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terça-feira, 18 de agosto de 2015




A Deusa e a Nuvem.
J. Norinaldo



Se na beleza fugaz de uma nuvem, tu vês o mais belo idílio, imagina-te diante da deusa mais bela que já vi quase nua sorrindo para ti, tão bela que nenhum cinzel, nem mesmo o que esculpiu Davi, seria capaz de molda-la. Sem necessidade que lhe gritassem: “Fala” mesmo assim ela te falasse de si. E a tinta que esconde a doçura de mil colmeias e a beleza de mil azaleias em um só bosque encantado, que mesmo se encontrando pintado, a imaginação o poetiza, como se os pelos dourados fossem um trigal a dançar sob uma suave  brisa. As curvas  montes e vales, que fazem a imaginação bailar como a beleza fugaz de uma nuvem que forma um castelo ou monte, que o sol transforma num lindo brilhante e de repente já não existe mais. Esta deusa mesmo sem seu pedestal, vestida apenas com ideias geniais, pinceladas e não por um cinzel, que nos faz  invejar o pincel, sonhando  lamber das mil colmeias o mel, eriçando o trigal como na ventania sentido a sensação de uma nuvem no céu.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015




O Sol, Você,  O Poeta e o Pintor.
J. Norinaldo



Sem permissão ou cumprimento, o sol adentra minha sala a enchendo de luz vida e calor, enquanto num canto eu escrevo antecipando o sol se por, numa explosão de beleza tornando púrpura a natureza como um manto de amor. Como um pintor com seu pincel, ao invés de pintar azul o céu, ao entardecer o arrebol com tintas douradas faz o por do sol como a mais linda tela, usando a mesma aquarela mudando somente a tinta, no mesmo lugar, na mesma rua aguarda o nascer da lua e nasce mais  outra obra prima, assim como um poema sem rima, que apenas descreve a beleza sem igual, que nos proporciona a natureza, pintada ou vista ao natural. Numa casa de portas sempre fechadas o sol não entra, espera humildemente  nas fachadas, que uma janela seja aberta, facilite sua entrada não evite, o sol não precisa de convite e nem de tapetes e cortinas coloridas; chega sempre na hora certa e entra onde houver uma porta aberta, trazendo, luz e calor as nossas vidas. O que seria da terra sem o sol, o que seria do pintor sem arrebol e do poeta sem a luz, o que seria das almas sem Jesus. Hoje minha janela está fechada, chove a cântaros lá fora, mas eu sei que o sol não foi embora, e assim que toda essa chuva passar, ele novamente surgirá com toda beleza e esplendor, novas telas inspirará assim como novos poemas de amor, mas mesmo sendo o Astro rei e tendo o céu para reinar, a noite se retira cavalheiro, deixando o céu para a lua brilhar; não existe disputa nem ciúme o mesmo que num jardim uma flor não sofre porque outra é mais bela e tem  muito mais perfume.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015






A Minha Janela.
J. Norinaldo.


A TV mais linda é a minha janela, pois dela eu posso assistir a realidade, sem maquiagem, miragem efeito, o que vejo é jeito como a vida anda, como uma ciranda gira sem parar, vem o sol, a lua as estrelas, e eu posso velas sem ser preciso ligar; é só abrir a minha janela e a imensa tela até o horizonte, a definição depende da minha visão e não de um enredo pré-fabricado, como algo ensaiado com tal pretensão. As cortinas do teatro da vida, são as minhas pálpebras cerradas ou abertas, que me mostram as imagens certas  de cada atividade que mudam a cena a sua vontade, sem pensar sem pensar em cadencia elegância ou vaidade, sem esperar aplausos efêmera felicidade. Da minha janela posso ver a tua, cada um ver da sua aquilo que quer, posso ver cisnes negros bailando num lago dourado, do outro lado você vê um lago qualquer; Posso ver Deus no piscar das estrelas e você não vê nada porque não tem fé. Ao fechar a janela quando o tempo passa, ainda tenho a vidraça para ver a chuva, ouvir o lobo que no bosque uiva por falta da lua, enquanto na tua a escuridão  se prostra, por não ter visto nada a não ser solidão, por falta de espaço no coração, e olhos  para ver a beleza que a vida nos mostra. De cada janela avista  um cenário, pode ser a montanha ou um simples canário fazendo seresta com seu belo canto; que não será visto  daquela janela, cujo dono perdeu pela vida o encanto; e prefere o enredo ensaiado e falso na falsa janela  que da vida fala, ligada a parede num canto da sala.



