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sábado, 24 de dezembro de 2016

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016




Semente Semente.
J. Norinaldo.



Somente a semente nascia, somente por somente um dia e flor e fruto para sempre, a semente da poesia. O fruto que alimenta a alma, acalma refresca e bem diz, a flor do jardim mais feliz, que esparge o perfume na terra, que limpa a sujeira da guerra, salpicando de polem a paz nas cartas  que o amor leva e trás, para trás de cada trincheira. Somente a semente do amor, e a mão de quem a plantou e soltou a Pomba da Paz, é como o mensageiro que traz, da trincheira alvissara e bem mais. Semente somente sem flor, é o jardim que ninguém plantou e portanto ninguém colherá, o perfume não se espalhará, sem jamais escolher fronteiras, perfumando o chão das trincheiras e perfumando as bandeiras, brancas em forma de paz. Semente somente nasceu, no Poema que Deus escreveu, no Jardim que mais floresceu, que é a terra em que você nasceu. Não deixe a semente ser somente semente, plante e colha poesia, seja feliz e sorria, sem nunca esquecer de primeiro, agradecer ao Maior Jardineiro, que este Jardim Lhe deu.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016



 
Minha Máscara, meu Escudo.
J. Norinaldo.

Ah! Essa minha máscara de palhaço tem a espessura de uma barricada, onde por detrás dela me escondo e escondo toda minha amargura. Posso te fazer sorrir, feliz jamais, pois não pode ninguém, dividir com alguém aquilo que nunca teve e nem tem. Por que sou palhaço? Quem me escolheu, a vida decerto não fui eu, mas de uma coisa sei, meu sorriso é falso, assim como a lágrima por vezes é apenas a tinta que escorreu. Certa vez em Paris, vendo a felicidade em abraços e sorrisos, olhei para meu chapéu de palhaço no chão e vi alguns pombos a catar migalhas de pão, que alguém atirara com essa intenção e me senti tão alegre por ver em algo tão simples um mar de ilusão. A vida pouco importa o meu sofrimento, por ter que fazer sorrir mas chorando por dentro. A vida importa a minha missão e enquanto gargalhadas entoam, como os pombos que voam, eu cato migalhas no chão. Não fosse essa máscara, que chamo de escudo, de um exército mudo sem orgulho ou brasão, algo que nunca quis, sob o céu de Paris catar migalhas no chão; ah! essa máscara amiga há quem a bem diga, por servir para fazer sorrir...Que triste ilusão.





Oh! Chuva Bem dita!
J. Norinaldo.

Oh! Chuva bem dita que chora na minha vidraça, não pedidndo abrigo, mas chorando comigo por tanta desgraça. Oh! Chuva tão límpida como pingentes de cristais, quando chegas a terra já não és mais; mesmo sendo lama fertilizas seu ventre e suas sementes, sacias a sede dos seres viventes trazendo os frutos que os alimenta. Hh! Chuva que lavas o sangue das chacinas, e as valas na guerra que se chamam tricheiras, oh! Água vendida, que custa a vida de quem não a paga; oh! Chuva bonita além de bem dita que a terra afaga. Oh! chva bem dita que enches os rios e os mares, que enfeita os pomares sem limites ou fronteiras; oh! chuva bem dita que até nos desertos, faz nascer palmeiras cílios dos oásis que sacia a sede do viajante solitário; oh! Chuva bem dita, que do dia para a noite mudas no mundo o cenário. Oh! chuva bem dita, eu penso sozinho, se me dás a uva para fazer o vinho, assim como a vida que existe num mangue, por ainda existe alguém que fala num rio de sangue. Oh! Chuva bem dita ora com lágrimas em minha vidraça; por favor cria em enchente e carrega para longe da terra toda desgraça.
 



Enquanto meu Barco Rugia.
J. Norinaldo.

Saudades de uma noite tão bela, em que a procela me ensinou o valor de viver, jogando meu barco como uma casca de noz, o trovão era a única voz que parecia ditar a lição, num cenário para muitos atroz, pela manhã a visão do plainar do albatroz, no voo ligeiro da fragata para nós, os retoques da tela da vida, como um quadro verde ainda escrito com a lição recebida. Imaginem quem foi o Comandante mais lembrado, na hora em que o mastro se nivelava as vagas e o barco rugia, assim como uma fera ferida, que enfrentava tudo pela vida, e era naquele momento, que a Ele elevávamos o pensamento; a Ele cuja mão nunca treme, a Ele confiamos o leme, e assim vencemos a procela, e pela manhã retocamos a tela, relembrando o antes, o durante e o após, no lindo voo do albatroz e da fragata comemorando a vida. Salve os homens do mar, que respeitam o Comandante Supremo, que sempre alcançará um remo, na hora em que for preciso remar. O mar assim como o deserto, ora plano ora cheio de subida e descida, onde o barco executa meneios, com as velas como porta seios, guarda os seios que amamentam a vida. Meus respeitos aos homens do mar, não só porque fui um deles um dia, hoje a onda que me alcança, é mansa como uma poesia; mesmo assim olhando para ela, me volta a lembrança a procela, enquanto meu barco rugia.

A foto um trabalho da amiga Valdete Matos de Cachoeirinha PE.
 

segunda-feira, 14 de novembro de 2016




Da minha Janela eu vejo a Lua.
J. Norinaldo.


Da minha janela eu não vejo a tua, mas vejo a Lua como sempre tão bela, ó Lua brilhante, sou  teu eterno amante que o sol não me ouça, tão linda e tão terna como uma bola de louça. Sem nenhum preconceito iluminas meu leito e contigo e deito e é contigo que sonho. Oh! Lua  tão linda, que iluminavas meus sonhos meninos, tão pequeninos como as estrelas distantes; ó Lua tão bela que te escondes entre as nuvens encobrindo de sombras os beijos de amantes. Oh! Lua que hoje estás bem mais bela parecendo atender o uivo do alfa que vive atrás da minha janela. Oh!  Lua que pinta essa terra de prata, e o verde da mata parece um anel, e quem já te viu lá em Alto Mar, com certeza és o hal da entrada do céu. Oh! Lua encantada do eu pequenino, dos sonhos menino que há muito se foram ficando a certeza, que tu és a mesma e não sei tua idade, mas a felicidade se curva a tua beleza. Oh! Lua tão bela que entra pela minha janela, e ilumina meu leito, onde contigo me deito, como num sonho sem fim; e nem reparas em que minha cama não  existe cetim. Enquanto te espero sob a minha  parreira, parece que vistes algum ninho na Jabuticabeira, Quão linda és  Lua, hoje sonho contigo, numa praia comigo, como uma deusa nua.

domingo, 13 de novembro de 2016






Entender para que?
J. Norinaldo.


Depois do sonho a verdade, a fria realidade que nem sempre é sonhada e de nada vale chorar e pedir felicidade se só sabe sonhar.Um homem santo vivi da sua santidade, sem sonho de felicidade ou grandeza, a natureza é sua riqueza na verdade. Um Mantra, que para muitos não diz nada, vale a um homem santo um vida inteira sonhada. Em cada sonho uma marca, em cada marca um tesouro, estigmas de correntes de ferro ou de ouro, de sorrisos ou de choro. Em cada tambor um sinal de derrota ou vitória, em cada alfarrábio uma história com início e final; em cada conversa o dueto como o bem e mal; em cada mantra uma luz que no túnel é o final. Em cada cabeça uma setença em cada dedo um anel, em cada mesa uma taça de mel ou de fel, em cada poema uma estrofe sobre o inferno ou o céu. Antes do sonho a verdade no saber também: Ha, Tá, Má, Inda, Rer, La, Na, kira, E  Daer, eu não consigo entender. Sha, Mi, ra, Rab,maile, Lik Mai, let bue la lipe, mas canto porque me faz bem. Lak, mac já, cude lê, tim ta com ji, hagade, cunatun, mac já impa, cai, nuna gê!

sábado, 12 de novembro de 2016




Se quiser eu te conto este conto.
J. Norinaldo..


