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domingo, 17 de novembro de 2013



Tarde de Outono.
J. Norinaldo


Na madorna de uma tarde de outono, quando as folhas domem seu último sono e os galhos parecem espetar o céu, antes que o sol desapareça atrás do monte, e minha vista não alcance o horizonte e as primeiras estrelas bordem de luz da noite o véu; voltam-me  as lembranças já vividas como outras vidas possíveis e palpáveis, velhos amores, antigas dores, sentimentos  felizes ou miseráveis. E quando a noite com seu manto negro cobre a terra, ouço o pranto do vento por trás da serra, que até parece entender o meu sentir, como a sorrir o sorriso do universo, ou a  aplaudir de um poema o único verso, que faço parte mas também não escolhi.
Na primavera voltam às folhas junto as flores, velhos amores, antigas dores como as ondas das marés, até que novamente chega o seu último sono, e a canção do vento diz: espera outra tarde de outono, pra madornar e poder  sonhar em ser outra vez  feliz. Jamais penses na vida como um dilema,  pensa somente, se não te foi dado chance de escolher o teu poema que é a vida, nem por isso esquece... De que ela merece ser vivida intensamente.




A Beleza e o Arpão.
J. Norinaldo.


Entre a lua e uma estrela e o sol que se aproxima, o que fazer para ser visto diante de tanta beleza, o meu salto sobre a onda e a natureza rima, num poema que enaltece a quem pintou essa tela fazendo da sua janela a mais rara obra prima. O meu salto tem três fases, antes durante e depois, ante perante a quem sois o veredicto da vida, entre eu tu e a lua se esta beleza tua é a de Deus preferida. Foi Deus quem criou a lua à mulher e a estrela e me ensinou a saltar sobre as ondas com paixão, exaltando a natureza,  para mostrar que a beleza para Deus é só beleza e não há competição.
A lua está distante o sol tem um calor causticante, o mar é grande e profundo a mulher tem a beleza que faz colorido o mundo;  a beleza desta tela entre a lua o golfinho e a tela sobre o belo azul do céu, engana mostrando o mundo como um favo de mel, mas ao golfinho dedicam o arpão frio e cruel, e a mulher sem beleza o desprezo e o desdém, e aquela que nasce sem os traços da formosura, vive sem conhecer a ternura que para cada um a vida tem.


sábado, 16 de novembro de 2013



O Rio, o Bangalô e o Meu Maior Amor.
J. Norinaldo.



Hoje não sinto vontade de escrever, nem tampouco de apagar o que escrevi, sinto apenas que tenho que viver, sem esquecer tudo aquilo que vivi; hoje eu só sinto vontade de você e é bom saber que eu nunca desisti. Tentei escrever algum poema, porém me faltou inspiração tentei  ir te ver do outro lado, porém o rio levou a ponte, o poema escreverei  depois porque a fonte, não secou pois é o meu coração, de onde  brota a tinta e a minha fé e meu amor é que guiam a minha mão. Hoje realmente não senti nenhuma vontade de escrever, mas queria tanto de ver, sentir novamente o teu calor, vislumbrar na beleza do teu sorriso, a visão inteira do paraíso, como o rio por trás do  bangalô, que pena que não o vejas de fato, como vejo agora num retrato, que o tempo cruel amarelou. Ah! Como tenho esperança, que este rio seja o mesmo de quando eu era criança, banhava-me em sua parte mais rasa, sendo observado La de casa por aquela que tanto me amou; ela se foi, mas o rio ficou, como sua lembrança em minha mente, e não foi o que restou somente, mas sim, de todos o meu maior amor, pois este não haverá nada que leve, nem mesmo o tempo se atreve, e jamais se atreverá.

sábado, 9 de novembro de 2013




Amar no Mar
J. Norinaldo.



