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domingo, 15 de dezembro de 2013



Morada da minha Poesia.
J. Norinaldo.


É aqui que mora minha poesia, aonde venho todos os dias sem carecer de aviso, eu chamo de paraíso e talvez até nem seja, mas quando a neve alveja os montes, e congela a água das fontes, parece que Deus virá gozar férias por aqui. É daqui que eu vejo o universo repleto de fantasia, faço a minha poesia catando aqui cada verso. Lá do alto, vejo além da linha  do horizonte, vejo o vale vejo o monte, vejo a capela e o sino, só não vejo meu destino que fica longe, distante. Aqui quando a águia grita, todo silencio que habita nas rochas desaparece e como o som de uma prece que o vento leva sonante, por entre o vale e o monte, para além da linha do horizonte.

Aqui nesse pedaço de chão, busco com toda paixão, encontrar inspiração para minha fantasia, e tento dividir contigo, claro se queres amigo, minha simples poesia. Não te dou o endereço, pois ainda não sei se mereço essa benesse que a natureza me faz, mas quando tiver certeza, que amas a natureza podes crer que te forneço, pois amor nunca é demais 

sábado, 14 de dezembro de 2013



Segue o Teu Caminho.
J. Norinaldo.


Seguir pelo caminho já marcado, temendo encontrar outra direção, pode-se está indo para o mesmo passado, e cometer o mesmo erro já errado, vestindo um vestido encarnado, com um buquê de flor em cada mão. Aquele que não teme o desconhecido pode errar, mas o  erro ainda não vivido e aprender a fazer o seu caminho, não para caminhar sozinho e sim para ser feliz ao ser seguido, não louvar nenhum erro cometido, nem  jamais desistir pelo medo de errar. Quem sempre caminha por  caminhos feitos, não tem direitos de reclamar do destino, já que não conhece o seu final, quase todos os caminhos levam a fonte, ninguém faz um caminho ao abismo, se não tem meios de construir a ponte. Quem escolhe o caminho já marcado, a cometer os mesmos erros está fadado por opção, de vestido azul ou encarnado, levando flores ou urtiga em cada mão e não pode dizer ser iludida ou iludido, não importa a cor do teu vestido,  a cor é apenas ilusão..


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013



Vem visitar Nóis.
J. Norinaldo.



Não sinto saudades por que vivo assim se quer ver que venha, a casa a montanha, o bosque e a fumaça do fogão a lenha, o céu o ar puro e a tranqüilidade, a felicidade que lamento tanto que você não tenha. Ah! De manhã cedo quando nasce o sol vem a passarada, e a cantoria é a coisa mais linda que se pode ouvir, e no meu jardim que é um paraíso, chego a ver até o lindo sorriso, do meu sabiá e do meu colibri. Outro dia fui a tua cidade, e a tranqüilidade ficou por aqui, no carro de boi que canta na estrada, estreita enlameada que a gente tem,  mas não tem histórias de ter  algum dia atropelado alguém. Fiquei muito pouco, voltei quase louco com tanta zoada, tenho pesadelos das histórias que por La  ouvi, chorei de tristeza ao ver meu irmão pedindo esmola, vi os passarinho preso na gaiola e outro sem asa, vi os meus amigos presos dentro de casa e quis vir embora para meu sertão. O que trouxe de bom da tua cidade foi uma certeza, que toda beleza fugiu para cá, onde o ar é puro sem poluição, a única fumaça é do meu fogão, que não incomoda quem vive assim, e toda zoada é a cantoria da passarinhada que mora no meu jardim. Vem me visitar, aqui temos ponche pra matar a sede, temos a Vanda para deitar na rede e com tudo isto poder sonhar, to te esperando nem precisa mandar avisar.



A Natureza.
J. Norinaldo.



Vejo o sol entrando por trás da montanha e eu  soletrando uma poesia tua, que fala no sol encontrando a lua, tentando esconder para ninguém saber que a sua deusa está nua, é tanta beleza que na natreza nos mostra o amor do jeito que é, mesmo o oceano tanta imensidão se atira no chão lhe oferecendo a maré, como se a lua fosse a mais linda mulher. Vejo o sol se pondo no final do dia num belo arrebol, vejo a maré alta como um manto branco beijando a areia, vejo a lua linda lá entre as estrelas, refletida no mar como uma bela sereia, é a natureza mostrando a beleza que só nela existe, até no canto triste de uma baleia. E o vento que embala, a onda que fala sem eu entender, bordada de espuma branca como a neve do mais alto monte, é a natureza mostrando a beleza para eu aprender, até na sutileza de um olhar triste de um elefante; grandes animais que habitam o planeta, muitos que já vi, como o colibri e a borboleta.  Duvidar de Deus e da natureza alguém se atreve, mas sem  explicar, de onde vem a vida, o mar e a chuva, por que cai a neve, para soletrar, tentando explicar o poeta serve; para quem soletra os poemas seus, mas sem ter certeza pois a natureza é um poema de Deus.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013



Sou Aquilo que Sou,
J. Norinaldo.