E o Sol se pôs nas curvas dos mares, longe dos olhares onde poucos o viram, e as vagas distantes serenas, que a brisa tona pequenas, cenário que tão poucos assistiram. Eu que reclamo da vida, por perder a viagem sonhada, e reclamo por nada, mas vi tudo isso; as ideias de espetáculo tão lindo sem plateias sempre me levaram a pensar, se veria algo tão belo, como um por do sol sobre o mar, e quem viu sem saber descrever, como alguém que sorri para dentro, se engasgando com tanta beleza e pode morrer. Quando o céu se une ao mar, é lá que o sol se despede do dia num gesto de amor, parecendo um colibri galante cortejando uma flor. E a Lua com seu brilho suave e sereno, faz o mundo parecer tão pequeno o que pensar do eu espectador. E o meu barco se vai entre as ondas, como no mais lindo bailado, como o colibri cortejante e a flor que corresponde ao amado. Nada é mais belo no mundo, do que este por do sol, uma tela pintada pelo Criador, com as cores do Arrebol. Se você nunca viu eu te conto, cada detalhe cada ponte, num poema se poema for, para cortejar a tua atenção, fazendo vibrar o teu coração; como o colibri...Cortejando uma Flor.

terça-feira, 8 de novembro de 2016





I Dont' Love You.
J. Norinaldo.

Não! Eu não te amo! não quero ouvir lamúrias ou frases ensaiadas, prefiro não ouvir nada, em momentos assim o silêncio diz tanto. Não! Nada de pranto, prefiro mil vezes a voz do vento, ora manso, como o remanso de um rio, sim prefiro o vazio onde só caiba o silêncio que não deve ser preenchido com choros, agouros ou tristes presságios prefiro adágios verdades irônicas, que feridas crônicas que chagas sangrentas eu te peço querida. Desejo que seja contigo, como foi comigo tantas vezes na vida. Prefiro mil vezes o látego que me leva ao fragor da alma partida; mil vezes prefiro a dor sem nenhum lenimento que fingir um momento que te tenho amor. De mim, nenhum fingimento, ou falso arrependimento, por me faltar coragem, e deixar prosseguir um engano, que de loucura chamo, simplesmente pelo temor de negar, ou de te ver chorar  por ser mais fácil falar simplesmente: Eu te amo. Ou, porque não foi a primeira coisa que aprendi noutra língua...

domingo, 6 de novembro de 2016





A Trilha da Vida.
J. Norinaldo.




No final da trilha, mesmo que não sinta mais os pés e a minha camisa xadrez pese como chumbo e veja o caminho se fechar como uma porta, quero esquecer a dor das chagas, sem mais tempo para chorar, quero ignorar a longa estrada, mesmo por não poder voltar, olhar as minhas últimas pegadas, sabendo que o vento as apagará; mas tudo de bom que edifiquei, tudo que na trilha deixei; o tempo se encarrega de guardar. Se este paragrafo está grande, é que ainda consigo respirar, ainda ouço uma canção que vem de longe, e as asas de Condor sempre a plainar, em fim a linha do horizonte, parou de brincar de esconde, esconde e deixou eu me aproximar. O xadrez da camisa é colorido e os pés que não sinto sei que existem, para que os pés sem mais caminho? Para que a vida para eu sozinho? Por que o tamanho do Condor, se me contenta um passarinho, por que me importar com uma pegada, se na verdade não são nada; quando fizer parte da poeira do caminho? Ah! Como me sinto bem, ao saber que não estou sozinho e que piso onde já pisou alguém, e que todos um dia pisarão, com certeza serve para você também.

domingo, 30 de outubro de 2016





O Deserto e a Solidão.
J. Norinaldo.


Subi ao topo do monte não para buscar solidão, mas sim a calma e o silêncio para sentir que ela pode  está comigo, mesmo em plena multidão. O deserto é solitário apenas por ser um só na sua definição, as tempestades de areia são festivais de alegria cada duna é poesia e sua sombra uma bênção, e um oásis protegido é a maior felicidade do viajante perdido; não procure a solidão porque ela está em si, não a quero se a perdi versando sobre alegria, pois quem ama a poesia jamais está solitário, estando errado ou certo, na montanha ou no deserto, constrói com suas miragens a beleza das paisagens e faz o longe ficar perto. A solidão é um fardo que pesa mais que a vida, que por mais que seja sofrida vale a pena ser vivida, sozinho ou na multidão, e acreditar na beleza sem jamais justificar que tenha que dar lugar a tristeza da solidão. A sombra de cada duna é assim como um farol, que orienta  você e a tua sombra, quando queima o calor do sol. A Solidão só existe se você a aceitar, quando bate a minha porta, recebo-a com um sorriso e a convido apara comigo cantar.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016





A Corrente.
J. Norinaldo.


Entre o Rio e a Montanha há uma corrente de fato, cheiro de terra e de mato entrelaçando um poema que reboca a vida num ato no mais belo teorema. Não só poeta ver a beleza existente, mas por mais que alguém tente essa beleza descrever haverá sempre um vazio e para aquele que nunca a viu fica dificl entender. Entre o Poeta e a vida existe a dor, o prazer e a fantasia e não somente do amor ou da primavera em flor surge uma poesia; entre o poeta e o amor existe uma ponte caída e uma porteira aberta; com versos a ponte conserta e a porteira se fecha somente na hora certa. Entre o céu e o oceano existe uma distancia imensa, que diminue e se tocam sempre que o poeta pensa. Existe uma diferença que no poema vem a tona, a corrente de um rio e aquela que aprisiona, e não existe elo perdido, quando o rio é obstruído como numa poesia, e como o poeta sonha ele contorna a montanha.

domingo, 16 de outubro de 2016




Ao Mestre MÁRIO QUINTANA.
J. Norinaldo.



Eu troco um Poema por um toco de vela num pires encardido, pareço perdido numa mente insana? Não! Este toco de vela serviu de luz para Mário Quintana. Meu, sobretudo roto, faltando botões, não testemunha os serões que fizemos juntos. Por que um poema? Porque nada mais tenho, se vale a pena? É só ver de onde venho. Venho de muito longe e em minhas andanças, nas minhas lembranças, ver o Mário é tão frequente em minha mente que assim de repente me nego a crer que ele veio a escrever sob a luz de um toco de vela. O que? Hoje um palácio tem o seu nome? Pois nas lagrimas em estado sólido desse toco de vela, vejo lágrima de uma menina bela, que se jogou das alturas, era o ano velho segundo Quintana. O que será que lhe trouxe cada ano novo? Depois da luz desse toco  vela o escuro total? Não pergunto por mal, mas como? Sair de uma pensão qualquer em uma escura e suja viela para um palácio monumental; teria o Mário fugido em algum poema, do qual era o tema e ninguém percebeu? Ou o  Palácio só veio depois que morreu? Normal? Ledo engano amigo, o Mário é e sempre será Imortal! Por que tanta intimidade? Porque penso que também sou poeta e poetas conhecem a verdade e não se assustam com ela! Agora, vai aceita meu poema por esse Toco de Vela!

sábado, 15 de outubro de 2016




Fastio.
J. Norinaldo.




