminho no céu. No deserto ao invés da curva incerta, existem as dunas que  confundem o cenário com as miragens, que são poéticas paisagens de um louco poeta solitário. Nem só de areia e solidão são os desertos, e na vida não há só belas paisagens, na multidão pode haver dunas que confundem o real simplesmente com miragens.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015




LUTAREI SEMPRE
J.Norinaldo

LUTO PELO RIO DOCE ONDE ME BANHEI QUANDO MENINO, LUTO CONTRA O PRECONCEITO QUE SOFRO DESDE MENINO, LUTO PELA DESIGUALDADE, LUTO PELA FELICIDADE PELA PAZ E PELO AMOR, LUTO CONTRA O TERROR E AQUILO QUE O TERROR TRAZ. LUTO PELO MEU PLANETA NÃO SOMENTE COM PALAVRAS, LUTO POR TODAS ESCRAVAS QUE O MUNDO TENTA ESCONDER; POSTAR UMA BELA PAISAGEM, E UMA FAIXA DE LUTO, MAS SEM PENSAR UM MINUTO EM DEIXAR SUA ZONA DE CONFORTO, PARA BRIGAR PELO RIO MORTO E PELOS MORTOS DO DIA A DIA, NÃO PASSA DE FANTASIA, UMA TREMENDA BOBAGEM. VAMOS TODOS DAR AS MÃOS, NEGRAS, BRANCAS, AMARELAS VERMELHAS OU DE QUALQUER COR, QUE AI QUERO VER QUEM SACARÁ AS ARMAS PARA DESTRUIR O AMOR A PAZ E FRATERNIDADE AI SIM A FELICIDADE SERÁ DOCE COMO MEL E O REFLEXO DO CÉU SERÁ MANTIDO NO RIO; QUE AGORA NADA REFLETE A NÃO SER QUE NOS REMETER A ESTA REFLEXÃO; OU PARAMOS AGORA O MONSTRO CHAMADO CAPITALISMO, OU IREMOS TODOS PARA O ABISMO MESMO SEGUNDO CADA UM UMA OUTRA MÃO.



A Besta do Capitalismo.
J. Norinaldo



Enquanto as mandíbulas do gigante mastigam suas carcaças, aproveitem enquanto podem para aplaudir quem causou suas desgraças, ou deixou o mundo livre de vermes sem serventia, cuja subserviência envergonha a humanidade; sem a possibilidade de nenhuma melhoria. Enquanto este gigante destrói matas e mata Rios, os sorrisos e aplausos que ainda causam calafrios em pequena porcentagem na atual conjuntura, que quiçá daqui para frente, o mundo seja lama pura, a pura para quem merece aquela de água e terra que o homem misturou, a outra  do sangue da guerra, da barbárie e do terror; e os aplausos continuam mesmo diante da dor. A disputa por espaço, onde colocar minha Bandeira, antes símbolo tão amado, atual pano desenhado para qualquer brincadeira; cada um pode ter a sua, e pode até ter mulher nua e tudo se chama bandeira. O Deus antes respeitado hoje é vendido e trocado nas esquinas ou nos templos e o livro dos bons exemplos serve como chamariscos, não para pequenos petiscos, mas para grandes banquetes, onde o  ouro dar o tom e se não for ouro bom, será separado  como vaqueiro e ginete. O que o gigante expelir, após a mastigação, e uma boa digestão não é sobra que se chama nada mais é do que a lama, fétida e a podridão restos de parte de uma humanidade que ainda sente saudade de quando era mastigado antes da fera engoli-lo por esquecer o passado que ainda não foi degustado, está fadado a repeti-lo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015




Rio Doce Lama amarga.
J. Norinaldo.