Vestida de espuma das ondas do mar para ser amada, ou vestida de nada para amar no mar, amar é o que importa, e na hora certa o mar não tem porta fechada ou aberta, nada é mais livre que amar no mar. As ondas revoltas deliram e embalam amantes que calam de tanto desejo, a areia geme com o peso do amor, sentido o furor do mais louco beijo; e a lua se esconde não por sentir medo e maré se afasta de leve se arrasta enquanto os corpos se chocam como a onda e o rochedo, a brisa suave parece cantar os acordes de um hino ao amor triunfal, até que o silencio de repente anuncia o grito estridente do amor no final. O corpo perfeito banhado em suor e o cheiro de amor carne e maresia, e a lua aparece e praia parece uma poesia, de repente o sol pede licença a lua, dizendo a deusa nua que é chegado o dia a noite se vai levando o luar com seus raios brilhantes enquanto os amantes novamente se vestem com a espuma do mar, e as ondas cúmplices alisam novamente a areia da praia, como o rastro da saia de uma linda sereia.

terça-feira, 5 de novembro de 2013


Vestida de Mar.
J. Norinaldo.


Vestida de mar sem esconder a volúpia, entre o cadenciado balanço das ondas frenéticas, o mar amar, remar no mar, vestir-se de mar para amar, ser má, vestir-se de água, vestido e anágua sem magoa do mar, viver é preciso, viver e navegar, quem vive navega, hoje até sem ter mar. Que linda mulher que se veste de mar e se despe de vida, de vida contida de caminho e estrada, o mar é tão e tão grande, como grande é o Castelo de quem o Criou; a vida e o mar e o amor, não existe vida sem mar, não há amor sem amar, o mar vestindo a mulher, a vida despindo o amor nos pingos do mar que se perdem na areia que a lua clareia como diamantes, o mar a maré, o vestido a mulher num sonho de amantes. Mar, maresia, maré mulher poesia, voz, te veste de mar e vamos amar, amar até que o mar se dispa de nós

domingo, 3 de novembro de 2013



Árvores que se Desnudam para mostrar o Cainho.
J. Nrinaldo.



Talvez se desnudem  as árvores para mostrar o caminho a quem por vezes tenha a visão ofuscada por tristeza e as sombras o convidem a parar, a desistir, vendo tão lindo caminho quem sabe o impulsione a seguir. As folhas voltam noutra estação e novamente as flores na primavera a terra embelezarão assim é a natureza, mas não  flor que enfeite um coração quando este está coberto pela tristeza. As folhas mortas bailam ao vento, parecem chamar a atenção, de quem cabisbaixo segue e só vê a solidão, a brisa canta uma valsa anima o baile das folhas, e quem triste segue,  muda de idéia e de escolhas. Quem sabe no fim do caminho, a terra esteja florida, embelezando a vida e suavizando a dor, de quem tanto caminhou, em busca de algo perdido, talvez de um amor bandido, uma peça que o destino lhe pregou.



Eterna Busca.
J. Norinaldo

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O que tanto busco pode estar num galho seco, ou num caminho onde ninguém mais quer passar, e eu não encontro porque procuro em avenidas, em frondosas árvores num jardim ou num pomar. Quem sabe um dia encontre a felicidade, não na cidade, numa cabana a beira mar, uma canoa com o nome de vaidade, sem pintura e só um remo pra remar; passar o tempo ouvindo a canção do vento, acompanhado pelo batuque do mar, sempre a sonhar sem revelar nenhum segredo, como o amor entre a onda e o rochedo, que em cada beijo faz a terra balançar. O que tanto busco talvez esteja nos teus olhos, nessa maneira de sorrir e de me olhar, bem diferente da onda com o rochedo, meu amor morro de medo do meu amor declarar. Tento entender a canção que canta o vento, em um momento ele diz pra me calar, ficar atento prestando atenção na brisa, mas não me avisa o que ela vai falar. Tenho certeza de sucumbir após um não, meu coração não poderia resistir, prefiro então viver a dúvida e a certeza  desse não, me destruir.