O Fastio de Fausto pela vida levou a um pacto com Satã, transformando o Poema numa lenda, como se numa toalha de renda estivessem  espalhadas as máscaras do louco de khalil Gibran. Louco  de esperança  vã, que  deu por falta das Máscaras que a sociedade, lhe impôs a usar para esconder a felicidade em uma simples brisa da manhã. Mal dito seja Fausto o faustuoso, pelo seu pacto com Satã e venturoso seja o Louco de Gibran; bem dita seja a Poesia e quem é feliz por mais um dia, ao acordar cada manhã. Feliz seja aquele que preenche com seu amor qualquer vazio, e que feliz seja quem quer ser feliz inclusive Fausto com seu fastio. Seja feliz enquanto há tempo, seja feliz porque precisa, atire bem longe as suas Máscaras, lembre-se do Louco de Gibran e que a manhã jamais lhe negará a brisa.



Por Do Sol por sobre o Monte.
J. Norinaldo.




Bem na corcunda do monte, onde o sol se esconde à tarde, para dar lugar a lua com sua luz maviosa que  reflete maravilhosa a luz do sol que ainda arde. Feliz de mim que te vejo e consigo conter o desejo deste meu peito  covarde, a outros olhos suave, assim como a luz da lua, que esfriam o calor das rochas, como guerreiros sutis invadem o escuro com tochas, numa guerra sem alarde. Do outro lado do monte surge novamente o dia, na despedida da lua na mais bela poesia, que devolve o lugar ao sol e as cores do arrebol banham do mundo de fantasia. Por que feliz porque vejo porque tem quem não consegue e poucos irão lhe dizer, quão belo é este momento, para que guardem no pensamento, mesmo que não possam ver. A primavera é de todos, porém  nem todos podem ver sua beleza lhes restam apenas o perfume, como taças vazias manchadas com seus  licores; mas sempre terá alguém que lhes fale com detalhes sem ciúme da beleza de suas flores. Bem na corcunda do monte independente do lado em que esteja, tanto o sol quanto a lua, indiferentes a desejos, sempre vale a pena  a espera; mesmo sem ver tal beleza que o monte exibe em seu cume que o  sinta assim como o perfume sem ver as flores na primavera.

sábado, 8 de outubro de 2016




A Última Porteira antes do Inferno.
J. Norinaldo



Sempre ouvimos e ouviremos falar sobre um inferno de fogo, escuridão e sofrimento, de cenas horríveis lamento, onde a dor não tem limites. O que não ouvimos, ou ouvimos muito pouco é que a escuridão nada mais é que ausência de luz e o fogo representa a primeira que conhecemos depois do sol e da lua. Portanto, o inferno contado e cantado nada mais é que uma invenção da mente humana usada para frear alguns impulsos dessa mesma mente, que sem limite não se sabe o seu poder. Alguns, no entanto provam um tanto deste poder, sem, entretanto saber que sua mente é quem cria, seu próprio inferno com um só caminho de ida e o de volta é fantasia. Quando tenta na vida desatar um nó, buscando a felicidade em pó ao deixar suas pegadas no caminho supracitado. Nesta estrada existem muitas porteiras, mas há uma principal, é justamente a final onde se vê que o caminho não  era como  um cajado, que no fim tinha uma curva perfeita apontando o outro lado. Para muitos não há volta, não há como acordar de um pesadelo, por mais que dê com a cabeça nas pedras, por mais que o seu sangue manche o caminho; este Ser  está sozinho, queimando num fogo sem luz que a verdadeira morte conduz, ser morto vivo é seu destino. Depressão: Abaixamento do terreno o que te faz andar mais rápido sem querer, ou até mesmo correr em direção ao que não quer. Todos nós somos passiveis a tais emoções, só não podemos recuar ante o calor sufocante que derrete a própria vida antes da ultima Porteira. Não esqueçamos: se houver Fogo haverá Luz, e que Alguém disse há muito tempo: “Eu Sou o Único Caminho, ninguém chegara ao Pai senão por Mim”. Quem lembra o Nome escreve ai.............!

domingo, 25 de setembro de 2016




Solidão.
J. Norinaldo.

O que me importa se ouço palavrões, se a felicidade vadiou entre os quarteirões, entrando sem bater pelos portões, sem se importar se eu lá estava... O que me importa os palavrões se não era o lugar onde eu morava? Se o corredor verde e encardido, de um filme incolor e sem sentido, o verde eu vira noutro filme colorido onde alguém caminha para o final, ao encontro de uma injeção letal, por um crime que não havia cometido. E a cada passo sem sentido, em direção a um final já conhecido, ao mostrar o solado da botina, num paço conseguido com esforço, de um pé ensopado de suor, como se fosse o fundo de  um poço. Infeliz condenado ainda moço, como um fosso que leva o esgoto as podridões mal consegue discernir os palavrões; jamais saberá que a felicidade vadiou entre os quarteirões, mas deixou de entrar em alguns portões, justamente onde ora estava; mostrando o solado da botina, em mais um espetáculo de rotina; neste corredor que já foi verde cintilante no final alguém espera vigilante, e espera na hora não tremer. Ah! Era um sonho e acordo para a realidade, olho e não vejo a felicidade, apenas vejo um enferrujado portão, que há muito não é visitado, a não ser pela velha  Solidão.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016




40 anos de Glória e Saudade.
J. Norinaldo.


Não! Não é suficiente ser forte, ser grande, Tampouco de aço é preciso bem mais. É necessário ter na cavidade do peito vibrando o tempo todo uma Ancora e dois Fuzis, o Brasão do Glorioso Corpo de Fuzileiros Navais para não cair de emoção com um encontro como este depois de 40 anos na Casa que nos abrigou. A emoção era quase palpável, nota-se em cada um o disfarce para não chorar, de volta a São Borja aproveitei a escuridão para liberar as lágrimas represadas durante este inesquecível encontro. Faltaram irmãos, pois ainda se não formamos um Grupamento, um Batalhão, um pelotão ou dois sempre dá para formar, pelotões de amor e saudade dos tempos áureos quando entrávamos pelo Portão a passos largos bem diferente de hoje, mas que não muda em nada , pois enquanto houver um Veterano de Pé, sempre haverá este amor ora mostrado. Muito obrigado a todos pela recepção a que tive direito, e pela sinceridade no abraço e saibam que a recíproca foi verdadeira; se por acaso não dei a atenção devida a alguns irmãos, foi porque me senti perdido no meio de pérolas raras, não sabendo ao certo qual admirar mais; porém meu sentimento estava coberto e alinhado e uniforme, ou seja, única forma, padrão, igual para todos. Um dia repleto de felicidade, que ficará na minha mente para sempre, e para sempre é muito tempo. Adssumus. Que Deus Esteja com Todos.





