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sexta-feira, 16 de outubro de 2015






Deusa da Sabedoria.
J. Norinaldo.



Dos devaneios oníricos pouco sobra, bem menos que o extraído das presas de uma cobra para antídoto do seu próprio veneno. Pitonisas de um mundo tão pequeno, mas que em sonho é infinito, por isto o sonhar é tão bonito, pois nele não existe fronteira. Herdeiros de um brasão inexistente forjado numa mente doentia que os leva crer ser Atena deusa da sabedoria, ou Calíope a deusa da poesia; esquecendo o que é mitologia. Sonhos, devaneios que bom tê-los, quando acreditados sem transformam em pesadelos, e a forja novamente é aquecida; nem mesmo a mente mais convencida, que acredita ser a dona da verdade, que conhece a fundo a felicidade e que Deus é sue subordinado. Por isto admiro tanto os loucos, pois são poucos que acreditam na loucura, se são deus lhes pertence à bravura e o dom da sabedoria, de tudo que se faz e que se cria em seu louvor Apolo dedilhava sua lira, se é que o universo gira ao seu redor. Se é que o universo gira.









Soberba.
J. Norinaldo


Mascando um pedaço seco, como montanha a transpor de onde tirar forças já não sei, só morto e humilhado descerei, sem meu sonho realizar. O cansaço me leva ao delírio, a brisa me traz o odor da erva que parece alimentar a minha alma, como força que me alcança e me eleva. Não seria soberba ou orgulho, algo que vale menos que entulho, tentar o que me é impossível? Podia ter trazido o pão inteiro, mas o peso parecia assoberbar-me o corpo ingrato que minha energia consome, como alguém que vira o prato depois que sacia sum fome. Olho para baixo e sinto medo, olho para cima e me sinto fraco, o delírio já me deixa leve, como  fumaça de tabaco.  Talvez o fim chegasse ao meio, assim como seria o recheio, do feito pelo que me falta  a subir, o último naco de pão pela garganta acaba de descer enquanto eu acabo de cair. Ainda tive tempo de olhar para trás, e só então ver que a montanha era muito alta e que poderia viver muito bem se a contornasse, como faz com sabedoria o rio, sem que tal proeza lhe faça falta.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015







Encanto.
J. Norinaldo.



Existe algo em ti que tanto me encanta, mas não adianta que não sei o que. As vezes fico encantado por que tanto encanto me causa  prazer, sem na verdade saber o  que. Quiçá o teu maior encanto, se cubra com um manto para de mim se  esconder, um manto que serve de enfeite e de esconderijo como se teu corpo fosse de uma santa; sem ele serve de deleite para quem te paga e nem te encanta. Ah! Se pudesse um dia realizar só este desejo, de com um único beijo percorrer todo o corpo que é o meu encanto; mas duvido muito que o destino meu pedido aceite, enquanto despes este manto para que outro nele se deleite. Como será que seria a vida, se eu pudesse ter aquela que me encanta e não sendo santa para mim despida, e eu não sendo santo, sem saber que alguém vive a sonhar em me ver sem manto? Existe algo na vida, no entanto que me desencanta; alguém que para comigo age como uma verdadeira santa, enquanto se livra tão facilmente  do sisudo manto e em outras camas a tantos encanta. Encanto! Eu te imploro, me encanta, não canta enquanto... Por ti eu choro.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015










Uma Orquestra a Ser Sentida.
J. Norinaldo.


Ter como coral  as ondas embaladas pelo vento num violino virtuoso, penso no maravilhoso no belo ou no divino, isto para quem tem sensibilidade e não busca a felicidade como um bem ou um destino. O poeta pode ouvir a luz que paira e reflete e ao divino remete quem consegue ouvir a luz que o tom do coral conduz como o badalar de um sino acompanhando o violino no seu suave chorar. Poesia não escrita, mas que poderá ser vista pela sensibilidade o que nos mostra a verdade que beleza é poesia, escrita, ou esculpida, pintada ou pressentida por uma alma não vazia. Feliz de quem ouve o som apenas os olhos fechando, delirar se deliciando com esta orquestra ao luar. Um violino Magistral tendo o mar como coral, como um coral no mar e a natureza por fundo, que belo seria o mundo se todos pudessem enxergar.



