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segunda-feira, 29 de junho de 2015




Independe de Nós.
J. Norinaldo



Independe da estupidez humana, da insana saga pelo ser melhor, que as estrelas brilhem mesmo que distantes, que os rios corram pelos prados como seres errantes, contornando a montanha em seu caminho sem parar, na certeza que um dia será mar. Independe da insensatez do mundo, que no mar profundo  se continue a navegar, que se retirem as pedras que hajam nos caminhos, que em cada escrita encontrada em pergaminhos; mostrem que existe um Ser maior a nos guiar. O homem corre em busca da felicidade, existe quem obedece e quem mande; sem que ninguém saiba da verdade, é triste vê-lo correr sem saber para onde. Independe do poeta ou do poema, o teorema terá que ser decifrado, viver a vida só para satisfazê-la, é o mesmo que interromper o rio, ou apagar o brilho de uma estrela. Independente de se ser livre ou escravo, de ser um covarde ou bravo a estrada é uma só; independente do orgulho e da soberba a verdade é que humanidade terá que voltar ao pó. Independente se a estrada é longa ou curta ou como for, nenhuma estrela é furta-cor, nós todos iremos sem pena ou dó. Diferentemente do rio que paciente  contorna a montanha, o homem sonha com a maior felicidade, mesmo sabendo não merecer, não se cansa de correr atrás da eternidade.




O Destino é um menino mal com o qual não se Brinca.
J. Norinaldo



Semente descalça estrada sem rumo, como fruto sem sumo como rosa sem cheiro, o destino sem zelo  te mostra o caminho, mas você sozinho é que irá percorrê-lo. O que pensa da tela  quem posou para ela, no tamanho da estrada que tem pela frente se é suficiente para ir onde pretende  chegar, se haverá desvios, se verá pela frente, rios com enchentes, mares e navios; por menor que seja, algo deseja que não ficar ali, e para onde ir ou para onde foi, quanto tempo faz que a espera fingida, faz parte da tela mas não faz parte da vida. Uma brincadeira que ficará guardada, e que fará sorrir muito tempo depois, porém também pode fazer chorar lágrima de saudade que a  felicidade cala, ao lembrar que na mala poderia levar, tanta coisa fútil que devi a ficar; tantos sonhos que foram ficando esquecidos, perdidos pelos aceiros de outros caminhos, algum transformado em pesadelo, o destino te mostra o caminho, mas você sozinho terá que percorre-lo, pulando obstáculo, atravessando pântanos, montanhas e montes, conhecendo horizontes antes nunca sonhados; talvez algum dia numa caixa guardada, esta tela já velha e amarelada, diga alguma coisa, ou não diga nada.

quinta-feira, 25 de junho de 2015





A Rede do Mar
.J. Norinaldo



São certas cenas que só poeta vê enquanto o sol careia, veja o pescar diferente, o mar  atirando sua tarrafa na areia; enquanto o pescador atira a sua no mar trazendo de lá seu sustento seu pão,  a rede do mar retorna pesada de poluição. O homem depois que perdeu o respeito pela terra que o alimenta, quer destruir  o mar a que a terra que a terra amamenta, como um recém nascido que amaldiçoa a placenta. E a tarrafa do mar jogada na areia vem cheia de tudo que o homem não quer, nada se aproveita e o pescador devolve a mesma areia na cheia maré. Tão bela e tão limpa espumante a brilhar aos raios da lua é a rede  do mar, que volta pesada cheia de nada, de nada que se possa aproveitar. Quando o navegante bem longe da terra, ver o verdadeiro azul marinho; ao se aproximar de algum continente a cor diferente e até a maresia que a brisa traz, em nada lembra o azul lá distante e o azul brilhante sendo o mesmo mar. Mesmo assim Netuno com coragem e denodo, atira  a tarrafa sobre o lixo e o lodo, em socorro da terra que o sustenta, e que através da chuva em troca a amamenta, tentando limpá-la impotente se suja com a sua rede em forma de uma linda saia, que ao invés de ser  lavada vem lavar a praia. O vomitar do progresso como um rio de lama e lodaçal se derrama na imensidão, o azul marinho vai ficando cada vez mais restrito até que um nem  no horizonte se enxergue a não ser lixo e detrito. De que adianta meu grito num poema discreto; para quem sabe que onde existiram mares, hoje existe deserto.

segunda-feira, 22 de junho de 2015



Parece, mas não É!
J. Norinaldo.



