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sábado, 14 de julho de 2012




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J. Norinaldo.


O mundo se encanta com o colorido e o homem perdido santifica os pares, construindo altares tecendo dosséis sem plantar o linho que colhia antes, amassando a uva sem usar os pés. E o encanto muda tudo colorindo e o homem sorrindo vai criando santos e por todos os cantos já não cabem altares, até pelos mares e pelo deserto surgem as miragens de santos por perto. O encanto do mundo vai perdendo as cores por não ver nas flores a efemeridade, e a perda total de todos valores tentando os encantos da eternidade. Sem saber ao certo o que é a verdade a humanidade crer em avatares bezerros de ouro que enfeitam altares, vai criando cores colorindo o mundo escrevendo a historia do seu próprio nada.


sexta-feira, 13 de julho de 2012




O Hálito da Besta.
J. Norinaldo Tavares.


Não deixe que o hálito da besta infle as velas do seu ego, e o leme deste barco tenha mesma direção, apesar do mar imenso as curvas são necessárias, o oásis no deserto não se encontra por acaso, a flor que enfeita o vaso foi pintada e não se abriu não murcha com o tempo como aquela que nasceu que também esteve no vaso, mas depois murchou e morreu. Quem fez a flor que nasceu nunca assinou a tela, demonstrando a humanidade o seu total desapego, enquanto o autor do vaso que imita a criação escreve nele seu nome para massagear o ego.Amo, tanto o vaso como a flor, descobri que o amor nunca termina, e quanto mais amor eu der mais amor tenho, no jardim daquele que nos criou, quanto mais amor se planta,  muito mais amor  germina.



domingo, 8 de julho de 2012




Viver é Preciso.
J. Norinaldo.


Admirar os seios das velas ao vento, ou a arte na curva da quilha do barco, no momento em que lenços anunciam o partir com olhos atentos sem lacrimejar; na firmeza do cais que parece seguro assim como o escuro demonstra quão profundo é o mar. O desconhecido para aquele que vai, como tão conhecido pra quem fica é o cais, assim como a incerteza de não se verem mais. E assim só o cais permanece onde está, até que outras velas inflem os seios e partam, outros lenços se abanem outros olhos se fixem na arte da quilha, ou na maravilha do escuro do mar. Quem fica no cais, não verá maravilhas, das estrelas e das ilhas que enxergamos no mar, e nem fica chorando, implorando a Deus um dia voltar; para se juntar ao grupo que admira o seio da vela, e a quilha do barco e em fim entender, que navegar é preciso, mas a arte da vida, é simplesmente viver.


sábado, 7 de julho de 2012






Antigamente era muito constrangedor um velho ter a sua volta filhos e netos, e nada importante da sua vida para lhes contar. Atualmente, o velho tem tanta coisa importante para ensinar, mas só consegue reunir seus filhos e netos a sua volta, quando já não pode mais falar.

J. Norinaldo.

sexta-feira, 6 de julho de 2012





A Morte.
J. Norinaldo.

A morte se hospeda na cidade, como loucos os habitantes fogem dela, sem saber que o local em que se instala, ninguém jamais pode fugir sem leva-la. Como fugir da própria  sombra, assim como de si mesmo se esconder, enquanto houver vida haverá sombra, enquanto houver sombra haverá morte e alguém para morrer. Bukowski estava certo em seus poemas, de onde será a morte oriunda? Já que frequenta as alcovas mais ricas, mas não dispensa a cama mais imunda. Não há como fugir como louco da cidade, sem leva-la na bagagem ou na algibeira; Ah! Bukoski esse poeta louco, contra ela jamais cavou trincheira. Vai o rico, vai o pobre, tanto alguém da rica alcova assim como o  da cama imunda, tem o lixo por morada derradeira..

quarta-feira, 4 de julho de 2012




Quem acredita que descobriu nas redes sociais uma maneira de preencher seus vazios, continua um grande deserto, a única vantagem: poder  armazenar  as miragens.
J. Norinaldo Tavares


domingo, 1 de julho de 2012




Refazendo Meus Caminhos.
J. Norinaldo.


Estou refazendo meus caminhos devagar, divagando aqui e ali e acolá, vou anotando o que fiz e não devia, e o que deixei de fazer pra prosseguir, na minha pressa de chegar não sei aonde. Agora sei como é fácil ser feliz. Ah! Se pudesse começar tudo outra vez, de verdade e não sonhando como estou, quanta dor evitaria ter sentido, por não ter seguido o caminho que ora estou; ou quanta dor que causei inutilmente, simplesmente por não ser esse alguém que agora sou. É tão lindo refazer a caminhada, como num filme que você pula o que quer, pois lá na frente cada pausa tem um preço, e cada tropeço pode ser o fim da linha. Refazendo meus caminhos devagar e sossegado, sem divagar na certeza que ninguém morre no passado; vou seguindo divagando, devagar quase parando.