40 anos de Amor e Saudade.
J. Norinaldo




40 anos completos no próximo domingo se passaram desde que os Fuzileiros Navais  se despediram de Uruguaiana, deixando aqui uma herança real, além da casa que por muito tempo abrigou não um Quartel, mas uma verdadeira família que realmente descende da Realeza do Brasil; e mais aqui deixou seus Veteranos, representantes legais de um legado que jamais Uruguaiana esquecerá; os Fuzileiros Navais. Uma tropa de Elite que aqui deixou sua marca, nos rastros dos seus coturnos ou nos seus gritos de guerra em seus garbosos perfis; nos filhos que daqui levou para conhecerem o mundo, e os devolveu mais amorosos que nunca com a Pátria em que nasceram. Hoje restam as saudades dos tempos áureos da vida, daqueles que já partira; daqueles que tem na frente da sua tumba a Ancora e o Fuzil, brilhantes como o ouro, sabemos que seu tesou foi defender o Brasil. Hoje em Uruguaiana como o céu está em festa, em cada abraço amigo, soa um grito conhecido pelo qual sempre nos guiamos: Ad-ssumus. Ou Aqui Estamos! E assim sempre será, pois ninguém foi Fuzileiro, e sim sempre será. Poderia muito bem aqui escrever os nomes que me lembro daqueles que já partiram, hoje não dá, não é dia de chorar, portanto vamos lembra-los como se aqui estivessem, e acreditem estão; porque Deus é Bom o tempo todo, O tempo todo Deus é Bom. Servi em outros Grupamentos, dois Batalhões e outra OM, mas seria inútil negar, que uma verdadeira família conheci neste lugar, bem na esquina que ia para Vila, ficava minha Seção, nossa querida PXL a mais unida Estação, aos CNS ai presente um  73/ODU e aqueles que estão ausente também. Eu compus quiçá uma canção ainda não musicada que lembro começa assim: “Veteranos Fuzileiros a Pátria sabe onde estamos nosso Pavilhão tremula ao vento que vem do Mar”. É verdade, se hoje já não vamos a alto Mar, o Mar vem até a nós através do pensamento, das lembranças de momentos que jamais serão esquecidos até quando chegar o desembarque final ai veremos todos esses momentos felizes, não só em Marataízes em Vieques ou coisa assim, quando novamente irmanados, marcharemos lado a lado cantando um Hino de Glória e povoando a História de um Brasil tão amado. Tenho guardado comigo ainda uma lembrança, uma velha e puída camisa que lembra o tempo da elegância que desfilava nesta cidade, pois além do dever havia a vaidade que também não era esquecida. Não vamos cantar parabéns, pois hoje lembramos uma partida, como alguém que se foi e não mais voltou, isto são coisas da vida, porém jamais será  esquecida a Casa por mim a mostrada, pois aqueles que por ela foram acolhidos vem hoje reconhecidos relembrar o seu passado. “Grupamento, Agrupamento, que agrupastes tanto amor o tempo vai e o tempo vem, tu jamais serás tapera, pois estarás para sempre no Coração de Alguém.” Quando partiste daqui tenho certeza que ninguém comemorou, fui do último contingente, e sei que muita gente chorou. Queria pedir a todos que estão neste dia presentes nesse encontro grandioso que na hora do abraço ao invés de um sejam dois, um dedicado aqueles que com certeza não estarão ai de corpo presente, mas nunca saíram e nem sairão de vossos corações; tenho a certeza que cada um sentirá no segundo abraço a presença de todos eles. ADSSUMUS! E que Deus Esteja convosco e com aqueles a quem amam, hoje e sempre. 40 Anos, e me parece que foi ontem...

segunda-feira, 19 de setembro de 2016




O Cheiro das flores.
J. Norinaldo.




Trôpegos, hilários ébrios loucos, que aos poucos povoam este planeta, sôfregos, sofredores ansiosos; preguiçosos na arte do saber, buscando no fácil a sapiência sobrepujando simplesmente a inteligência; como um portal descartado no porvir. Zumbis que a vida não despreza, mas que não pesa na balança aferida, pois não reza nenhuma prece preferida, daquele que prega humanidade, vestido de ouro e vaidade e não tem o céu como limite. E quem zomba da poeira da estrada, cheirando o pó que dela nasce em forma de folha ou de flor, são os trôpegos, hilários, ébrios loucos, que aos poucos trocam o mundo real por pesadelos, e que nem o desprezo mais quer vê-los e a vida lhes dedica o desprezo mais profundo. Depois contam tristes seus pesadelos, e os transformam em forma de conselhos já sem créditos ou força no dizer, ou rezar sua prece preferida por ter buscado no falso prazer, um meio de fugir a própria vida. E no fim um cortejo conformado, segue aquele que em vida não se amou, portanto não deixa de herança amores, enfeitado por estranhas flores, diferentes das que em vida  cheirou.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016




Denúncias.
J. Norinaldo.



No auge da luxúria do desmando, com a mentira convicta no comando, quando o ônus da prova é o cargo que sem embargo vomita como voz, a nós simples mortais da poesia, cabe a denuncia não vazia e aceitar a verdade sem protesto, o resto o que for só ilação, que se coloque sob o tapete da razão e que o Juiz Maior de a sentença do aresto. Não cabe por fanatismo o Julgamento, sem a certeza só por convicção, enquanto sabemos que tantos delatados, pululam por ai sem punição; quem deve, deverá pagar  pelos seus erros, mas isto sem nenhuma distinção; ou a luxúria do desmando inundará com seu gozo esta Nação. Nação cuja história verdadeira, sem fronteira e sem bajulação, apesar do orgulho que nos causa, foi a última a abolir a escravidão; não vamos ter novamente pesadelos com corrente, e que corrente seja o sangue em nossas veias, e vamos replantar toda semente da Liberdade que tu Brasil, esperas e anseias. Não vibremos com um pano enfeitado, não queimemos jamais nossa Bandeira, não sujemos com nosso sangue a areia; Mantenhamos este Símbolo em nossos corações e cadeia para todos os ladrões, mas com provas e não convicções.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016




O Valor da Beleza.

J. Norinaldo.




Quem valoriza a beleza não necessita de espelho de elogio ou afago, basta uma sombra ou um lago, ou mesmo um muro coberto de musgo e limo, a beleza é como arrimo e ancora onde há valor, quem é belo e não se preza, despreza um dom que a si foi dado que não só o espelho revela; a beleza não se encontra no monturo e é vista até em um muro, sem brilho e onde até o musgo pesa.




NEW YORK MY LOVE.
J. Norinaldo




Olhando a imensidão desta bela cidade, tenho a impressão que a felicidade, é feita de aço e concreto; por certo estou errado, não pode  ferro e cimento depois de tudo empedrado virar sentimento. E esta bela Avenida, onde parece que a vida, passa para depois virar passado; por certo, eu estou errado. Vejo tantos arranha céu e pontes e vou deixando a vida me levar, só que a vida me leva hoje bem mais devagar do que levava antes, às vezes tenho a impressão de estar há muito parado, por isto mesmo confirmo que só posso está errado. E o Rio que corre manso, ao lado do imenso mar salgado, enfeitando sua manhã, conserva a mesma doçura,  provando-me  pouco a pouco, que nada sou além de um  louco, como foi  o louco de Khalil Gibran; que por coincidência também viveu aqui na Grande Maçã. Ainda é só um sonho e não realidade, quem sabe a felicidade, sempre esteve comigo sem eu perceber, que sonhar é o mesmo que ver sem ser preciso tocar. O mar é o mesmo mar, os rios todos são iguais e sabemos onde vão parar, meus sonhos seguem sempre para a Grande Maçã; será que sou o ladrão das Máscaras do Louco de Khalil Gibran? Eu sonho e se Deus quiser, em breve dentro de alguns dias, escrever para ti umas poesias, bem  ali na Times Square!

segunda-feira, 5 de setembro de 2016




Bandeira, Pano e engano.
J. Norinaldo.




Jamais queimarei minha Bandeira, pois teria eterna azia na alma e uma mente conturbada, que mal  me fez a Pátria Amada a não ser me dar seu chão, para que eu plantasse o trigo e nunca me faltasse o pão; a Pátria não escolhe os filhos como não escolhemos irmão. Toda beleza que existe como a mais bela obra de arte e dela eu faço parte e é claro como em qualquer canto, que você viva ou passe aqui não é um celeiro de santo, é como a erva daninha que ninguém planta, mas nasce. Queimar a nossa bandeira diminui o seu valor, falo aqui de quem queimou e não do que foi queimado, veja quem será lembrado, quem queimou na história não fica rastro, mas tremulará nos mastros o que vilipendiou. Quando nos mares da vida, longe de tudo e do lar, feliz ficava ao avistar em outros mastros hasteada, a Bandeira ora queimada como o lenço de uma mãe ao mundo sendo mostrado. Quem queimou nossa bandeira, queimou apenas um pano, pois quem é brasileiro e ama este torrão, nossa Bandeira tremula dentro do seu coração. Por não gostar de alguém que não gosta de mim também, não  queimo sequer um trapo, não será qualquer farrapo que sério ou por brincadeira ou por nada, me faça desonrar minha Bandeira Símbolo da minha Pátria Amada!

terça-feira, 30 de agosto de 2016




Cada Caminho Um Poema.
J. Norinaldo.



