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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013



A cidade dos meus Sonhos.
J. Norinaldo.



Quero um lugar para meu descanso, uma cidadezinha que não tenha prédio e onde até o tédio resolveu morar, as ruas pode ser de chão, sem super mercado só algum armazém, uma capela pequena e uma paz morena como poesia, onde os passarinhos ainda façam seus ninhos na porta da frente, será que ainda tem? E de manhãzinha, cantem alegremente pra sua cantoria acordar a gente. Eu quero um rio ou quem sabe o mar, para caminhar toda tardinha com os pés descalços sentindo o frescor da onda fagueira, toda essa delícia como uma carícia para a vida inteira. Quero um lugar para da minha janela ver a felicidade enquanto a vida passa, quero até falar sozinho, dar bom dia para o meu vizinho curtindo a fumaça dos fogões a lenha. Se tiver um rio quando não for frio também quero ir, fingir pescaria, e jogar milhas para o lambari. Eu quero um lugar pra minha morada, não é Pasárgada por que lá tem rei, a minha cidade é tão linda, que nem sei ainda como em meu sonho eu a inventei.


O Amor é Assim.
J. Norinaldo



Eu tenho um jardim como tantos outros, com rosas e brotos gerânios jasmins, que é visitado pelos beija flores  cheios de amores como outros jardins, porém lá em casa há um particular, existe uma flor que no jardim não está, lá no meu quintal ela foi brotar, é a flor mais bela que eu já vi se abrir, toda manhãzinha ao me levantar abro a janela que dá pro quintal e vejo uma cena que me faz chorar, o mesmo colibri declarando amor para minha flor de maracujá. Sempre galante no seu voejar, antes de beijar a sua flor querida, numa reverencia parece dizer, que no beijo que lhe oferecer todo seu amor e a própria vida. Das rosas mais belas vermelhas, amarelas e de tantas cores, dos belos gerânios e dos meus jasmins, ou outras flores lindas de outros jardins, esse beija flor foi se apaixonar por uma simples flor de maracujá.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013



Velho Portão.
J. Norinaldo.



Velho portão da minha morada, a cerquinha caiada que eu tanto caiei, a sebe cobrindo a velha cerquinha, onde eu procurava ninhos de galinha e pra casa voltava com a cesta cheinha. Velho portão por onde tanto passei, e este quintal onde tanto brinquei e a trepadeira que emoldura a entrada, quanta lembrança, lembro com carinho, tudo está igualzinho quando eu era criança. Cresci e parti e tanto tempo passou, hoje aqui volta um velho na criança que foi um dia, o portão ainda existe e a cerca caiada, mas a casa e a gente que nela vivia, são agora lembranças de uma poesia. A trepadeira murcha e a sebe secou, a cerca faz tempo que não é caiada, ninguém me abraçou na minha chegada, ou me convidou a um merecido descanso,  na varanda que havia  na velha cadeira de balanço onde vovô cantava e lia velhos jornais, não ouvi o latido do capitão,somente o silencio por recepção e a lembrança dos tempos que não voltam mais. De repente sinto o cheiro das tortas de maçã, para o café da manhã nos domingos de festa, até o cheiro de fumo do velho cachimbo que vovô pitava depois de uma sesta. O portão aberto, mas não me leva a morada, a cerquinha caiada já não cerca nada, somente um canteiro de ervas daninhas, como se fosse um curral cercando uma tropa de saudade e de dores primaveras sem flores,  agora só minhas. 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013


Omissão.
J. Norinaldo.


Certas imagens também me entristecem e me deprimem, mas se virar o rosto sempre que surgirem no meu dia a dia, verei somente um mundo de mentira, conveniente ao meu olhar e a minha covardia.


Simplicidade.
J. Norinaldo.



Como a simplicidade é bela, não baixa o valor da tela pela botina rasgada, pelo guarda chuvas velho ou por ser de chão batido a estrada.

domingo, 15 de dezembro de 2013




Hoje o que mais queria era poder caminhar e caminhar, depois de exaurir as minhas forças tentando voar, voar e voar...
J. Norinaldo.


Reflexão.
J. Norinaldo.



Senta-te, descansa, enquanto isso reflete, não no que vale o banco, ou no valor que tens no banco, mas no prazer que o simples banco traz ao teu cansaço, a sombra como um macio regaço e a distancia que ainda podes ver. Reflete que sem a luz não há sombra e que te assombra nunca nisto refletir; pensa no sossego do momento, ouve o que te diz o vento e tenta não esquecer. Reflete, em quantas vezes parastes não por cansaço, para pensar no abraço que pensastes mas nãos destes; reflete agora que jamais prestastes a atenção a sombra e como agora te assombra o bem que ela te faz. Pára, reflete se algum bem o meu poema te fez, por favor, pára e reflete enquanto há tempo, antes  que a vida te faça  parar de vez.