Rio doce Lama amarga, triste carga imoral, como monstro que lentamente se arrasta no lodaçal. Onde está o belo Rio que me banhei em menino, brinquei  num velho vapor afundado em Colatina; para onde foi tua beleza e teu brilho como está a pobre mãe natureza com a morte de mais um filho. Como estarão dormindo os assassinos cruéis que por maços de papéis mataram um rio tão belo, como estará seu castelo, Estará envolvido em luto num silencio logo e frio, sabendo do amargo  fruto do monstro feito de lama, que um dia será sua cama, mas jamais deveria ser de um rio. Onde está o rio Doce onde pesquei a moreia, é difícil ter ideia de como está Colatina, e o que se vê agora da ponde que tantas vezes cruzei para ir a São Silvano, assistindo a morte boiando lentamente sobre a lama venenosa de uma ação criminosa do ser humano pensante que matou o Rio Doce e não por ignorância,  mas por pura ganancia do fatal capitalismo, que levará para o abismo não apenas este rio onde em menino me banhei, mas todo planeta que um dia sonhei, que seria bem melhor, e hoje olho com dó de toda humanidade, que atenta contra si mesmo que mata e destrói a esmo em nome da felicidade. Adeus rio doce Querido eu te conheci com graça, quando cheguei a Colatina, tua ponte ia até o meio da Praça, Adeus querido doce da moreia e do robalo, talvez não te veja mais, pelo menos como eras, talvez como as velhas taperas que o tempo deixou para trás; Meus pêsames humanidade, Brasil e minas Gerais.

domingo, 15 de novembro de 2015




O Mar me emprestou  a primeira letra do Poema.
J. Norinaldo



Escrevi um poema na areia, mas o vento veio e o apagou sem me causar nenhuma mágoa, é bem melhor escrever no mar, pois quando o dedo toca a água a primeira letra lá está,  e é um “O” que aos poucos vai crescendo sem que eu saiba até onde irá. Não haverá problemas se eu quiser falar de  e principalmente de amor flor, de uma mulher ou de uma dor,  ou de uma poesia .Da flor falarei de um Buquê, da mulher me refiro a o harém e da dor falarei sobre o antídoto que alivia, e o poema o mesmo que a poesia,  Assim jamais sofrerei a esmo, não serei um crítico de mim mesmo, nem me considerarei egoísta,  ou ei de ser, por que minha obra não é vista por quem não a mereça ver. Agradeço a imensidão do mar, por ser tão grande e não negar um espaço para que eu possa escrever, e ainda me empresta a letra para iniciar que sempre será  uma só, não adianta tentar o início com um “A” porque sempre começará com a letra “O”. Talvez por o mar  é masculino, mas o “O” também é do Feminino, e no mar tem bem mais “A” do que  “O”, “A” maré, “A” onda e” A” procela, “A” pintura do mar é uma tela, “O” rei Netuno é seu soberano, mas “A” sereia é bem mais bela. “A” noite “As” estrelas e “A” lua, “A” Praia  “A” visão da deusa nua, que se veste com a espuma das marés, “A” brisa que” A” vaga balança e vem quebrar “A” onda mansa da deusa beijar” Os” pés.

sábado, 14 de novembro de 2015




O Templo Visito pelo Para Brisas.
J. Norinaldo



O templo, o tempo e o retrovisor, os que esmolam nas escadas do templo, são o exemplo do fracasso que vingou, os que estendem a mão e doam a Deus, são aqueles a quem Deus ajudou, estarão sempre olhando o para brisas estendendo as mãos nas horas mais precisas cuidando  a quem esmola pelo retrovisor. Para quem esmola e que Deus não ajudou, seu para brisas é o retrovisor, como se o presente não chegasse e o futuro se atrasou; só o passado mesmo triste, é o presente e o futuro que existe, mas as mãos continuam se estendendo ao Senhor. Vez por outra uma moeda é atirada, como uma árvore na beira de uma estrada que é vista pelo retrovisor. Pelo para brisas vejo o templo, que abriga quem ajuda o Senhor, a mão encardida que esmola, é vista pelo retrovisor, o exemplo que não deve entrar no Templo,  por ser o fracassou que vingou, até por falta de cultura, na consegue ler a escritura, mas contra ela não existe terror. O Para brisas significa o hoje e retrovisor significa o amanhã, num vi numa manchete de um Jornal, atentado em nome de Satã, pedirei perdão se for preciso; se alguém me provar de repente, que é verdadeira a História da serpente, de Adão de Eva e a Maçã. Que seja certo  que alguém possa matar seu semelhante por amor, seja este por quem for, tenha o nome que tiver, cada vez menos tenho fé no Para Brisas por isto olho pelo retrovisor. Olhe o para brisa e veja o Templo, o exemplo de imponência e de valor, esqueça-se da escada , e da mão encardida que esmola, esqueça-se da fome que assola, parte do mundo  e estenda a mão para ajudar a quem precisa,  ao Senhor;  que seu lugar no céu está garantido, quiçá não nos encontremos lá, pois já não olho o Para Brisas, prefiro dividir minhas camisas olhando o retrovisor, eu e aqueles da escada, que nada têm para dar ao   seu Senhor

quinta-feira, 12 de novembro de 2015




Covarde Rebeldia.
J. Norinaldo.