O teto deste caminho é a abóbada do universo, e cobrirá mais caminhos que as estrelas existentes, e mudará vestimentas como uma noiva se diz; por vezes um  manto negro, outras  vezes branco como um lápis de  giz, olhando para ele oramos pedindo para ser feliz, acreditando que ali está o Deus que amamos. O caminho leva a Roma todo mundo sabe disso, é um ditado tão velho ouvido no passadiço, dos primeiros galeões dos navegantes fenícios. O sol não está presente, pode surgir de repente não menos belo por isso, um rei não tem compromisso e vem à hora que quer e logo dá seu lugar a mais brilhante mulher que ornamentará este teto, construído pelo Maior Arquiteto como o próprio poema diz, olhando para ele oramos implorando ser feliz. Feliz de quem num caminho assim veja a beleza num todo, e não apenas capim e lenha para o fogão, e olhe sempre para o chão, e ao invés de felicidade peça apenas perdão. Embora na alma doa para pedir a quem perdoa com sinceridade no coração e sem nenhuma hipocrisia devemos olhar para o teto e encarar o Arquiteto e não olhar para o chão demonstrando covardia.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016




Sol, o Maior Voyeur da Vida.
J. Norinaldo




Tímido surge o sol por entre nuvens, como temeroso o Voyeur se chega à fresta, como a brisa apenas faz tremular a chama de uma vela, como o pintor que duvida do valor da sua tela; o quão túmidos ficaram os seios da moça bela, pintada ao sabor do pensamento passageiro; o mesmo vento que carrega para longe as nuvens, deixando o sol se apresentar por inteiro, apagar a vela, mas não a festa, e o Voyeur finalmente em sua fresta decepcionado com a visão de um celeiro. Diferente do Sol sempre presente, podendo até não ser visto como o vento, que apaga a chama da vela e ao emproar outras deixa atrás de si a procela; ou do pintor que duvida do valor da sua tela; a vida pode para uns, ser muito triste e para outros muito bela. O sol estará sempre presente, doravante como as vela que ajudam a navegar emproadas como os seios túmidos da moça bela, ou o farol que orienta o navegante. O Sol é um só indiferente, se entre a vida, o pintor e o voyeur há diferença, se o navegante necessita sua presença, tímido ou exposto totalmente. Tenho dúvidas, quanto a tela preferida, a poesia ou outra coisa querida, mas maior de todas as minhas dúvidas...Seria o Sol o maior Voyeur da vida?

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Parabéns Rafaela.
J. Norinaldo



Rafaela Silva, Silva Simples sem E Silva, oriunda da Cidade Deus onde o Silva predomina entre os seus, onde o deus nada lá tem de sublime, e quem olha de longe só ver crime; Rafaela hoje nos redime e leva a quem tem sentimento ao choro, como há muito não se viu na conquista do primeiro ouro do Brasil; és hoje Rafaela nossa Diva, com a tua simplicidade de Silva e uma medalha de ouro no peito e um feito que a história do país não esquecerá; e teu exemplo retumbará em outras cidades diferentes da tua, pois existem muitos talentos na rua, onde o último a dormir... Apaga a lua. Rafaela, a notícia se espalha pelo mundo inteiro; que o  brilho dos teus olhos e da tua medalha, é o maior orgulho do povo brasileiro. O lugar mais alto do pódio e o choro e os aplausos são só teus, e meus também, parabéns a cidade de Deus, parabéns a tantos Silvas que este nosso Brasil tem.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016




O Mar, o Vento e o Meu Pensamento.

J. Norinaldo

Quando as palmeiras se curvam como a reverenciar o vento me volta neste momento o grandioso oceano onde eu dia singrei e continuo singrando mesmo que em pensamento. Nas noites negras soturnas nas minhas rondas noturnas  nos sonhos longes e perto lá no porto de partida, como se estivesse num oásis no maior deserto da vida. Quando a onda chega à praia como um vestido de noiva feliz pelo casamento, e as palmeiras eretas balançadas pelo vento cantam uma linda canção que repercute na areia, para velhos marinheiros era o canto da sereia. Ah! Que saudade que sinto às vezes quem chora e não mente, quando sentia saudades do continente tão longe de onde estava, de onde me embalava com o vento que ora curva as palmeiras como se fossem as bandeiras que enfeitavam meu navio, mensagens que poucos entendiam não importam o que diziam, não eram escritas ao leu, pois eram lidas do céu e isto a gente sabia. Por isto a confiança quando surgia a procela e estufava nossa vela como os seios de uma musa, a correria confusa  para salvar o navio, e honrar nossas bandeiras fazendo calor ou frio sem importar o momento era sempre o mesmo vento que que ora curvam as palmeira. Sinto saudades, dos golfinhos das baleias e do canto das sereias que existiam em meu pensar; sinto saudades de tudo, sinto saudades do mar e da escondida talude, ah! E da minha juventude que ousava enfrentar o vento que enfrentam as palmeiras, são saudades verdadeiras como verdadeiro é o vento, ligeiro sei é verdade, mas para minha felicidade menos que meu pensamento.

domingo, 24 de julho de 2016




Os Feios e os Loucos Também Amam.
J. Norinaldo.



Ele era extremamente feio, mas tinha muitas canetas, e rabiscava o tempo todo até que algo surgia, ele sempre dedicava a Sofia qualquer  figura que sobre o papel nascia; não sabia desenhar, mas seu esforço valia, valia a pena sonhar que era um quadro tão belo e tão raro, que se tornaria tão caro, que ninguém o compraria. Mas ele era muito feio e isto não mudaria, o que pensava Sofia ele também não sabia; aliás, sabia pouco além de suas rasuras, além das suas figuras, mas que muito lhes dizia; justamente porque, eram dedicadas a Sofia. Até que um dia suas canetas sumiram em, uma linda manhã, e diferente do louco de Khalil Gibran, o homem feio enlouqueceu; e com as unhas a parede corroeu, fazendo rabiscos com seu sangue que escorria, sorriu e dedicou a Sofia a mulher que tanto amava, mas que não a conhecia. Pobre homem feio e louco e se tudo isto fosse pouco a maldade para saciar sua sede e aumentar os seus medos, devolveu-lhe as canetas, porém o homem feio e ora louco já não tinha mais os dedos, mas por ser louco não sofria seus dedos ficaram na parede como a pintura de um mestre, ou algo rude rupestre em homenagem a Sofia; e o mais louco em tudo isto...Ele nem a conhecia.

segunda-feira, 18 de julho de 2016




Eu Te Entendo Meu amigo.
J. Norinaldo



Eu não posso te prometer o que me pedes em nome da humanidade, não precisas me dizer que não fazes mal a ninguém; tantas histórias de bondade têm ouvido que até dispenso essa tua ladainha. Só posso falar em meu nome, sou quase tão pequeno quanto és, quiçá não valha a metade do que vales, e nem sirva para lamber os teus pés. Sei que o que pedes é tão pouco, num mundo louco onde o ódio ditas as leis; tuas bondades invejam e queriam ter, por mais forte e mais potente, atacas apenas para te defender. Sei que lambes as feridas de quem segues, sem orgulho, soberba ou fingimento, também sei que não ligas para raça e que o amor é teu único sentimento. Lamento tanto pela minha covardia, de não lutar para que não te façam mal; como dizer para toda humanidade, que cada um de nós é um animal. Sinto-me forte quando estás nos braços, na certeza de que não corres perigo; sei que não finges s vês em mim um grande amigo; Deus existe e ele tem que está aqui, toda vez que um ser insano sem motivo te ferir. Eu ouvi tudo que me pedes, lamento tanto não poder nada fazer, ou  fazer tão pouco, tão pouco por você.

