Translate

segunda-feira, 9 de maio de 2011



O Vento e o Tempo.

J. Norinaldo.

Singram as velas do tempo, que o vento não cansa em soprar, de longe por mim avistadas, as vezes por descuido ou soberba, distraído com a beleza da vida, ou com o espelho que faço, esqueço um tempo no espaço, que o navegar do tempo é constante, suas velas sem nódoas ou remendos, para ele mesmo não passa, mas devassa tudo por onde passa. Teimo em ver no espelho que faço, os destroços que o tempo deixou, tentando com nódoa e remendos, esconder que o tempo causou. Com a certeza que o tempo não volta, na esperança que o tempo parou. Diante do espelho o suplício, de quem viu o tempo passar, esquecendo que o tempo e vento estarão sempre em seu navegar; descobrindo já tardiamente, que a vida não é somente, para diante de um espelho ver o tempo passar.

domingo, 8 de maio de 2011


Feliz Dia das Mães.

J. Norinaldo.

Feliz Dia das mães, para todas aquelas que entenderam ser o verdadeiro jardim de Deus, Aquelas mães de corpos lindos ou não, mas que durante um tempo tem este corpo modificado e se acha linda, por que realmente são; passam as mãos com carinho sobre o ventre distendido, sem a certeza que a beleza retornará depois do parto, e mesmo assim o acariciam sabendo cumprir a missão que Deus lhes deu. Parabéns as mães que hoje tem seus filhos perto, na beira da piscina ou embaixo de uma árvore ou de uma ponte, mas que jamais lhe passou pela cabeça abandoná-los. Lamentavelmente este dia nasceu de um triste acontecimento, mesmo assim parabéns as amigas de Anna Gervis que resolveram fazer uma festa de aniversário da morte da sua mãe.

Uma vez, me encontrava numa chácara de um amigo, e vi uma galinha se jogar contra uma enorme vaca, por achar que esta ameaçava sua ninhada, também vi na TV uma cadela que adotou um bezerro, quase morrendo de inanição por amamentá-lo. Também vi na TV a triste e abominável imagem de uma mãe jogando seu filho recém nascido numa caçamba de lixo dentro de um saco plástico para que morresse asfixiada, quase no mesmo dia outro jogou seu filho recém nascido no lixo de um hospital, e tenho tomado conhecimento de tantas atrocidades cometidas por mães, vadias que sabem bem abrir as pernas, com a mesma facilidade de fecharem o coração.

A mais antiga comemoração do dia das mães aconteceu é mitológica, na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Reia, a mãe dos deuses, na verdade não deveria existir um dia dedicado as mães, e sim todos os segundos, todos os minutos, toda a vida, por que ninguém merece mais do que elas.

Deixo aqui o meu beijo, meu abraço fraterno a todas as mães, não tenho mais como abraçar a minha, a esta dedicarei uma prece, na qual pedirei que se puder interceder onde estiver para evitar que mulheres que como ela são aqui chamadas de mães, joguem seus filhos no lixo, e que não cheguemos ao ponto de termos como temos hoje anjos catando latinhas de cervejas, denominados catadores de anjos pelas caçambas de lixo.

sábado, 7 de maio de 2011

Ramas da Discórdia.

J. Norinaldo.

Alastram-se as ramas da discórdia,

Proliferam as plantas carnívoras,

O sistema modifica o seu teor,

As palavras vão perdendo seu sentido;

Não se busca, hoje já se faz amor,

Um brinquedo há muito já esquecido.


Sublimam-se as esfinges das moedas,

E as bolsas acumulam o cabedal,

As montanhas que se sobrepõem as nuvens,

Viram pó pela busca do metal;

Na pureza do mel falsificado...

Quando o bem é vencido pelo mal.


E a vida antes tão valorizada,

Quase nada vale hoje no mercado,

E ai daquele que mudar isto pretende,

Volta a face do cruel inquisidor,

E a fogueira novamente se acende...

Quando o escravo, não é comprado se vende.


De porta em por um convite para o céu

E o campo incha já não cabendo as ovelhas

Em altos brados gritam o Seu nome em vão

Se manipula o que foi dito e não escrito

Maldito seja que não ouve tão sermão

Cada vez mais as moedas brilharão

sexta-feira, 6 de maio de 2011


Campanha de Desarmamento da População de Bem.