O meu único arrependimento, é ter desviado por covardia o vendaval, o medo que me deixou a deriva, a coragem preventiva entre o bem e o mal. De que vale uma vida sem ter rumo, como um fruto sem sumo como uma reta sem curva; um deserto sem  oásis e uma videira sem chuva. O arrependimento sempre vem tarde demais, e o mal  que faz não há antídoto que cure, não existe soro para o veneno injetado não existe vendaval que para sempre dure e sempre tem um barco que sairá do outro lado. A covardia deixa sempre a incerteza, se a beleza da luta não vale a pena, que fica mais lindo numa tela, a maré serena ou  o  lutar contra a procela. Minha rebeldia agora não tem valor, pois se há hora de lutar torci o leme, sem sequer saber qual era o rumo, agora como um fruto sem sumo, um covarde que diante da vida treme. Minha única valentia é a confissão, de ser covarde e mentir para si mesmo, e agora não ter a quem pedir perdão, a não ser apontar para sim mesmo. Viver sonhando com um oceano de miasmas, com barcos fantasmas que vivem a perseguir o meu outro fantasma que acredita ter a alma é viva, mesmo a deriva de um mar que já morreu.

domingo, 8 de novembro de 2015




Uma Taça de vinho e um Balaço Desfeito.
J. Norinaldo.



Uma taça de vinho e um balanço desfeito o retrato perfeito de passado e presente, o saber de escolher  o rosário do vinho, deferente do inocente prazer  do vai e vem contra o vento; a carícia da brisa e a liberdade a leveza que não são eternas, no balanço a inocência, na taça o cuidado ao cruzar as pernas. O calor provocado pelo belo rosário é como se o cenário totalmente invertido,  cada ida do balanço a frente não volta já não se fosse tão inocente, o ponteiro do tempo, não é um balanço; não tem vai e vem só anda para a frente. O Vinho inebria e faz esquecer o balaço, esquecido num canto, já velho e puído, ao desviar os olhos do rosário do vinho, e olhar para um mundo tão grande e sozinho; parece até mesmo do balanço caído, como um gnomo verde e sorridente, o tempo te mostra  o dedo em riste para a frente, como de um conto de fada saído. Uma taça de vinho e um balaço desfeito, o retrato imperfeito que em nada combina; o balanço apenas um inocente brinquedo; a taça de vinho muito ao contrário o elixir preparado para te eximir do medo... Te seduzindo com um belo rosário.

terça-feira, 3 de novembro de 2015




Flores de Mentira. Deres de Verdade.
J. Norinaldo.



Hoje eu prometi não chorar e ninguém me viu chorando, passei o dia escondido no sótão da solidão, com um velho álbum na não e um velho lenço ensopado; prometi, mas não cumpri, pensei ser forte, não sou, pensei mudar não mudei o tempo foi quem mudou. Lembrei-te quando menina, e a brisa da colina encrespavam teus cabelos, lembro quão feliz ao vê-los; não sabes, mas ainda guardo um tufo dos teus cabelos quando já mulher os cortastes, lembro-me quando mostrastes perguntando: estou mais linda? E a resposta foi: muito mais ainda do que possas imaginar. Hoje te vi a sorrir, aquele mesmo sorriso, que me levava ao paraíso que somente eu conhecia, não sabe o que sentia, mas não sabia dizer assim numa poesia o que é felicidade e prazer. Sim eu vi este sorriso e o teu cabelo cacheado, assim como um trigal dourado pelos primeiros raios de sol, vi tua pele rosada, que poderia apenas ser comparada como as cores do arrebol. Vi tudo isto pregado numa pedra branca e fria, as flores que te levei já não tinha mais perfume, te juro senti ciúme de quem estava num velho túmulo ao teu lado. Outro dia eu voltei onde tudo começou, tente correr na colina como se fosses na frente, mas o coração de repente com certeza parou; cai de joelhos e a brisa, a mesma que encrespava teus cabelos, como que inflando uma vela de um velho galeão, clareou minha visão e fez com que o meu coração começasse a bater novamente. Por que será que a vida pode fazer isto com a gente, te mandar partir frente ir à frente e me deixar delirando, desculpa, mas eu  menti, prometendo não chorar e agora estou chorando. Perdoo-me pela tristeza destas minhas últimas poesias, eu te disseque hoje foi um dia triste, mas uma vez é mentira... Tristes são todos meus dias. Desde aquele último beijo, no fim daquele triste cortejo, aquele triste caminho, até hoje sozinho mentindo como ninguém, mas  só tu sabes que naquele dia... Eu  com certeza  ali morria também.

