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domingo, 4 de janeiro de 2009




Passarinho na Gaiola.
J. Norinaldo.


Ouça como canta meu canário na gaiola.
De manhã cedo minha casa é uma beleza.
_Ele não canta na verdade está chorando
Não por si, mas por ti, sabe por quê?
Por ser incapaz de ver que solto na natureza
Tem muito mais beleza que cantando pra você

Existe um pássaro que depois de engaiolado.
Tem os dois olhos furados pra poder cantar melhor.
A maldade do homem não tem limite.
Inteligente, prepotente ele se acha o melhor.
Diz que errar é humano e por isto mesmo erra,
Com certeza aqui na terra dos animais é o pior.

Quanto mais eu conheço o ser humano.
Tenho a certeza que queria nascer no mar.
Mas não posso contestar o Criador.
Que me fez com tanto amor e carinho.
Mas eu não soube aproveitar.
Preferi me tornar um ser mesquinho.




Animais e Animais.
J. norinaldo.


A natureza nos ensina a ser humanos.
A ser insanos aprendemos por nós mesmos.
Deus deu tudo para o homem ser feliz.
Ele não quis e preferiu argumentar.
Desmanchar aquilo que recebeu pronto
Bater no peito e dizer fui eu quem fiz.

Que belo exemplo vejo ali naquela árvore.
Veja, bem no alto tem um ninho.
Todo dia o passarinho sai e volta aquele galho,
E com fruto do seu trabalho alimenta o filhotinho.
Por mais longe que seja sua tarefa,
Aqueles pais jamais esquecem o caminho.

Agora veja a casa grande lá na frente.
É um lar para crianças sem pais.
Alguns saíram para buscar alimentos,
Pelo caminho encontraram entretenimentos,
Esqueceram e não voltaram nunca mais.
Confirmando que existem, animais e animais.

O homem esqueceu que Deus ver tudo.
Onipotência, onipresença onisciência.
O homem sabe que ele é misericordioso.
Por isto ardiloso apelou à prepotência,
Criou a guerra para matar seu irmão,
E tribunais para enganar a consciência.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009


Quem Será?
J. Norinaldo.

Quem terá sido a rendeira que enfeitou as ondas do mar, quem compôs essa canção que o vento vive a cantar, quem me deu a esperança de alvíssaras decifrar, num simples sopro da brisa que vem do mar. Quem será que te fez linda pra deleite dos meus olhos, para enfeitar meus sonhos, minha vida colorir. Quem será? Quem será que trouxe a neve para a montanha cobrir, também trouxe o arco íris à floresta o passarinho, que canta todas as manhãs para me tirar do ninho. Quem será?
Uma dúvida atroz a minha mente tortura. Quem será que trouxe à guerra, a fome e a tempestade, quem será que trouxe à peste a dor a desigualdade, o preconceito o ódio à falta de humanidade, o desamor pelo próximo, à falta de caridade. Quem será? Que trouxe tanta maldade.
Veja a primeira parte, só poesia e lirismo, Porém confundimos o altruísmo, com vaidade e egoísmo, um lugar aconchegante para o ódio e o conflito, teria um Homem dito:
“Ame ao próximo como a si mesmo”. Teria falado a esmo Aquele que Deus mandou? E aquilo que aqui plantou e deixou para o homem regar, este esqueceu de molhar e a plantação morreu.
Eu tive um sonho lindo, uma guerra onde minha arma era uma cruz, dos canhões em vez de balas jorrava fachos de luz, que desenhavam no céu a imagem de Jesus.

Ausência
J. Norinaldo

Causa-me dor a tua ausência.
Procuro em vão não pensar.
Que também sofres ausente.
Como a onda longe do mar.
Que querias estar aqui presente.
Para meu sofrimento abrandar.

Ah! Essa distancia infame
Este silencio é tão cruel
As minhas noites tão longas.
Na boca este gosto de fel.
A solidão me atormenta e tortura
Vejo a vida escondida sob um véu.

Recordo aqueles nossos momentos.
Caminhando a noite a beira mar.
Agora vejo em tudo um deserto
Não consigo mais ao menos decifrar,
O que as ondas nossas mensageiras
Vem aos meu pés docemente murmurar.