quarta-feira, 13 de julho de 2016




Que Saudade do Mar.
J. Norinaldo



Não me faltam pedaços, mas me sobram lacunas como velhas escunas jogadas num matagal; quem nasceu para navegar deveria no fim afundar e embalar seus destroços, como prêmio por todos os esforços, feridas em pedras, mazelas, retratadas em coloridas telas por quem nunca navegou. Triste servir como lenha a aquecer a quem venha de frio sofrer, a mão que ora treme antes firme no leme e o olhar no horizonte e um vinco na fronte na incerteza do mar. Não faltam arestas, mas me sobram frestas na alma que se finge calma e em fim conformada em ser nada depois de ser tanto, e aguardar a morte depois de ser forte e desdenhar do pranto. Não me falta um abraço, mesmo que falso e interesseiro, não me faltam amigos e nem os conselhos do meu travesseiro; o que será que me falta que sinto e não sei, ou talvez saiba, mas prefira esquecer por um pouco de paz; o que já tive tanto e que se foi com o vento exatamente o tempo que não tenho mais. E o que resta de tempo, antes tão lento, hoje  ligeiro demais e por mais que tento com meus passos curtos estou sempre para trás. Só quem já navegou e se viu longe do mundo, apenas céu e mar, pode imaginar e se colocar no lugar de uma escuna, jogada no mato sem água por perto para se balançar, ou ouvir o estalar da sua madeira em uma fogueira sem nenhum ritual ou algum sentimento e as cinzas ao vento que antes emproava o velame e enfrentava a procela; hoje apenas chamas, que rasgam na noite lacunas e fendas como escarlates escamas de um dragão das lendas.

segunda-feira, 11 de julho de 2016




Como Seria seu Rosto?
J. Norinaldo.




Nossa! Parece que foi ontem quando eu ainda sabia sorrir, quando ainda sonhava com aquela linda menina; tão meiga, ainda lembro o prazer em vê-la de longe, mas vê-la eu ainda sabia sorrir, não para ela, mas pensando nela que na verdade nunca pensou em mim; mas eu tinha o prazer de sonhar e acreditava nos meus sonhos; quiçá se juntos ficássemos não seriamos felizes, mas ela não me quis, nunca o disse por que eu também nunca perguntei; claro sabia a resposta de cor, e o pior sempre preferi a dúvida, por menor que fosse havia, pelo menos na minha cabeça e eu sorria. Hoje ninguém me vê sorrindo por que não sei sorrir, a menina que existia não existe mais eu ainda existo, mas sem saber para que; por que você foi morrer e por que fui esquecer suas feições; lembro-me de tantas coisas que antes de te conhecer aconteceram e não se foram com o tempo, mas seus rostos não consigo me lembrar; talvez seja melhor assim, imagine que hoje já não fosses tão bela para mim, conheci tantas mulheres, tantas meninas e se você estivesse aqui, será que eu voltaria a sorrir? Será? É parece que foi ontem, mas não foi, faz muito que para mim apenas o tempo conta e quando me dou conta o tempo já passou. Vivo tentando lembrar suas feições sem saber por que, será que o direito de sonhar é um privilégio ou para muitos não passa de um castigo, comigo tem sido assim. Sonhar, viver de sonhos, uma vida inteira como vivi e bem antes do meio do caminho parou de sorrir. Hoje, um olhar distante, perdido entre o nunca e o nada, buscando em cada tela, o rosto dela e para que? Para sofrer, mais, bem mais do que já sofri, desde que esqueci as suas feições e nunca mais sorri. Não invejo quem sorri, não sei mentir, não invejo quem não precisa buscar num passado distante, um rosto, um semblante que o tempo fez esquecer; quem sabe por compaixão, o tempo não deixe hoje que me lembre sua feição; por isto choro e não minto, ela é para mim  como o vento, eu não o vejo, mas o sinto. Sabe, uma noite, sonhei e vi teu rosto, refletido num vinho derramado sobre uma toalha púrpura como um belo por do sol, mas como ondas de um mar de aflições, eu não conseguia distinguir tuas feições; acordei e mais uma vez chorei, já que a muito já não é mais sorrir.

quinta-feira, 30 de junho de 2016




O Meu Paraíso.
J. Norinaldo.



Feche os olhos por um instante, tente esquecer tudo que existe, aproveite o negror da escuridão e escreva com letras de luz, tudo que você deseja  que existisse, desenhe o mundo no qual você sempre sonha viver. Abra os olhos  e procure ver, que este mundo existe é só você querer, acredite nisto e simplesmente vá viver. Entenda que a dor é necessária e que as estrelas estão onde sempre estiveram, mas a noite existe não somente para que possamos vê-las e não tenha medo da escuridão, pois sem ela a noite não seria bela como uma deusa nua, e não sobressaiam dela a beleza das estrelas e da lua. Feche os olhos e tente novamente; não desista nunca deste sonho lindo, pois o Paraíso somos nós que fazemos; muitas vezes em sonho quando adormecemos, quando desperto nos decepcionamos, quando abrimos os olhos e não vemos, o que em sonho vimos porque não sabemos que há diferença entre enxergar e ver; evite ficar muito tempo de olhos fechados, se não sabe o mundo que realmente quer, se não ver beleza em torno de si,  ao menos saiba que a única certeza que se tem na vida, é que um dia se fecharão para nunca mais se abrir.

domingo, 26 de junho de 2016




Quando o Covarde se Agiganta.
J. Norinaldo




Como espectros finais de uma hecatombe, que se arrastam putrefatos e acéfalos, contentando-se cm o direito de arrastar-se, como um ser nauseabundo,  divulgando as noticias dos rodapés do jornal mais vagabundo; sem nenhuma condição de emitir algum conceito mesmo entre si, pois a elite do mundo apenas patrocina para ri de tal panfleto. Com direito a revolta e a um pão, leva qualquer bandeira na mão e grita o que o patrão mandar; sem, no entanto poder dele se aproximar nunca ao seu lado, nem mesmo para ser pisado, se não for para gritar não terá voz, pois o covarde tem que ser pisoteado e ainda mostrar as gengivas ao algoz. Oh! Deus da covardia que aos gritos deixava tantos ao meu lado aflitos, conseguindo plantar em suas mentes, seu gritos afundaram tanto as sementes, que em fim vingaram e são colhidas, de árvores podres e sem vidas, ideias retrógradas e carcomidas seus gritos e palavras por mim também foram ouvidas, mas jamais lhes dei algum valor, como fizeram as tais  almas aflitas que hoje pensam que pagam como um grande favor. Não nasci para estribo ou pedal, jamais usarei freio ou buçal; enquanto vida tiver lutarei por liberdade, mesmo que com isto favoreça algum covarde; se já não tenho mais força para o fuzil; nem por isto hoje  sairei de cena, preciso somente de papel e uma pena para defender o meu Brasil.