domingo, 1 de novembro de 2015




Meu Presente é o Passado.
J. Norinaldo.



O passado embrulhado em um  papel colorido para  servir de presente de aniversário do futuro  encontra-se em algum sótão esquecido, o papel  amarelecido assim como os convites já sem cor. O aniversariante não vem, perdeu a festa e o presente e jamais saberá quanto anos tem. Só que o passado será sempre bem guardado, pois não se esquece dum presente, cujo papel pode até perder as cores, mas as dores, os amores já vividos serão lembrados como perfume das flores. Não sei por que eu gosto tanto do passado, se por vontade lá eu teria ficado, porém isto não depende do que se quer ou  o que se sente, o presente é o guardião do passado, que como presente ao futuro jamais será entregado. E os convites já com letras desgastadas e quem seriam enviados, e se presentes quais seriam as novidades? Que reação haveria dos convivas, que por certo  presenciariam  o presente ao ser aberto, Ah! Como eu gostaria de estar presente, ao ver a cara do futuro, ao descobrir que logo seria embrulhado em novo papel colorido, para servir de presente a um aniversariante sempre esperado, cujo presente jamais será recebido. Que complicado! Então falamos tanto em futuro, mas na verdade só existem presente e passado. No dia primeiro de janeiro, olho sempre  para tudo, tudo, e nada, nada mesmo foi mudado. Talvez por isto, goste tanto do passado que talvez tenha sido para mim, o único presente desembrulhado, mas recebido.

domingo, 25 de outubro de 2015






Tenho sempre a intenção de abraçar o mundo, e a impressão que meu desodorante está sempre vencido.
J. Norinaldo.

sábado, 24 de outubro de 2015




A Beleza do Belo.
J. Norinaldo.



Dificilmente eu serei belo, o belo que todos gostam de ver. Portanto eu sei que existo, mas serei visto pelo que não devia ser. Quem não é geógrafo muito pouco ver num mapa, quem julga um livro pela capa dificilmente me ver; E a beleza assim vai se estilizando no conceito da estética, não que seja uma beleza patética, pois o belo também é arte, na verdade não é tudo afinal, o pavão é belo e inútil, existe a beleza fútil e a bela cobra coral. Talvez a beleza mais bela é justamente aquela que não aparentemente vista; mas só exista depois da capa do livro, ou da precisão do mapa que indica quase tudo, para que serve um livro só com uma bela capa e totalmente vazio de conteúdo? A beleza revelada à visão, a perfeição de traços nobres ou de curvas sinuosas, olhos belos que encimam belos lábios sensuais;  podem ser como a Peçonha da serpente, a beleza de uma cobra coral, ou inútil como a beleza do pavão, que encanta os olhos mas não alimenta como um pedaço de pão; pois este existe para ser belo sobretudo, eis a capa do livro mas que não tem conteúdo. Será que vale a pena ser de imensas belezas providos, e quando abrem a boca  quem está em volta se revolta e tapa os ouvidos? Eis a história do livro de bela capa sem conteúdo, é bem melhor um  livro sem tal adorno, do que jogar tanta beleza num forno. Nunca julgue um homem pela aparecia; tenha a decência e saber quem ele é de onde vem, o que faz de bem mais de uma vez, não aposte num cavalo pelo porte, não compre um castelo sem conhecer seu lado interno, ninguém compra um terno pelo corte, mas sim pelo alfaiate que o fez. O espelho devolve o que lhe mostrado e muitas vezes a beleza está na roupa, mas ele é mudo e jamais irá dizer: quanta beleza eu acabo de ver, mas para mim  é bem melhor... Aquele que vi antes e que se veste de estopa.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015





O Vinho, o Vento e o Tempo.
J. Norinaldo.