O Ódio é o Pódio do Perdedor.
J. Norinaldo



Quando o sumo do ódio escorrer pela sarjeta, sem crianças brincando de rios em temporais, quando sequer brincarem mais, e os abutres se fartarem no banquete, e o sangue colorar mananciais; quem hoje provoca por vaidade, maldade ou somente insensatez, quando chegar a sua vez de ir buscar os filhos putrefatos, não terão tempo de se arrepende de atos, e quiçá invejem que se foi para nunca mais. O ódio só destrói nada constrói, a não ser altos muros que separam o testemunho está naqueles que gritaram num holocausto já vivido, que pode muito bem ser repetido, seguindo um velho ditado, que quem esquece o passado, pode cometer erro que já fora cometido. Vamos plantar rosas ao invés de urtiga, vamos estender a mão amiga, vamos estreitar a amizade; construir pontes e não muros, se não sabes o que dizes então te calas, vamos atirar fores e não balas. Vamos deixar a sarjeta para chuva, vamos plantar bastante uva para na colheita festeja; o amor que temos para dar, e quantos mais dão amor mais temos, ou morreremos sem saber que o amor que Jesus veios nos trazer, floresce em qualquer coração, mas para isto seu dono há de querer. Um coração cheio de ódio, é o pódio para um perdedor, frustrado e revoltado sem amor; que pisoteia um jardim cheio de flores e perfume e faz seu leito com dejetos e estrume.

domingo, 9 de agosto de 2015




A Menina que Roubava Felicidade..
J. Norinaldo.



Para fugir as goteiras e o mormaço, ela foi morar numa casa com terraço, quarto amplo e climatizado, mas muitas vezes esperava seu amado, com os olhos inchados de chorar, por ter deixado bem perto do seu antigo lar, alguém que amava de verdade. Porém pobre e desprovido de soberba e vaidade acreditava em um amor sem fronteiras, que não a livravam do mormaço ou das goteiras, continua sozinho ali no mesmo lugar. A menina que usou a beleza por moeda, sente agora a dor da grande queda de um pedestal que inexistia; pensou que tudo na vida é fantasia, ou um lindo conto de fada, perdeu a grande oportunidade de realmente ser amada e conhecer de perto a felicidade. Hoje o calor da vergonha é o mormaço e suas lágrimas goteiras da própria alma, de alguém que finge viver uma vida calma, mas na verdade é sozinha sem ninguém. E quem pagou pela beleza, sem certeza também de ser amado, considera-se hoje como alguém foi lesado sabendo, numa transação sem conserto e sem remendo, como poderia uma goteira ser tapada e o mormaço pela brisa amenizada. Nunca esqueça que a vida é uma luta e que quem faz isto, não sabe, mas  passa de uma prostituta.

sábado, 8 de agosto de 2015




Aos Mestres com Louvor.
J. Norinaldo.



É preciso ser poeta, alquimista menestrel, ter inspiração do céu para tanta criação, com um pincel numa mão e na outra uma aquarela fazer da alma uma tela com tintas do coração. É preciso ser fiel a inspiração divina, para florir uma colina que na verdade é uma duna num deserto de miragem, criar a mais bela imagem nas chagas do salvador. Há o poeta da pena, do pincel e do cinzel, pedra tela e papel, mas a mesma inspiração; a alma pega na mão e guia, pena pincel, cinzel  e martelo que reproduz a beleza que existe na natureza,  de um simples botão de rosa que se abre ao amanhecer, até o monte gelado ou o bailar de um colibri, corre o pincel sobre a tela a pena escreve mais uma poesia e bela e o cinzel cria Davi. O mundo é um poema, cujo tema é a beleza, quem pintou a natureza e esculpiu as montanhas, fez os vulcões nas entranhas das profundezas da terra; não foi quem criou a guerra, a competição o pódio, não disseminou o ódio que invadiu corações, mas deu as inspirações para as mais belas poesias, sejam na pedra ou na tela, no papel ou na  areia; e como para uma mãe, não existe cria feia; não me importa o motivo agradeço por estar vivo e ter diante de mim o quadro da Santa Ceia.



Ao Poeta flor e Perfume, ama qualquer Poesia  comparação ou Ciúme.
J. Norinaldo.



O Poeta é o herói que junta tritura e  moi  uma grande carga de mágoa, para transformar em água e depois regar seu jardim, e assim mesmo como falo com  terra adubo e talo e na ponta surge uma flor, como um casulo de amor que ao mundo doa o perfume sem vaidade ou ciúme, mesmo que os seus espinhos venham representar a dor. O Poeta é o herói que enfrenta em suas labutas a mais inglória das lutas absurdas sem razões; que são as comparações como se as poesias fossem mísseis gerados em frios paióis, guerra de heróis contra heróis, como se existissem Sóis para se Por para cada um. E aquele que peleja sabe que no fim da peja depois das flores colhidas, só restarão às feridas que tem que curar sozinho, causadas pelos espinhos que ele mesmo colheu; mas o sonho não morreu e a luta recomeça como o artesão que em cada peça reveste com seu amor, um novo jardim em flor floresce em forma de verso com a certeza de quem nem todo universo irá sentir seu perfume, pois quem também faz a sua plantação muitas vezes planta  ciúme e  germina a comparação. Feliz daquele poeta que com sinceridade elogia a beleza de quem cria um jardim que floresceu, e sabe cuidar do seu com esperança e amor, consciente que se o seu não vingou  só nasceu talo e espinho, foi por olhar mais para o jardim do vizinho em fim esquecendo o seu. Mas dirão como um Poeta pode ter um sentimento tão insano esse tal de ciúme, não são todos só alguns,  todo poeta é humano esquecimentos são comuns de que as rosas aceitam adubo feito de estrume.