Remendos da Alma

J. Norinaldo

Hoje eu sinto saudades do tempo que era inocente e acreditava em tudo porque não sabia nada;  quando dormia em jejum e sonhava com comida, hoje quiçá saiba menos, mas adquiri um defeito o de me achar com direito talvez de não ter nenhum. Hoje eu sinto saudades e me lamento a esmo, sem saber que é loucura ter saudades de mim mesmo; talvez me digam sorrindo que sou o que sempre fui e eu finja que acredito até por conveniência, isto nada tem de inocência e nem de sabedoria, a saudade não é nada, é como a madrugada que se acaba com o dia. Mas tenho uma certeza já não sou mais o que era, e não culpo a natureza, já fui uma fortaleza e hoje sou uma tapera. Isto acontece com todos, pois o caminho é um só, pois o final é o mesmo e o destino é o pó. Mas se a saudade não é nada, apenas uma madrugada que se acaba com o dia; por que a sinto tão forte estando o sol a pino, sempre que vejo um menino mesmo triste e maltrapilho; ouço o apito e vejo o trilho de um trem quem vem do passado que o velho não esqueceu; este menino sou eu bem vestido hoje me vendo levando uma vida calma, mas que não cabe mais remendo nas vestes da minha alma. Não sei por que é fui crescer, coisa que tanto queira, se pudesse eu voltaria, seguindo o trilho do trem, que é o que hoje é saudade também, mas de repente como uma luz que na velha mente se acende, e como se no velho trilho na carreira, lembrando Ascênio Ferreira diferente ao poetar: “Vou Danado Pra Catende, vou Danado pra Catende”...Sem vontade de chegar.



Meu Mundo Sonhado é Uma Camisa de Força.
J. Norinaldo.


Eu quero um mundo onde os caminhos se encontrem, e os homens se abracem por cultura, que não exista caçada numa Olimpíada de uma onça a ser só fotografada. Eu quero um mundo onde existam muitas Jumas, e que as jubas jamais servirão de tochas, ou jumas de garotas propaganda, eu quero um mundo que eu saiba quem nele manda e que não é nenhum tirano ou impostor; eu quero um mundo onde os caminhos se encontrem e os homens neles encontrem somente amor. Eu não posso querer a Juma de volta, mas me revolta tira-la do seu habitat e lhe dar nome e status de rainha, mostra-la ao mundo numa pose de princesa, e logo depois uma carniça de tristeza. Eu quero um mundo com uma olímpiada cultural, juntamente com a que existe normal, que o que se acrescente seja amor, amizade e mais nada; que não seja acrescida de Tourada para satisfação de parte de uma humanidade sádica, que está levando a terra à condição trágica do abismo como última solução. Vamos deixar  os Leões e Onças onde estão, já que não temos a mínima condição de tomar conta da própria humanidade, deixemos que a Natureza seu verdadeiro papel assuma, para depois não tentarmos justificar; que não deixamos um ser faminto caçar para matar a fome em suma, mas exibimos ao mundo a Morte Cruel da Juma. Eu quero um mundo onde todo homem em fim me ouça, na verdade o que eu quero mesmo... É uma Camisa de Força.

domingo, 19 de junho de 2016




Se eu te Dissesse.
J. Norinaldo.



Se eu te dissesse assim de uma só vez, como uma cascata de palavras, claras puras cristalinas tudo que sinto por você, assim de repente, saberias o que me responder? Se eu te dissesse o quanto tenho sofrido, o quando tenho morrido mesmo parecendo viver, que já não choro escondido com mede de alguém me ver; tudo isto de repente, saberias o que me responder? Se eu te dissesse o porquê que ainda não te disse, quiçá você até risse, pois é medo de te perder. Eu sei e você sabe também, ninguém perde o que não tem, mas eu prefiro não saber. Se eu te dissesse que no recôndito do meu ser, eu sonho ainda te ter nos meus braços a me dizer nem que seja por instantes, por que não me dissestes antes, antes da gente envelhecer. Se eu te dissesse que o poema que fiz pensando em te ofertar, eu já não sei onde está e sequer o decorei, que já me esqueci de quantos jardins plantei, que com lágrimas reguei e para ninguém eu dei por eram para ti. E se eu te dissesse que o que sinto por você, e se me deres uma chance não sei mais o que dizer? Vez por outra, muita coisa da minha mente simplesmente some, outro dia quase morri de susto ao esquecer o Teu Nome...

segunda-feira, 13 de junho de 2016




Como dizer que te Amo se você não me Ajudar?
J. Norinaldo



Eu não preciso nem pensar, para responder que sim, sei que respondo por mim, mas não vou me demorar, medo que mude de ideia, espero que não vá mudar. Meu sim é definitivo e jamais haverá motivo para te decepcionar. Podemos comemorar, mesmo com o sol escondido, deve estar arrependido por não assistir esta cena, ia ver que vale a pena dizer sim ao invés de não, um sim cheio de paixão e vontade de amar, de correr e de gritar para o mundo todo ouvir, ô mundo eu estou aqui, sempre aqui no meu cantinho, de novo falando sozinho, sem ninguém para me ouvir. Hoje a vi novamente em frente ao seu jardim, mas parecia um jasmim com sua pele rosada, passei sem lhe dizer nada e nem sei se olhou para mim; senti seu perfume no vento que perfumou meu sofrimento que me trouxe até aqui.  Imaginei-a corando ao me perguntar de repente como será que se sente alguém ao dizer que ama? Como eu iria responder uma pergunta assim, se só consigo dizer quando está longe de mim? E aqui no meu cantinho nem parece que estou falando sozinho, mas se ela me perguntar, se a amo, não precisarei pensar, de tanto que tenho ensaiado nada pode dar errado quando eu responder que sim; como acabo de fazer, pena que ela não vai saber, pois estou falando para mim.



Plágio além de crime é Triste.
J. Norinaldo


Devagar e divagando divulgando o que puder, parafraseando o que entendo e errando o que não souber, navegando onde enquanto livre e oceano houver, guiando-me pelas estres enquanto meus olhos possam ver, me escondendo da artrite para que com os dedos digite o que desejo escrever. Com a desculpa do inconsciente plagiando sem patente algo que já se escreveu; levando com ironia, algo que meu bisavô já dizia nada se faz tudo aqui se copia. Mas não há cópia sem arquétipo, portanto houve alguém que fez, ou tudo é cópia de que se não houve a primeira vez? Não me eximo de culpa de divulgar divagando, devagar quase parando algo que encontrei feito, aparei alguma aresta, tapei fresta dei um jeito, com uvas desgarradas, fui juntando  fiz um cacho feliz assinei embaixo o que importa é o elogio, mas depois um calafrio que atordoa e atormenta como a tormenta e o frio, a consciência é severa e sabe que de vera, nada surge do vazio. Por isto a simplicidade é meu modo de viver, assim  com como de escrever, apesar de não ser simples esse tal jeito de ser, mas tem uma grande vantagem para quem souber usar;  é bem mais simples aprender do que o dever ensinar.

sábado, 11 de junho de 2016




Apagando o Quadro Negro: Até um Dia Mestra.
J. Norinaldo.


A cada passo uma marca, em cada pegada uma certeza que é a única sabida, chegar ao final da estrada e nela o final da vida. Às vezes a estrada é longa e alegre ao ser percorrida, se chega ao fim sem cair, outras vezes em cada curva uma caída. O importante é viver sem pensar quando chegar, cair e se levantar, ajudar alguém caído sem pensar ser socorrido sempre que precisar, aprender se levantar enquanto forças tiver, procurar ficar de pé como um Ipê no outono, sem folhas, flores ou fruto até o derradeiro sono. No caminho não esquecer jamais de colher o fruto necessário sabendo que alguém vem atrás, não beber água demais e verificar sempre se existe mais por perto, pois alguém que vem atrás pode bem vir do deserto. A vida é a professora que ainda usa o castigo ao aluno não aplicado, mas também é uma orquestra, regida pela batuta do tempo, tendo como músico o vento, que alivia o sofrimento de quem na estrada cai e lhe ilumina o pensamento a recorrer a um Pai, Onipotente e Eterno que seja outono ou inverno não nos esquece jamais. Há pouco fui avisado que alguém por mim amado chegou ao fim do caminho, última curva da vida, mas que jamais será esquecida pelas pegadas profundas que deixou pelas estradas das belas coisas oriundas beneficamente ensinadas. E que são e sempre serão replantadas, regadas vigarão, como o Ipê no inverno, seu saber será eterno como o caminho que fica, como cada árvore que frutifica e alimenta o caminhante que busca o fim da estrada, pois caminhando ou parada a vida segue em frente, ninguém ficará para semente pois é isto que se aprende, quando ainda nem se entende... Que nada é para sempre.
Minha Primeira Professora, meu primeiro Amor.