O látego do tempo não tem tempo para desgaste, por mais que a vida se arraste pelo caminho mais longo, largo ou estreito o relho bate sem pena por mais que a morte se afaste. O espelho é o carrasco que mostra cada ferida, em cada ruga fendida na face que já foi lisa, vai riscando e não avisa, mas o espelho revela, a face  que já foi bela e o sonho do paraíso que hoje esconde o sorriso em um semblante  de espantalho. E num retrato amarelo que mostra um tempo distante como um lindo diamante que se transformou em cascalho. Viva a vida intensamente, faça pontes ao invés de muro, olhe muito mais para frente sem esquecer o retrovisor, pois pode   se chocar com o presente e não chegar ao futuro. Enquanto se espera o vinho e a videira floresce e se aguarda a colheita quando a festa  acontece a mão do tempo sobe e desce e o látego não dá sossego este jamais se desgasta só quando a vida diz basta e vem o último aconchego. O tempo nunca deu tempo para se curar as feridas quando as videiras floridas depois que a uva fermenta após a festa a tormenta de mais um tempo passado como uma pluma ao vento,  as marcas do látego do tempo na face que já foi bela, hoje o espelho revela, uma escrita sem sentido; o que foi pintado como esmero por pincel é  hoje riscado a cinzel que é o látego do tempo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015




O Seu nome é Sonhar.
J. Norinaldo.



Que me deixem tocar flores perfume e cor espargir, me deixem ser colibri por um minuto sequer, deixem o meu sonho seguir para onde o vento for; eu só quero ser feliz, me permitam, por favor. Deixem-me correr livremente pelos campos,  pirilampados de estrelas, se a palavra não existe, mas existem os pirilampos; mesmo que minha plateia sejam apenas beija flores, deixem que eu perfume o mundo como o som tirado das flores. Cada acorde que sai e como um floco de neve que cai para esplendor do monte, se quiser me acompanhar, por favor se se sente e cante; não para agradar minguem, cante o perfume que tem como um simples Bem me quer isto me fará  feliz como se o seu cantar fosse de uma flor de lis; quem ouvir nosso perfume jamais sentirá ciúme ao ouvir alguém cantar, com tanto amor e ternura o que parece loucura tem o nome de sonhar. Num sonho tudo se pode, se pode ouvir a luz, se pode cantar a cor, pode-se plantar amor e depois colher ternura, pode parecer loucura o seu nome é sonhar. Cada corda do violino florido é um ramo florescido que leva o som a lonjura, um acorde longo outro breve, como um floco de neve que cai para enfeitar o monte,  deixando alva a altura como  um prato de manjar, pode parecer ser loucura, mas tudo isto é ternura e o seu nome é sonhar. 

sábado, 17 de outubro de 2015




O Canto da Cotovia.
J. Norinaldo.



Existem aqueles que dormem ouvindo o coite uivar, têm tanto com que sonhar e acordam com o canto da cotovia, uma vida de fantasia que consigo imaginar; acordo quase sempre a mesma hora com o canto de um passarinho, que canta agitando a asa, seu relógio não atrasa o meu é que as vezes para. Alguém acorda ao som do clarim comigo já foi assim, nem por isto por isto esqueci o encanto do sabiá; e é por isto que hoje em dia, eu penso ser poesia todo dia ao acordar. Existem aqueles que nunca viram um coite de perto, nunca enxergaram um deserto, e nem imaginam um oásis em tão inóspito lugar; não gostam de poesia e eu falei em cotovia, pouco lhe importar o cantar. Existem aqueles que dormem para repor energia, o coite a cotovia, o grilo e o sabiá, e existem outros que dormem enquanto estão desperto, não lhes interessa o deserto, o coiote a cotovia, a vida ou a poesia o canto de u sabiá. Por que somos semelhantes se somos tão diferentes assim? Uns adoram poesia, acordar com canto da cotovia...Outros preferem o Clarim?

sexta-feira, 16 de outubro de 2015




Que Mansão!
J. Norinaldo.