Parecem até chorar comigo.
Cúmplices da nossa paixão.
Quando ralávamos na fria areia
Esquecidos por completo da razão.
Não vejo nenhuma beleza nelas,
Por mais que lhe preste atenção.

O mar se choca agora contra as rochas
Solidário a minha dor em auto- flagelação.
Seus gemidos se confundem com os meus
As estrelas que brilhavam sobre o mar.
Agora não parecem tão brilhantes,
Como dizias que eram os olhos de Deus.





quinta-feira, 1 de janeiro de 2009


E VIVER?
J. Norinaldo.


É triste viver sem saber para que.
Saber, porém não querer viver.
Querer sem saber por que.
Por que se tem que saber.
Saber o que se tem que viver.
Por que existe porquê.

Por que preciso saber.
Saber se não sei pra que.
Por que navegar é preciso.
E não é preciso viver.
Eu não sou navegador.
Então eu vivo pra que?

Se penso logo existo.
E existir também é viver.
Se não vivo então desisto.
Estou desistindo de que.
Existo por que eu penso.
De pensar ou de viver?
Pessimista eu? Imagina...
J. Norinaldo


Atenção, muita atenção, respeitável público, as cortinas se abriram, as luzes da ribalta se acenderam, está na hora de começarmos mais uma peça. O elenco é quase o mesmo, mudou pouco, o cenário quase nada, o vestuário pouca coisa, as máscaras talvez tenham sofrido a maior mudança.
Começa o espetáculo, opa! Será que entrei na sala errada? Com toda certeza já vi essa peça. Creio que esqueceram de retirar os cartazes antigos, olha só: Conflito em Gaza, Israel diz que está determinada a ampliar ações.
Bateau Mouche: morosidade da justiça revolta sobreviventes. Loucura ou uma tremenda e terrível coincidência, pois há muitos anos atrás, justamente na passagem do ano, tanto tempo atrás que vou ficar devendo a data exata, afundou um barco com esse nome, onde morreram várias pessoas, várias que quero dizer muitas. Teria acontecido novamente?
Espere um pouco, só há uma maneira de saber o que está ocorrendo. Hei! Você ai. Escuta, eu estou tremendamente confuso, você trabalha aqui, será que pode me dizer se estou no ano de 2009?
_ Claro, senhor. Está sim. Pode voltar ao seu lugar que o espetáculo vai começar.
Eu quero meu dinheiro de volta. Fui enrolado. Aqui não tem nada de novo.
_ Epa! O senhor está sendo injusto, ou um tanto desinformado. A partir de hoje muda a ortografia gramatical. Viu? Calma, claro que haverá mudanças.

Pessimista eu? Imagina. Capaz.

J. Norinaldo.



Atenção, muita atenção, respeitável público, as cortinas se abriram, as luzes da ribalta se acenderam, está na hora de começarmos mais uma peça. O elenco é quase o mesmo, mudou pouco, o cenário quase nada, o vestuário pouca coisa, as máscaras talvez tenham sofrido a maior mudança.
Começa o espetáculo, opa! Será que entrei na sala errada? Com toda certeza já vi essa peça. Creio que esqueceram de retirar os cartazes antigos, olha só: Conflito em Gaza, Israel diz que está determinada a ampliar ações.
Bateau Mouche: morosidade da justiça revolta sobreviventes. Loucura ou uma tremenda e terrível coincidência, pois há muitos anos atrás, justamente na passagem do ano, tanto tempo atrás que vou ficar devendo a data exata, afundou um barco com esse nome, onde morreram várias pessoas, várias que quero dizer muitas. Teria acontecido novamente?
Espere um pouco, só há uma maneira de saber o que está ocorrendo. Hei! Você ai. Escuta, eu estou tremendamente confuso, você trabalha aqui, será que pode me dizer se estou no ano de 2009?
_ Claro, senhor. Está sim. Pode voltar ao seu lugar que o espetáculo vai começar.
Eu quero meu dinheiro de volta. Fui enrolado. Aqui não tem nada de novo.
_ Epa! O senhor está sendo injusto, ou um tanto desinformado. A partir de hoje muda a ortografia gramatical. Viu? Calma, claro que haverá mudanças.