J. Norinaldo.

Nova campanha de desarmamento do cidadão de bem deste país mais um conchavo que teremos que engolir. Está mais do que na cara que duas ou mais tentativas dessa prática, não melhorou em nada, aliás, até piorou a situação de segurança da nossa nação, e não poderia ser diferente. Somente um país que teme de algum modo, algum tipo de reação por seus atos durante séculos, a corrupção impune, crimes de colarinhos brancos tratados de maneira diferentes pela Justiça, a vergonha de um povo sendo esmagada por aqueles que têm o dever de protegê-la, somente um país assim tenta por todos os meios deixar seus cidadãos totalmente a sua mercê,; caso a insatisfação ultrapasse todos os limites, como é o nosso caso, o governo sabe que tipo de arma encontrará para enfrentá-lo: panelas, geralmente vazia e pedaços de pau.

As estatísticas mostram dedes o inicio dessa palhaçada que o crime só tem aumentado, pois os bandidos não respeitam quem está desarmado, se fossem realmente todos profissionais, como temos muitos no governo, saberiam que não precisariam atirar em incautos desarmados antes pelo governo para facilitar o seu crime; acontece, que nem sempre é assim , sempre vão existir os postulantes, os recrutas, que cansados de serem lesados, e sabendo que bandido tem boa vida e sexo de primeira, arrisca-me no mundo crime facilitado.

Quem poderia legislar em nome da lei, mandando para a cadeia monstrengos de 15 e 16 anos, ou até menos, por crimes hediondos que são trocados por cestas básicas, que seus pais pagam com muito prazer, às vezes até com o dinheiro dos meus impostos; jamais farão algo neste sentido. Sabe por quê? Por que têm em seus lares alguns desses monstrinhos. Quem já foi assaltado no Rio de Janeiro, decerto jamais vais esquecer esta frase: Perdeu tio, passa tudo. Tio?

Na minha humilde opinião de jornalista que não conseguiu chegar a universidade, este desarmamento interessa apenas a duas facções: O Governo e o Crime organizado, que na verdade são a mesma coisa, a diferença é que uma é organizada.

Tão organizada, que já deve ter notado: não há necessidade de identificação ao entregar ou vender sua arma. Eu cometo o assassinato agora, corro e entrego a minha arma, a mesma que usei para matar meu semelhante, e as autoridades, diante da Televisão, passam com um rolo compressor por sobre ela, pelo menos dessa prova estou livre. Graças a quem? Não mereço nenhuma indicação para qualquer premio de inteligência, mas foi logo o que me veio mente, concorda? E mais, quantas das armas apreendidas anteriormente voltaram as ruas, vendidas por quem foi encarregado de destruí-as, será que estou aqui sendo injusto? Ou que a situação mudou de lá para cá?

Está mais do que provado, que se não fosse um crime tão grave nestes pais portar uma arma para legítima defesa, alguém que passasse no momento do massacre daquele colégio em Realengo, e tivesse coragem suficiente, poderia ter evitado muitas mortes daquelas crianças, veja bem o paradoxo, caso isto tivesse ocorrido, este cidadão estaria agora tendo terríveis dores de cabeça para explicar a Justiça por que estava armado.

Tenho certeza que cada espingarda recolhida com grande ênfase pelo governo, em seu lugar entrará um fuzil ou uma metralhadora, cujo nome o cidadão comum seque sebe dizer o nome

O governo deveria pelos menos divulgar a população mais uma vez lesada, quanto custaram as campanhas anteriores e os resultados.

Ainda tenho em meu poder uma arma, esta ninguém vai me tirar, nem com papo de cerca Lourenço, ou a força, a Fé que um dia tenhamos homens e mulheres dignos de comandar nossos destinos, para que meu filho possa sair de casa para o trabalho e eu tenha a certeza que o receberei de volta. E não somente a incerteza que quando a maçaneta é girada, que pode não ser ele, mas o seu que veio aqui roubar, matar e destruir mais uma família. Ou vice versa, por que não?

Desarmar somente os cidadãos de bem de uma nação, é transformá-la num galinheiro, entregando as chaves às raposas.

Em vez do tradicional: “Me ajuda ai” que já tem dono. Eu crio o: “Se Ajuda ai, por favor,”.

segunda-feira, 2 de maio de 2011


Terror e Morte.

J. Norinaldo.

Presidente Barak Obama, anuncia a morte de Osama, que agora repousa para sempre na lama no fundo do mar, será?

Há poucos dias atrás, é claro que não poderia ser a frente, um tornado matou centenas de americanos, o que chocou o mundo inteiro, não sei o que pensou ou disse o Osama a respeito de tal tragédia, se fez algum tipo de comemoração e talvez por isto tenha sido morto e sepultado no mar sem honras da mídia. O que penso é o seguinte: O mundo atual em que vivemos, que avança vertiginosamente em tecnologia, porém parece retroceder na mesma velocidade em questões humanitárias. Lembram do velho Oeste, dos cartazes de: “Procura-se vivo ou morto”?