Eu Te Amo, Mesmo sem te conhecer!                             
J. Norinaldo


Eu amo amar o  mundo, eu amo amar a vida, não amo a guerra vencida, para mim toda guerra é perdida, perde quem vence e quem perde, maldito daquele que herde medalhas ditas de guerra, heróis de barro ou de terra lama que o pântano aborta, medalhas por vidas mortas, são diplomas de cinismo como portas para o abismo são como as retas mais tortas. Eu amo o amor verdadeiro não sei se outro existe que o arauto do mal pregue mesmo parecendo triste eu sou um poeta alegre, e cada poema que fiz mesmo estando a chorar contente ei de ficar de deixei alguém feliz. Eu amo a vida que vivo por  saber de onde venho e quem devo agradecer; mesmo não tendo tudo que quero, jamais esqueço o mistério que da vida para o cemitério não levo nada que tenho, mas deixo tudo que fiz e se faço alguém feliz mesmo não estando aqui; que fiquem os meus poemas vivendo o que talvez não vivi. Partir sem deixar pegadas é não vida não ser nada, não deixar marcas na terra, e sim medalhas de guerra é o mesmo que atestar que o seu Criador erra. Eu amo amar você, mesmo sem lhe conhecer, mas sei que é meu semelhante, Diz-me o que perco com isto, sendo cordato e gentil e ao invés de me apontar um fuzil, pegue uma semente de qualquer flor beije e plante, e em vez de um ferido, teremos um mundo florido, perfumado exuberante; e ao invés de me insultar, faça uma prece ou Cante.

terça-feira, 6 de outubro de 2015




Eu só Quero!
J. Norinaldo.




Eu não quero ser o único a ouvir o primeiro pássaro a cantar ao amanhecer, eu não quero um mar calmo somente para eu navegar, eu não quero só para mim a primavera, eu não quero não o que que já foi ou o que não era; eu nem mesmo se sei quero tanto viver, mas uma coisa sei que quero: “Ser o único poder ser?” –Bah! Agora me deixastes sem saber o que dizer! Podes me dar um tempo? Não querida! Não te posso dar o que não me pertence. tudo bem! vou prosseguir quem sabe um dia vou parar mesmo sem a certeza de que alguém saberá, nisto você pode crer . Esperar a felicidade poderá ser o mais certo a se fazer, quem saberá? Meu temor é quiçá quando um dia ela resolva chegar...eu já nem lembre mais o que é saber amar...Enquanto isto alguém cansou de braços abertos esperando somente para me abraçar.



Poesia e Fantasia.
J Norinaldo.




O Vento forte que agita a virgem mata, encrespa as ondas formando lá longe a procela, que rompe a vela de quem vive a navegar, que bela tela podia se esta vida, se ao pó não tivesse que retornar. Como seria uma vida para sempre, se para sempre realmente não tem fim, seria então a tão sonhada felicidade, ou a humanidade encontraria um jeito de reclamar mesmo assim? O vento forte, a suave brisa, a alta onda a leve vaga, e um poeta que divaga tentando decifrar a vida como se fora alquimia; como se se tudo se resumisse em fantasia, ou se o medo do navegante ao ver se rasgar a vela, posse apenas poesia. O vento é velho como o tempo e como a vida, a poesia eu não seis sei seu tempo certo; mas deve ter surgido num repente, como surgiu algum oásis num deserto. Ser poeta não ser um escolhido, ou uma alma predestinada, mas alguém para mostrar que na verdade o tudo sem liberdade não é nada; ou simplesmente a felicidade mascarada. Que usa o vento, a mata, onda, a vida e a procela juntos numa poesia só; para mostrar que a volta ao pó... Nada tem de fantasia.