Hoje eu passei em frente a uma mansão. Linda, realmente de dar inveja, uma inveja construtiva é claro; bem desenhada, ampla com vidros de qualidade, varanda convidativas e um belíssimo jardim. Eu conheci o seu proprietário e faz bem pouco estive em visita a sua nova morada, tão pequena, tão minguada  não singela, baixa em uma ruela que mal dá para se passar. Apenas uma janela e um anjo de cimento; ali não há campainha, pois não tem por quem chamar. Ao chegar a minha casa vi minha mulher se cuidando para abrir o portão se se atolar na lama, olhei e dei um sorriso, não é nenhuma mansão, mas tem uma campainha e alguém sai quando se chama. Todo orgulho da vida se acabará um dia para o rico, para o pobre, para o feio e para o belo, Para o morador do barraco e o senhor do castelo, então para que tanto orgulho se o destino é um só, não seremos nem pedregulho, todo mundo vai ser pó? Uns sob Lages de mármores, outros numa cova rasa, mas ninguém notará diferença se veio de uma mansão ou de uma singela casa. Depois que a cortina se fecha não haverá luz, só treva, a terra que tudo nos dá e a mesma que tudo nos leva. A lama do meu portão me trouxe tanta alegria, ao ver na minha morada singela, os pingos tamborilando nos vidros da minha janela. Como uma poesia que eu faço parte dela.



Triste Falta de Razão.
J. Norinaldo




É triste ver no passado somente um quadro velho e  borrado pela lama do monturo, ver no presente um futuro sem nenhuma esperança, mas gritar aos quatro cantos que é feliz desde criança; só ela diz a verdade porque a felicidade é amiga de confiança. Acredita que seus grilhões ao mundo sejam invisíveis, que tudo que diz é crível e decente e que a ferrugem não corrói sua corrente pela sua qualidade, aonde chega à vaidade de elogiar a tortura até adoçar com amargura a tristeza que há em si. Postular um pedestal onde jamais estará, não só por falta de méritos que a razão há de negar; mas porque teima em seguir na frente  se negando a olhar para trás, temendo ver-se sozinha sem ninguém a lhe seguir mais. Não vê a máscara que o espelho lhe revela, porque só ver o que quer ver; sorrir para o para brisas por que este é bem maior, do que o retrovisor que mostra por onde  passou, mas a frente não vislumbra jamais aonde chegará. Aquele que olha para trás e Vê um quadro borrado tem um futuro inexistente, pois este quando chegar é presente e logo a seguir passado. É por razões como essa que é triste ver o açoite na mão livre da corrente, de quem deveria estar na frente... Como tração da caleça.





Triste sonho ao Acordar.
J. Norninaldo.




Esta noite sonhei contigo, um dos sonhos mais loucos como poucos que tive.,  fizemos amor sem lençóis, sem paredes, sem limites a gritar. Jamais penseis existir algo tão grande, bem maior do que tudo, o sol as estrelas o mar tudo  que nos pensamentos existirem, tudo que não possa ser pensado, calculado penses no universo sendo apenas nossos copos a se fundirem, sem limite, sem pudor se outros seres existiam eram somente espectadores de algo até então inconcebível, tão incrível e jamais com o nome de amor. Mas eu sabia que era um sonho e que teria que acordar, mas não queria, não podia em outra coisa pensar, aproveitar cada segundo quem num sonho pode ser todo o tempo do mundo; mas não foi, acordei e com o corpo ainda frêmito de desejo, relembrei há quanto tempo não te vejo, que entre nós nunca houve sequer um inocente beijo. Por que a vida foi  fazer o que fez comigo, o que fiz para merecer este castigo, que para sempre em minha mente viverá. Para sempre, engano meu; pois o que restava de mim, ao acordar de tão lindo sonho o restava  pereceu. E tu onde estás? maldito tempo, maldito sonho, maldita morte por que não me levar de uma  vez, como este sonho que de repente em fumaça se desfez.






