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terça-feira, 16 de maio de 2017




O Voo do Poeta.
J. Nori.


Sem alarde fujo como uma ave arisca, que cuida enquanto cisca o mundo ao redor, cada grão que cata é como uma faísca, que ilumina a mata para um voo maior. Sou como o poeta com uma aquarela, a escrever na tela o que a alma dita, e no fim surge uma paisagem linda e suave, uma poesia que a vida recita como uma  homenagem ao voo da ave. A poesia é a voz da alma, é o voo da ave que não sai do chão, é o mais belo quadro escrito ou pintado com a batida calma de um coração. Sem alsrde fujo de qualquer galanteio na vida ao acaso, como até se fosse feio receber aplauso. Sou um simples poeta que nada profeta e talvez nada cria e tudo copia, assim como é a vida de certa maneira, alguns são letras, outros são estrofes e alguns são em fim,  a poesia inteira.

domingo, 14 de maio de 2017




Palavras ao Vento.
J. Nori.


Piçarras atiradas ao Léo podem podem danificar uma tela ao se chocarem ao painel, ou vir a fazer parte dela valorizando o pincel, não é a tinta que conta, mas sim como é usada, a textura a pincelada tudo num mesmo contexto, com as frutas num sexto, numa colina nevada. A ideia do perfeito quiçá seja uma utopia, assim como a poesia que fala somente de amor e mais nada, como  as piçarras que enriquecem a tela de um virtuoso, num piquenique vistoso numa colina gelada. Palavras jogadas ao vento podem servir como açoite, na solidão de uma noite em que tudo se escuta, e o piscar de um pirilampo, é como um raio no campo, ou um dragão numa gruta. Palavras machucam mais que uma adaga afiada, não são piçarras ao léo, que podem modificar o painel de uma tela já pintada. A minha poesia não é para ser complicada, pois é como uma tela qualquer, um homem uma mulher, em uma noite nevada.



FELIZ DIA DAS MÃES.
J. Nori,


Lembro-me de uma música que era cantada creio que nessa época " Mamãe, Mamãe, Mamãe, eu te lembro com chinelo na mão, avental todo sujo de ovo, se eu pudesse eu queira outra vez  Mamãe, começar tudo, tudo de novo". Creio que era assim, eu estranhava, nunca vi minha mãe de avental, afinal tive que procurar saber o que era tal coisa; descobri que éramos pobres demais para minha mãe usar avental, o chinelo sim, e desse seria difícil esquecer. Lembro, lembro de tantas vezes te-la esquecido pensando numa menina que conhecera ha um mês e que nunca nada me fez, como uma mamadeira, um chá e ficou noites sem dormir para que eu pudesse dormir tranquilo. Lembro até da cor do vestido que ela costurou numa máquina Singer pequenina girando uma manivela sentada num tamborete, e do dinheiro que recebeu me levou ao Cine Santo Antonio em Cachoeirinha e me pagou o ingresso, retornando feliz para nossa casinha. Lembro do Filme que passou, era com Bil Heliot. Lembro quando ela partiu e me telefonou 2 horas antes e de repente me disse: Que queria te perguntar uma coisa, mas esqueci; fica para outra vez, não houve outra vez. Eu tenho muito medo de tentar adivinhar aquela pergunta. Hoje sei o valor que ela tinha, sei a falta que me faz; sei que podíamos ter ficado mais tempo juntos; quiçá se ela tivesse tido a chance de usar avental quando eu ouvi pela primeira vez aquela música; quem sabe, o certo é que não ficamos e talvez por causa disso, ela esqueceu a última pergunta. Quem ainda tiver sua Mãe, ame-a, o tempo que puder e o que não puder arrume, vale a pena; chorar depois que ela se for, é doído, mas sempre ficamos com a impressão que são lágrimas de crocodillo; se tivemos tantas chances e não fizemos...Por que?

sexta-feira, 5 de maio de 2017





O Passado.
J. Nori.


E o passado chega com roupas pesadas de inverno em pleno verão, com açoite na mão querendo punir mal feitos fora de moda; meninas com vestidos arrastando no chão, se dando as mãos para brincar de roda. E o futuro a deriva depois do horizonte, observa o presente, mas se mantém distante; pois quando chegar o amanhã será hoje e em seguida é passado o velho irritante; como um velho baú no sótão da vida; um trem de partida para a guerra que foi. O passado é uma estrada que que a vida abriu, mas o tempo cobriu de terra e de mato sem esquecer de fato que ela existiu; o passado são trilhos onde não passa trem e nem tem estações; apenas lembranças lotam seus vagões como aquelas mais vivas, e depois se esvai, com o tempo se vai como a fumaça da locomotiva. Você jamais enxergará alguém parado, como malas e luva, no sol ou na chuva, em uma estação esperando o trem do passado.

quarta-feira, 3 de maio de 2017




Olha o Trem.
J. Nori.


Para onde o Trem dobrar haverá uma chegada, e a beleza do caminho quiçá nem seja notada, pois essa tmbém hora pára, só o tempo não tem parada. Já caminhei pelos trilhos e já viajei no trem, já fiquei na estação vendo quem vai e quem vem, conheço estradas sem trilho e a beleza sem brilho que não encanta ninguém. Já vi o brilho no olhar de quem espera alguém e a tristeza sem par de quem não espera ninguèm; já me encantei com os desenhos da fumaça de um trem. Já desci na Estação, dormi e perdi o trem, não chorei esperei outro, mas nunca perdi ninguèm; o tempo até que se perde, mas nunca o que não se tem, até onde tenha trilho, até lá irá o trem...Tente advinhar se o trem entra a direita ou a esquerda e que diferença tem...Se você não está nele e nem espera ninguém

segunda-feira, 1 de maio de 2017





Como Esquecer Cachoeirinha?
J. Nori.


Alegria foi algo que o nosso povo já teve, usou e armazenou por muito tempo seguido, porém um dia foi se tornado rara e cara e finalmente acabou ou é algo indefinido. Alegria de sorrir, de cantar e de viver, hoje é um jogo de cartas marcadas e ai de quem pagar para ver. Eu fui menino e alegre, fabricando meus brinquedos, tendo os momentos certo que era hora dos folguedos, felicidade era simples não careciam segredos. Brinquei em Cachoeirinha, tão pequenina, mas minha onde uma lata de sardinha virava um vagão de trem nas ruas de chão batido, mas hoje a felicidade ou é uma raridade ou é algo indefinido. O menino que brincava em Cachoeirinha ainda existe, dentro de um homem triste como um baú de saudade, lembrando a felicidade que quando menino tinha, brincando e uma lata de sardinha era meu vagão de trem, felicidade é como o tempo, que só vai e nunca mais vem. Creio que a felicidade que pensei que era minha, esqueceu de desembarcar, preferiu continua no meu último trem de sardinha. Só tenho um jeito a dar antes do esquecimento, é conservar Cachoeirinha e o meu trem de Lada de sardinha sempre no meu pensamento.