Parece uma fuga desesperada do fogo da guerra entre tantas que assolam a terra, uma fuga da terra arrasada.  Um pássaro que foge do fragor dos canhões, dos clarões das bombas que assassinam as pombas inclusive a pomba da paz. Parece, ainda que não é, apenas um por do sol, o céu purpuro do arrebol e uma ave que adorna o espaço  em cores, como reflexo de flores atiradas por canhões de amores, como um mensageiro, lindo e alvissareiro liderando um comboio de luz. Parece uma fuga, mas é uma tela, tão bela que só O Maior Pintor, o Pai o Criador, poderia pintar. É lindo demais o arrebol, de tão belo parece delírio, mas é um colírio aos olhos  do poeta que segue sempre o sol. Hoje ouvi o estrondar de um trovão, antes vi o clarão que a terra traz esperança a ave que parece fugir e ao homem que aceita a terra como dádiva a sonhar com a colheita, e o verde da natureza, a beleza das e a florada dos parreirais, depois o ouro dos trigais e o pão e o vinho sobre a mesa. Por isto não é uma fuga e sonho que nunca haverá escrevo neste momento ouvindo John Lennon cantando “Imagine” e como poeta consigo imaginar um mundo de paz e amor, onde ainda haverá guerra de flor incentivada por orquestras passarinhos, enquanto os filhotes nos ninhos se sintam seguros e que tiros sejam só de trovões, dos canhões se façam porteiras, para criar barreiras a violência e a dor; que no mundo prevaleça o amor e a fé Naquele que esta tela Pintou.

domingo, 21 de junho de 2015




Ah! Que saudade do Mar.
J. Norinaldo.



Não! Não é o Rei Netuno enchendo as velas de vento como os seios de uma musa dessas que o poeta usa como sua inspiração. Quem teve essa ideia  de juntar-me a caravela e não embarcar-me nela talvez não saiba, mas agora saberá que naveguei muito mar como um bravo Fuzileiro. Será que dizer mais preciso, além deste meu sorriso que pode não ser lá belo, mas é de felicidade, pois hoje apesar da idade navego no pensamento enchendo velas de vento e lutando contra a procela, pois o mar não tem cancela nem o pensamento fronteira, não preciso de bandeira de  porto e nem farol, basta-me o por do sol e este azul tão conhecido como uma velha amizade, o sorriso pode até não tão lindo, mas é de felicidade. A Caravela da tela tem as velas emproadas como são uns belos seios, mesmo que não existam os feios porque todos amamentam, enquanto nas velas ventam e o marinheiro novo mareia, hoje só em pensamento, navego sem temer  vento, na realidade caminho a beira do mar apreciando a maré cheia. Ah! Que saudade bateu daquele azul tão escuro se eu tivesse o poder de dispensar o futuro eu seria  abençoado certamente, voltaria ao passado a navegar novamente. 

sábado, 20 de junho de 2015


O Que é o Amor?
J. Norinaldo


O amor é o sentimento mais sujo, mais hipócrita e mais sem caráter, o ódio é bem mais puro porque é sincero.  Ser bem entendido é o que espero. Um menino e uma menina se conhecem na infância, quando ainda sequer sabem  o que é amor, mas como o mundo gira eles vão crescendo e aprendendo o que tem de aprender, o menino descobre que ama a menina, assim  que entende o é amor, se sente feliz porque é bem mais fácil já brincam juntos quanto tempo faz, acaba-se a paz ao saber que a menina hoje não pequenina que com ele brincava, encontrou na esquina o que tanto buscava, numa troca de olhar uma conversa na sombra, um eu te amo tu me ama e em pouco tempo se entendem na cama. É uma questão de química, amor a primeira vista e  o menino conquista sua primeira derrota, e dai o ódio brota com poderosas raízes, e quanto mais felizes forem os escolhidos, correndo na praia em abraços e beijos transbordando desejo como  as ondas na areia, no outro o ódio cresce como a lua cheia. Para cada casal feliz, existem centenas sofrendo de dor, para não ficar sozinho o menino da história à outra igual a ele  se juntou, lhe maltrata e como um cão lhe trata por causa do antigo amor, quem é maltratada nem sabe quem é, se o amor fosse bom, belo como uma  flor decerto não seria “O” e sim “A” amor, assim como candura, ternura, não seria uma competição com troféu e pódio, neste caso a menina é o amor e  o menino o ódio. Como disse no início ser entendido espero, pois é muito importante saber que  o amor é uma incógnita porém o ódio é uma constante; um falso e o outro  sincero.



Todo Caminho tem um Fim.
J. Norinaldo.


Achar o caminho até uma pequena criança, ensaiar uma dança qualquer um faz no inicio da estrada, difícil é chegar ao fim e sentir-se realizada; não querer voltar mais porque fez tudo certo, e deixou frutos suficientes para quem vem atrás. Por pior o caminho mesmo assim vale a pena, para esta pequena vale a pena não existe, se alguém está triste ela ignora, porque ela chora quando isto acontece; mas quando se cresce chorar não resolve, o mundo condena a vida absolve. Por quantos caminhos eu também já andei, já dancei e pulei imitei passarinho, porém hoje que o caminho para trás é bem mais comprido eu já não danço mais e quando olho para trás meu desejo é voltar e outra vez começar mesmo sem lembrar os passos da dança como esta criança que estou a mostrar. Como é lindo correr pular e dançar imitar passarinho sem temer ser ridículo, quem não sabe sequer o que é valer a pena, tem alma serena solta no universo e não num cubículo. A estrada é linda até certa altura, com o encanto das fores e as frutas maduras, do meio em diante que ninguém sabe onde é, quando já se pensa noutra função das flores, no fechar das cortinas disfarçar maus odores antes quando a estrada termina. Ah! Como seria bom ficar nesta parte do caminho onde está a menina pequena, dançando feliz sem se preocupar se é lindo o seu dançar ou o que é valer a pena.