Deusa da Sabedoria.
J. Norinaldo.



Dos devaneios oníricos pouco sobra, bem menos que o extraído das presas de uma cobra para antídoto do seu próprio veneno. Pitonisas de um mundo tão pequeno, mas que em sonho é infinito, por isto o sonhar é tão bonito, pois nele não existe fronteira. Herdeiros de um brasão inexistente forjado numa mente doentia que os leva crer ser Atena deusa da sabedoria, ou Calíope a deusa da poesia; esquecendo o que é mitologia. Sonhos, devaneios que bom tê-los, quando acreditados sem transformam em pesadelos, e a forja novamente é aquecida; nem mesmo a mente mais convencida, que acredita ser a dona da verdade, que conhece a fundo a felicidade e que Deus é sue subordinado. Por isto admiro tanto os loucos, pois são poucos que acreditam na loucura, se são deus lhes pertence à bravura e o dom da sabedoria, de tudo que se faz e que se cria em seu louvor Apolo dedilhava sua lira, se é que o universo gira ao seu redor. Se é que o universo gira.









Soberba.
J. Norinaldo


Mascando um pedaço seco, como montanha a transpor de onde tirar forças já não sei, só morto e humilhado descerei, sem meu sonho realizar. O cansaço me leva ao delírio, a brisa me traz o odor da erva que parece alimentar a minha alma, como força que me alcança e me eleva. Não seria soberba ou orgulho, algo que vale menos que entulho, tentar o que me é impossível? Podia ter trazido o pão inteiro, mas o peso parecia assoberbar-me o corpo ingrato que minha energia consome, como alguém que vira o prato depois que sacia sum fome. Olho para baixo e sinto medo, olho para cima e me sinto fraco, o delírio já me deixa leve, como  fumaça de tabaco.  Talvez o fim chegasse ao meio, assim como seria o recheio, do feito pelo que me falta  a subir, o último naco de pão pela garganta acaba de descer enquanto eu acabo de cair. Ainda tive tempo de olhar para trás, e só então ver que a montanha era muito alta e que poderia viver muito bem se a contornasse, como faz com sabedoria o rio, sem que tal proeza lhe faça falta.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015







Encanto.
J. Norinaldo.



Existe algo em ti que tanto me encanta, mas não adianta que não sei o que. As vezes fico encantado por que tanto encanto me causa  prazer, sem na verdade saber o  que. Quiçá o teu maior encanto, se cubra com um manto para de mim se  esconder, um manto que serve de enfeite e de esconderijo como se teu corpo fosse de uma santa; sem ele serve de deleite para quem te paga e nem te encanta. Ah! Se pudesse um dia realizar só este desejo, de com um único beijo percorrer todo o corpo que é o meu encanto; mas duvido muito que o destino meu pedido aceite, enquanto despes este manto para que outro nele se deleite. Como será que seria a vida, se eu pudesse ter aquela que me encanta e não sendo santa para mim despida, e eu não sendo santo, sem saber que alguém vive a sonhar em me ver sem manto? Existe algo na vida, no entanto que me desencanta; alguém que para comigo age como uma verdadeira santa, enquanto se livra tão facilmente  do sisudo manto e em outras camas a tantos encanta. Encanto! Eu te imploro, me encanta, não canta enquanto... Por ti eu choro.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015










Uma Orquestra a Ser Sentida.
J. Norinaldo.


Ter como coral  as ondas embaladas pelo vento num violino virtuoso, penso no maravilhoso no belo ou no divino, isto para quem tem sensibilidade e não busca a felicidade como um bem ou um destino. O poeta pode ouvir a luz que paira e reflete e ao divino remete quem consegue ouvir a luz que o tom do coral conduz como o badalar de um sino acompanhando o violino no seu suave chorar. Poesia não escrita, mas que poderá ser vista pela sensibilidade o que nos mostra a verdade que beleza é poesia, escrita, ou esculpida, pintada ou pressentida por uma alma não vazia. Feliz de quem ouve o som apenas os olhos fechando, delirar se deliciando com esta orquestra ao luar. Um violino Magistral tendo o mar como coral, como um coral no mar e a natureza por fundo, que belo seria o mundo se todos pudessem enxergar.