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sábado, 6 de junho de 2015
Mel e ferrão. Luva de alpaca e Casaco de Pele e o final da
pele Humana.
J. Norinaldo.
Não sei o que pensou Darwin na sua expedição ao descobrir
que a abelha, que fabrica o mais doce mel precisa de um ferrão e por que existe
na terra que não goste de poesia, aliás não sei por que ainda chamam seu trabalho
e teoria. As vezes fico pensando se sou humano ou não sou, e o que sou
finalmente, não só por ser diferente ter nascido desprovido de beleza, mas amar
tanto a natureza, a poesia, e também aquilo com que não fui naturalmente aquinhoado,
nem por isto ser revoltante com aquele ser que nasceu com um belo semblante, e
tem coragem de fotografar sua imagem, com um fuzil e o pé sobre o cadáver de um
elefante. Estive entre lhamas pelos Andes e vi o voo do condor e sei que algum
já tombou tendo o mais belo voo interrompido, pelo tiro de um ser humano
bandido, por isto mesmo ainda não sei se sou. Quem já olhou nos olhos de uma
Lhama ou uma Alpaca, quem já pegou no colo uma Chinchila e quem sangra estes
animais e depois aplaude quem com sua pele desfila e ser chama ser humano, fico
eu aqui pensando com a alma e o coração, na distancia que existe entre a terra
e o céu e que a nossa vã filosofia jamais saberá porque quem fabrica o mais
doce mel, necessita de um ferrão.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Para alguém que sabe quem. Ou não saberá.?
J. Norinaldo
Será que seria esperar demais da natureza, capaz de produzir
toda beleza que o ser humano pode conhecer transformar algo repelente, rastejante
e assustado a muita gente, como Michelangelo desenhar em sua prancheta, exatamente
como é uma maravilhosa borboleta e na metamorfose no lugar de uma lagarta, uma
maravilhosa mulher. Uma deusa divina da beleza que somente a mãe natureza seria
capaz de fazer. Eu conheço alguém assim, mas
por egoísmo a guardarei só para mim e nem mesmo ela saberá algum dia,
que foi a diva desta poesia, e que ainda não foi feito o espelho que consiga
toda sua beleza mostrar. Nem mesmo o lago onde se mirou Narciso, Nem Lilith no esplendor do Paraíso podem a ti se comparar. Que feliz é o
poeta que é capaz, somente ele e ninguém mais de pintar tal criação, usando
apenas a mão, a alma e o coração. Tu não és borboleta ou fantasia, não és
apenas a minha poesia, e eu já nem sei mais quem tu és, só sei que qualquer
deusa da beleza que te visse, se ajoelharia aos teus pés.
Amor e a Sabedoria.
J. Norinaldo.
A sabedoria é sábia por ser velha, mas não só por ser velha,
mas porque muitas vezes perdeu festas coloridas, com belos fogos de artificio
para se dedicar ao ofício de pensar no que é a vida. Muitas vezes nossos maiores
problemas não estão atrelados ao nosso ser como pensamos, não faz parte de um
fardo que a vida nos impõe a carregar para poder ser feliz, estão apenas
encostados como apenas um movimento nos livramos de anos de sofrimento e de
dor, de correntes e grilhões que usamos em nome de amor. Basta se levantar e
parir, sem olhar para trás e quiçá a frente verás que todo aquele fardo que só
te causou sofrimento e muita dor faz agora alguém sorrir de verdade, gritando
de felicidade, eu te amo, eu te amo. E o tempo que jamais volta, pois mais
lento que avance, talvez não venha te dar outra chance de tendo corpo
descansado do peso carregado inutilmente, venhas encontrar novamente, não um
fardo pesado e doente, que te deixe preso ao chão um tronco de cinamomo, mas
alguém que te fará imensamente feliz quando gritares como alguém acima citado e ouvir como
respostas muitas vezes: eu também te amo! Eu também te Amo. E ai terás certeza que por mais pesador que o
teu fardo for, jamais te pesará porque algo muito poderoso te ajudará a carrega-lo que se chama Amor. Como é sábia a
Sabedoria, foi num desses momentos que ela me ensinou a escrever poesia.
O Por Do Sol. Márcia verás a Pedra da Gávea que eu via da minha janela.
