Translate

domingo, 6 de setembro de 2015



Felizes Para Sempre.
J. Norinaldo.



Até onde vai essa fábula, além das lentes e da arte da qual a lua faz parte de uma mentira milenar, e sem poder se negar desde que o mundo é mundo, servir de pano de fundo para este conto de fada, que o amor é para sempre porque para sempre é nada. A lua que ora  é vista a, não é a mesma de outrora no começo da conquista, depois de falsas promessas, por compaixão as compressas em forma de amizade, enquanto a felicidade se foi com as curvas e a firmeza, do corpo como beleza, a lua e a natureza  entram na cumplicidade somente, pela arte pela lente do artista insistente, que por mais que lute e tente prorrogar um sentimento numa tela romanesca, enquanto a tinta está fresca, existe amor a vontade e muita felicidade que o tempo leva com o vento, para poucos que merecem as telas não envelhecem nem ficam amareladas, a luz da lua não fica fraca e nem a tela opaca, mas são raros casos e efêmeros como uma flor, esta história de amor e Foram felizes para sempre, que há tanto é contada, não inclui no seu enredo: que para sempre é nada.



Outras Vidas.
J. Norinaldo.



Mostre-me o caminho e deixe por minha conta a caminhada, na bagagem não levarei nada que não seja útil e não me pese, apenas se lhe agrada por mim reze para que eu consiga meu intento, sozinho nunca estarei porque do vento eu já conheço o linguajar. A solidão não me assusta pois a cada passo, refaço na mente o meu caminho na certeza de não caminhar a esmo, se preciso converso comigo mesmo e daremos boas gargalhadas; não me preocupa nem um pouco, pois ninguém me chamará de louco, como disse antes estou sozinho. A estrada da vida é uma escola, onde muitas vezes você cola porque nem tudo há de saber, esta estrada é viver, não importando se já conhecemos o fim; vale a pena caminhar mesmo assim, deixando pegadas de exemplos, como pinturas nos vitrais dos templos, coloridos  cintilantes, que nos lembram de outros caminhantes que nos antecederam no caminho. Quem me mostrar a estrada há de seguir-me, ninguém conhece o caminho e seu entorno, pois  jamais haverá retorno o que vir até o fim esquecerei, ou para sempre comigo levarei, deixando somente as pegadas; que podem ser seguidas ou apagadas e precise novamente alguém mostrar, os inicios das estradas. Quem não conhecer do vento o linguajar, poderá não suportar a solidão e mesmo sem ninguém para chama-lo de louco, conversar consigo muito pouco, e o vento apagar suas pegadas; que por ninguém serão seguidas, não vê as belezas do entorno, acreditando que haverá retorno, como se fala...Outras vidas.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015




Chorar depois não Resolve.
J. Norinaldo.



Enquanto o mundo girar sem ninguém contar seus giros, enquanto velhos papiros forem peças de museus, enquanto venderem Deus pelo que se pode e paga, enquanto esquecemos a praga e só pensarmos na colheita, enquanto uma caneta matar mais que mil fuzis, enquanto antigos covis comandarem a humanidade, que fala em elo perdido tendo perdido a corrente, não haverá inocente para o esquadrão de bandido. O poeta no seu verso denuncia ao universo que a terra ainda gira, tendo como eixo a mentira a podridão e o nefasto, onde o que vale é o pasto e não o olhar do boi, mas um inocente se foi e muitos irão após, pois não depende de nós, que conformados dizemos: eu nada posso fazer, vendo a inocência morrer e se engasgar com a voz. Enquanto o mundo girar em um eixo de mentira, a vida aqui também gira tendo como eixo o cinismo do cruel capitalismo que a humanidade aceita, e assim o eixo azeita fazendo  com a morte pacto e numa cama de cacto ou numa praia deserta, vemos a cena mais certa de todo este girar. Uma criança inocente vitima do nosso egoísmo que sem ver vamos direto para o abismo, pensando no consumismo, xingando  Deus com cinismo enquanto fingimos rezar.



A Lua Caiu no Mar.
J. Norinaldo.