Costumo sonhar com certas coisas e sair contando como se tivessem acontecido, já confessei isto antes, não sei se sonhei ou se realmente é verdade que ainda existem muitas dúvidas sobre os atentados as torres Gêmeas em Nova York, atribuídos a Osama Bin laden e o seu grupo terrorista. Se for mais um dos meus sonhos realistas, por favor desconsiderem este trecho.

Quando teve início a guerra contra o Iraque, e os jornais do mundo inteiro anunciavam o motivo, que Sadan Hussein tinha em seu poder, armas de destruição em massa, e que após o massacre aquele país pela segunda vez, e pelo segundo Bussh a ocupar a Casa Branca, os mesmos jornais depois anunciavam não terem sido encontrada nenhuma arma de destruição em massa naquele país. Escrevi uma crônica, me oferecendo para mostrar que havia sim, e até indicar o local onde poderia ser destruída. A fome imposta pelos embargos da ONU e dos Estados Unidos aquele país após a primeira guerra, que matara mais de quinhentas mil pessoas, principalmente idosos e crianças.

Como não tenho a pretensão de que minhas crônicas sejam lidas por muita gente, ou por gente importante que pudesse levar meu recado a Casa Branca, no máximo que pode ter acontecido é ter parado em algum barraco na periferia, por aqui mesmo é claro.

A fome é a pior arma de destruição em massa, enquanto as outras matam rápido, muitas vezes até sem dor, a fome humilha, enlouquece antes de matar, sem quem a conhece é que pode na realidade falar sobre ela, não aqueles que falam de fome diante de uma mesa farta.

Este país já foi a guerra por motivos até hilários, quem sabe a próxima, não seja contra um país qualquer por ter descoberto um jeito de fazer rodar o vento a toda velocidade e está fazendo isto justamente no país do Tio Sam.

Bem morto Bin Laden, acabou-se a história de atentados. Nem nos meus loucos sonhos, hoje mesmo alguém já assumiu o seu posto, seu dinheiro, que pelo jeito não é pouco, e talvez agora tendo Osama como Mártir, com mais gana de matar. Na verdade, não são os terroristas que devem morrer, mas sim o terror, que nasce contra nações prepotentes, diferentes e que pretendem mandar no mundo, capazes de criar armas com capacidade para destruir a terra, no entanto impotentes para prevenção de um tornado.

Logo tomaremos conhecimento do substituto de Osama, tomara que pelo menos tenha um nome assim tão fácil de escrever, por que alguns além de terroristas são simplesmente sacanas com seus nomes.

Uma nação que se considera tão pura, capaz de querer corrigir os erros do mundo, deveria adotar uma frase que encontrei na Internet que achei o máximo:

“Quando falarem mal de mim, me convidem, sei de coisas horríveis a meu respeito”.

domingo, 1 de maio de 2011



A Corrida.
J. Norinaldo.

Aviar o passo pra chegar na frente,
Esquecer o cansaço de que vem atrás,
Ocupar o espaço e escapar do vento,
Mostrar para o mundo do que é capaz,
Não ver a beleza que há nos aceiros;
Ter punhos cerrados recuar jamais.

A mente centrada no mapa da estrada,
Não pensar em nada que distraia a alma,
Não ver as estrelas o sol ou a lua,
Uma tela nua de uma noite calma;
Pensar só nos louros que ficam na história...
Com toda certeza, a vitória é tua.

Sublimar a prata que brilha na copa,
Degustar o doce nos favos de mel,
Ter o nome escrito nos degraus da fama,
Caminhar sisudo até chegar a grimpa;
Bebendo água limpa com gosto de fel...
Por saber que um dia também será lama.


Passarinhos Não Passarão.
J. Norinaldo.

N a simplicidade da minha gaiola,
Cantarola um pássaro triste canção,
Que chega a rua onde a vida acontece,
E esquece a gaiola pendurada no oitão;
Atrofiando as asas de quem tinha o mundo...
No poço profundo desta solidão.

Nesta pobre prisão sem direito a um ninho,
Meu canto ainda fala de amor e paixão,
Quem escreveu a letra não pensava em gaiola,
Como Mário Quintana que se foi passarinho;
Ou a paixão de Catulo pela sua viola,
Quem destruiu meu ninho, estes sim passarão.

Anuncio a alvorada com meu pranto triste,
Nem sei se existe algum pranto feliz,
Já não posso voar como fazia antes,
Sei que as notas errantes da minha canção;
Tem no refrão, uma frase que diz:
Meus tormentos também um dia passarão.

No silencio da noite cala meu canto triste,
Que não fala do alpiste não por mim colhido,
Lembro o fruto maduro na ponta do galho;
Ouço um grilo entoando seu canto comprido,
Pela manhã um pardal na parreira voa livre...
Por não ter nesta vida, nenhuma canção aprendido.