J. Norinaldo
O por do sol é padrão, é belo em qualquer lugar depende do
humor que se está na hora que isto acontece. Por detrás de uma montanha de um
templo ou um quartel, o colorido do céu na hora do arrebol torna beleza do por
do sol uma só de onde se vê, agora se você estiver chorando de dor, pela perda
de uma amor , ou por alguém que partiu e nunca mais voltar, é impossível encontrar
beleza em qualquer lugar. Mesmo estando lá no cimo da montanha e o sol se pondo
ao seu lado, a sua própria sombra é vista como um monstro malvado e como um ente perdido, perde o belo por do
sol, a beleza do arrebol sem saber se vale a pena; a vida é tão pequena que
devemos refletir que mesmo estando a dormir, vivemos sonhos tão lindos. Eu vi
um por do sol sobre os Alpes Gelados quando o alvo monte mas parecia um enorme
sorvete e pensei ser o mais belo que jamais iria ver, Ledo engano, depois o vi
entre as nuvens, no Pantanal sobre uma pobre favela, daqui da minha janela,
sobre o rio ou no sertão o por do sol é padrão sua beleza é igual, está no egoísmo
de cada qual querer mostra-lo mais belo, no oceano ou no charco, no castelo ou
da janela do meu barraco; tudo, depende de como está seu coração.
quarta-feira, 3 de junho de 2015
I Hava a Dream.
J. Norinaldo.
Eu estava na Austrália, tenho sim
tenho certeza, passava por uma estrada ladeada por um caudaloso de águas revoltas,
mas cristalinas, do outro lado uma floresta verde eu caminhava despreocupado,
pelo jeito sabia para onde ia, não encontrava ninguém naquela estrada tão bela
e tão larga, de repente o céu começava escurecer e ainda era bem cedo, talvez
um grande tempestade se avizinhava, sei que não tinha uma capa ou outro qual
utensilio para me amparar caso isto ocorresse. De repente, novamente de repente
como surgiram, as nuvens desapareceram e o sol voltou a brilhar como eu nunca
vira antes, parecia que queria demonstrar para mim sua beleza que sempre o
olhara como algo normal; quando olhei para a frente vi algo esplendoroso, centenas,
milhares, milhões de ovelhas, todas dançando ao som de” I Have a Dream” do
grupo ABA uma das músicas que mais gosto desse grupo que jamais imaginei que um
dia acabaria; todas a minhas tristezas sumiram, corri em direção aquele rebanho
de felicidade e também dancei, pela primeira vez na vida, mas dancei. Olhei bem
em volta e não havia pastores ou ninguém; a música cada vez mais alta e cada
vez mais irradiava felicidade. Novamente as nuvens escureceram e um raio que
pareceu iluminar o mundo, e em seguida um trovão como nunca tinha ouvido; a
música cessou, o rebanho se desfez, o meu sonho acabou e a minha depressão
chegou de vez. Pobre travesseiro mais uma vez encharcado, que amigo o virei e
encharquei seu outro lado.
Partida, Estrada e a Vida.
J. Norinaldo.
Se eu resolver partir, não tente
me dissuadir em fique na minha frente, não olharei para trás, pois irei para
outro lado; não acredito no nunca mais e nem em contos de fada, mas aprecio um
bom fado. Não me ajude com meu fardo apenas em parte do caminho, deixe que me
vá sozinho, se arrependido voltar economize o sermão, se puder me dê um pão
para a nova partida, pois eu não vou desistir, sei que nasci para partir e
partindo irei viver. Até que num momento de paz, alguém me faça acreditar no
nunca mais r na última partida. Não levo mágoas da vida ou das estradas por
onde andei algumas até eu fiz, porém sei que fui feliz nas que já encontrei
prontas, e foram tantas que muitas já esqueci. Tomar que alguém tenha sido
muito feliz, em alguma estrada que fiz sem saber para onde ia, mas que em algum
lugar cheguei; que alguém consiga chegar e possa em fim feliz para sempre seja
alcançar aquilo que mais almejava. Para sempre, o que pensei ao partir, ao
invés de ficar triste ou tentar me dissuadir, deveria me ensinar que para sempre
não existe; a não ser quiçá para o tempo que passe sem mais voltar e ninguém
lhe conhece o destino, que é mais velho que o mundo, mas brinca conosco como um
levado menino. Om mistério que não conseguimos desvendar, por mais que você
seja sério, e também leve a sério a vida ele com você irá brincar até a última determina o momento da
sua última partida.
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