sexta-feira, 10 de junho de 2016




A Minha Primeira Professorinha, com Carinho e Saudade.
J. Norinaldo



Esqueci-me de muitas coisas que por este mundo vivi, se me perguntam quem sou, eu não sei já esqueci; a primeira namorada quem diria já não lembro, o nome do primeiro amigo, ou do primeiro desvio, nem mesmo sei o prefixo do meu primeiro navio. Esqueci meus guardas chuva, quantos parreirais  já vi, não lembro as marcas dos vinhos que pelos portos bebi, não lembro todos os portos que pelo mundo conheci; mas existem coisas na vida que por não haver sucessoras, uma é a própria vida, a maior das professoras, outra é Cachoeirinha e entre elas D. Joaninha, aquela que há muito tempo, segurou a minha mão para me tirar da escuridão da tenebrosa ignorância; e me falar pela primeira vez no valor da  importância. Hoje o céu foi enfeitado com bandeirinhas e balão, para receber D. Joaninha, não com um cetro de Rainha, mas com um lápis e um giz na mão. Agradeço-te o que sei hoje e o que pude transmitir, dedico-te Professora tudo de bom que na vida escrevi; se esqueci a namorada, isto não quer dizer nada, seria sim ingratidão, esquecer a precursora a primeira professora que me livrou da escuridão. Sempre me lembrarei de ti enquanto vida eu tiver e esteja onde estiver da  mente jamais  me sai, e sempre agradeço ao Pai por esta lembrança minha, aquela vila encantada e a primeira Professorinha. Primeiro me destes a luz e depois de deste o Pão, quando me estendestes a mão ali no Alto da Cruz numa Escolinha Rural, hoje eu rogo a Jesus que Te Receba no Céu como uma bela guarda de honra sendo Ele o General. Por tudo que eu te devo, por me mostrar o caminho, que depois segui sozinho, mas sempre olhando para trás, e pensando que jamais seria o pouco que hoje sou, pode ser pouco para muitos, mas mesmo eles todos juntos não troco por teu Amor. Adeus Minha Professora, Adeus Minha Protetora e por que não Adeus  Meu amor, Adeus minha primeira professorinha, Adeus querida Princesa que hoje faz com que uma nuvem de tristeza paire sobre Cachoeirinha. Não sei se fui bom aluno, isto também já não lembro, nem quantos Sete de Setembro contigo eu desfilei, mas te Juro Professorinha, que ainda me lembro de desfiles até internacionais, sem com certeza jamais...Esquecer de ti e da Nossa Cachoeirinha.

terça-feira, 7 de junho de 2016


Amor e Ódio
J. Norinaldo


Eu odeio o ódio que envenena meu coração, que pesa nas asas da minha imaginação não me deixando voar para poder enxergar tudo de belo que existe. Eu odeio a tristeza que torna minha alma triste e todo o belo que existe ela esconde de mim. Eu amo o nascer do dia, como numa poesia o perfume da manhã, ouvir da flauta de Pan a mais linda melodia. Eu amo os passarinhos com suas canções mais belas, em dó maior ou si bemol, que entram em minhas janelas juntos com os raios do sol; eu amo o monte mais alto e que destoa do asfalto como as cores do arrebol. Eu odeio e amo, assim como amo e odeio, amo o belo e amo  o feio, eu amo tudo que existe, amo o alegre e o triste, amo a loucura e o desejo, amo o ter  e o não ter eu amo tudo que vejo, simplesmente porque vejo, pois tem alguém que não vê. Eu amo a canção que ouço agora, que foi sucesso outrora, como jovem um dia fui, mas descobri no caminho que quanto mais se caminha, mais o caminho diminui. Eu amo e odeio sim, posso não amar a vida, mas sei... Que vou odiar o seu fim.



Sal e Perfume, Dor e Ciúme.
J. Norinaldo.



Com o sal das minhas lágrimas foi temperado o banquete, no salão do palacete onde celebrastes as núpcias com o teu príncipe encantado, e mesmo tão magoado, quase em lágrimas afogado uma dúvida me desespera, se me deixastes realmente por amor ou por o este palacete ao lembrar que nossas núpcias quiçá houvesse sal, imagine o tal banquete numa humilde tapera. Vivo sofrendo calado sem te desejar o mal e sem te cobrar o sal que temperou teu banquete, não te maldigo ou te julgo e tampouco é por bondade, mas por na realidade até na infelicidade sou considerado refugo. Se fores feliz, que assim seja até o fim, quanto a mim, só essa dúvida me dói, meu triste viver destrói essa tristeza abismal; pois, se não foi por amor que me deixastes por outro, seria como leque feito com penas de faisão real, para abanar um tirano senhor do reino do mal. Não sei se ainda lembras de mim, em fim quando um dia isto acontecer, não esquece de pensar que por ti vivo a sofrer e guardes bem o motivo, de um ser que vive  a agradecer, apenas por estar vivo, e meus gemidos de dores são a única melodia, que minha alma conhece e o meu coração padece a falta de poesia; Não sei dizer se isto  é ciúme, mas ainda sinto o perfume das flores do buquê que levavas nas mãos naquele dia.

quinta-feira, 2 de junho de 2016




Coração e alma.
J. Norinaldo



Eu juro que não sabia que nunca cheguei a perceber que era muito mais coração que alma, assim como um barco que é muito mais motor que casco e que por isto será seu próprio carrasco se atirando contra as rochas. Quiçá tarde demais voz do silencio e das ondas,  e das estrelas como tochas tentando orientar um barco que é mais motor que casco um ser que é bem mais coração que alma onde a procela e a calma se unem contra o rochedo macias mais sem nenhum medo assim como barco contra as rochas, desobedecendo as tochas dos faróis que o orientam a seguir avante sem conhecer a alma e o coração, o motor e o casco do barco e do navegante. Eu sou esse barco, cujo casco é tão fraco, como uma nuvem de fumaça, que com a brisa se esgaça e com um motor tão potente que com toda força a frente desmancha-se e se despedaça. E assim, como o arco que lança a flecha que não volta, depois que do cais o barco se solta, não há destino nem calma, ou outro poder nem equilíbrio que possa em fim deter ante a borrasca... Um Barco que é assim como uma fruta que tem muito mais polpa que casca.

terça-feira, 17 de maio de 2016




Será?
J. Norinaldo.



Isolado vivo num canto frio e vazio, vazio de calor e frio, onde nada são os móveis, imóveis de um cérebro hipotecado aos vermes em troca de uma sobrevida, escondida donde vejo através de frestas a luz que ainda resta e não é no fim do túnel. Sozinho, com meus sonhos engendrados no lugar onde existiu um cérebro, que foi comido antecipado pelos vermes sem nenhum um recibo assinado, como não terei ao devorarem o resto; presto-me a escrever no escuro, ansiando que alguma bomba caia para aproveitar o seu clarão que vem com ela, que rasgue além da vida a escuridão e mostre o que se esconde por trás dela. Tristonho, me proponho um fim a tudo isso, um passo a mais e o precipício que a vida tanto teme, levará este barco já sem leme,  devorado pelos vermes que lhe priva de saber  que  seu velame ainda treme ao vento que desconhece o que é  deriva. Isolado, não tenho procuração para falar em nome da humanidade, mas qual seria a real verdade atinar com isso eu não consigo? Seria? Será que isto só acontece comigo; ou é apenas fantasia? Será.