A lua caiu no mar e iluminou na areia o rastro de uma sereia que acabava de passar como disse outro poeta é a menina que passa sempre a caminho do mar. Lua mar sereia sem véu, poeta pintor menestrel adoram estes assuntos e quando estão todos juntos anjos arpejam no céu. Quem já viu em alto mar a lua nascer distante ou na linha do horizonte como um enorme brilhante no colo de uma deusa como o olhar de tribuno, quem sabe o amor de Netuno poderoso deus do mar. Só quem viu pode contar ou mesmo em versos cantar algo tão belo na vida, numa noite em alto mar, quando este está sereno, o mundo parece pequeno e que cabe até no aceno no lenço da despedida. Por falar em alto mar há muito que não o vejo só Deus sabe o quanto desejo a ele um dia voltar, ver o mastro de um veleiro como um velho ponteiro sem controle a balançar. A lua que vejo hoje não é a que via lá, no meio da imensidão sentindo no coração o desejo de voltar, pois cá no mundo pequeno, onde não há mar sereno, é que existe o meu lar. A lua caiu no mar iluminando a sereia que se arrasta na areia na veia do meu sonhar, pensando em Florbela Espanca, numa nau de vela branca no além a navegar. O poeta navegante é como um lobo errante mas que tem amor a lua, ainda usa e abusa a tendo sempre por musa e cada um tem a sua.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015





Buenos Ayres. (Homenagem a minha amiga Estela Fink)
J. Norinaldo.



Um tango triste que bailei em Buenos Ayres, Sozinho sem os meus pares e sem um Bandoneon; uma despedida triste sem lenço abanando, um Carlos  Gardel cantandoporém sem se ouvir  som; mas volverei disto eu tenho certeza, tanta beleza  não me fugirá da mente; quiçá em breve meu tango volte a ter som, ante a grandeza do teu Teatro Colom; eu possa colher as flores da tua Calhe florida, onde por um descuido da vida; me fez voltar sem desfrutar tua beleza. Buenos Ayres  és grande demais, para que alguns marginais manchem a tua grandeza, serão apenas uma nódoa imperceptíveis ante as tuas incríveis belezas. Argentina apenas um rio nos separa, o que nos une é uma  pontes ao invés muro; Já eras bela enquanto engatinhávamos, e assim serás no presente e futuro. Espera-me Buenos Ayres Querida, quero assistir a um tango bem dançado,  com aquele passo marcado, exatamente na tua Calhe florida.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015




Olinda Mil Vezes Linda.
J. Norinaldo.



Olinda, que triste é ter ver de longe, ou num retrato pendurado em uma terra distante, quem te conhece não merece tal castigo, viver contigo seria viver bastante. Ó Linda cidade, onde a felicidade um dia aportou sua nau, Olinda com seus bonecos gigantes, com seus folguedos nos dias de carnaval como brinquedos deixados por Portugal. Do outro lado no além-mar há um país, que tanto quis que suas aldeias com Olinda se parecem; como se fossem obras da mãe natureza tanta beleza de dois países que se merecem. Olinda como eu queria ser poeta, para a ti dedicar uma poesia;  ou um pintor para retratar  com primazia, tanta beleza que a natureza te legou, até parece que a Mão do Criador fez um recanto, um jardim para o seu deleite, Pernambuco é meu estado e o amo mais ainda porque Olinda é o seu maior enfeite. Recife é bela, como um recife de corais,  duas deus que usam o mesmo pedestal; que pensaria Pedro alvares Cabral avistando do castelo de proa da sua Caravela, Hoje em vez de Porto Seguro, também seria bem vida, ver sua quilha apontando para Olinda. Feliz de mim que te conheço e que te adoro, as vezes choro de saudade deste encanto, mas este pranto  será estacado ainda, quando eu ai estiver e for abraço pelos filhos de Olinda.



Porto Alegre.
J. Norinaldo.



Quem tem o privilégio de  andar sobre um tapete de flores, sem andores, sem louvores ou ladainhas, vive amores invisíveis e a alma canta, poesias para pouco perceptíveis. A alegria e a beleza das flores de um Ipê deixa mais alegre um Porto que todos têm que conhecer. Porto Alegre te conheço faz muito tempo e te confesso amor a primeira vista, no nosso primeiro encontro fiquei pensar que és tão bela, quem é o artista que assina tão linda tela, que até o chão é colorido e perfumado. Conheço portos pelo Brasil pelo Mundo, naveguei mares, mundo abaixo mundo arriba, mas até hoje me encanto quando vejo, o sol se pondo sobre o Rio Guaíba. Um Ipê florido, as cigarras no verão, tua beleza como uma dança cigana, em tuas ruas, verdejantes,  eu conheci o grande Mário Quintana. Príncipe poeta que deixou como legado cada poema como uma pedra do caçado das velhas ruas por onde passava o bonde, hoje os velhos trilhos brincam de esconde, esconde, aparecendo vez por outra  n’alguma esquina; És Porto alegre bela com a for do Ipê, e aconchegante como um sorriso de menina.