Sou  aquilo que gosto, naquilo que posto eu também estou, sou aquilo que crio num quadro vazio alguém me encontrou. Sou ou penso que sou, escritor poeta, palhaço pateta ou um trovador, as vezes sou surdo mudo, mesmo ouvindo tudo , sou como um baú fechado por fora empoeirado, por dentro forrado de fino veludo, que guarda segredos velados de amores passados de quem já se foi; sou a tinta de uma aquarela que pinta na tela a vaca e o boi, ora mas que diacho esqueci do riacho no qual o meu pincel se foi. Mesmo assim ficou linda essa tela e na aquarela ainda resta tinta para pintar um rio; sou aquilo que sou, a tinta da aquarela, a moldura da tela ou um quadro vazio. Sou como um rei sem trono, como as folhas de outono que bailam ao vento; eu sou aquilo que sou, as vezes amor, outras vezes só pensamento.
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013



O Túnel do Tempo.
J. Norinaldo.



No túnel do tempo o tempo não pára e rara é a luz que no fundo aparece, perece de tédio quem de tempo carece e não merece uma prece por falta de tempo. No túnel do tempo o ponteiro sobe e desce, e mui raro aparece a luz que aquece, no túnel do tempo não há tempo a perder, se quer sempre subir, pois ninguém quer descer, na curva do túnel a vã esperança, da luz da bonança e da felicidade, como se o túnel do tempo fosse a tempestade.  Avilta-se o tempo e o vendaval, tudo é culpa do tempo um sujeito mal; quando se é menino sonha-se crescer para ter liberdade, se o tempo parasse seria maldade, mas o tempo passa criando saudade, até que o próprio tempo apressa o passo e vai ligeiro demais, e chega a velhice que esse tempo faz, e até as saudades que ficaram para trás, o velho do tempo já nem lembra mais. Na saída do túnel, muitos queriam poder voltar, pois a luta acabou para tentar sair, tanto tempo lutando pelo lado de fora, e agora saindo não tem para onde ir. Mas ainda dá tempo de olhar para trás e ver que o túnel não existe mais.

domingo, 8 de dezembro de 2013



Perfume de Mulher.
J. Norinaldo.


Quando meu olhar  pousou sobre ti, pareceu-me sentir certo perfume, do qual sempre senti  ciúme por não saber de onde vinha e agora sei, mas nunca antes o havia sentido em alguém apenas nas montanhas mais vistosas, ou nas ondas maravilhosas dos mares por onde naveguei. Pela primeira vez ao ver alguém, que não verdade nem sei quem, a espargir esse perfume que sempre me causou  tanto ciúme, e agora acaba com o mistério com certeza, tão raro perfume é da beleza que no tempo certo descobri. Somente o Alquimista mais poeta, teria a receita mais completa  para concluir tal alquimia, e fazer de um perfume poesia e depois transformá-lo em mulher, na deusa mais bela que os meus olhos já viram que fez se a Venus visse de vergonha se esconderia  e este perfume que esparge poesia , motivo pelo qual loucos poetas deliram.

O teu nome? Não sei! Talvez nem queira saber, sei que existes por que isto  eu pude ver, e te guardarei na mente enquanto mente tiver, nome? Para que? Preciso apenas saber que és MULHER! E agora sei, por que é por ti em que em meus sonhos sempre chamo, por que tenho a certeza que te amo, e para sempre te amarei. Não me perguntes pelo nome, pois não sei, quem sabe um dia ainda saberei, e com certeza para mim será como um poema, um soneto, se quando souber te digo? Meu amigo, sou sincero: não prometo, sei que não posso evitar que o vento carregue este perfume para onde bem quiser, mas não te nego, morro de ciúme desta mulher, deste amor que me consome, sem nem sequer saber seu nome. Prometi a mim mesmo em confissão, não perguntar a ninguém qual é seu nome, pode até parecer loucura  os sábios, mas quero ouvi-lo  da doçura dos seus lábios  algum dia e em fim, como se posse a mais bela poesia que o Poeta maior Compôs para mim