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quinta-feira, 5 de março de 2009




A Dor.
J. Norinaldo.

Um vulto, uma miragem uma ilusão,
Trás ao poeta a visão de uma idéia,
Como o juntar os desenhos do mosaico,
Como o lobo que reencontra a alcatéia.
Como o rio represado que volta ao leito,
Como a abelha perdida volta à colméia.

A poesia nasce do íntimo da alma,
Que o poeta faz brotar ao escrever.
Leviano seria pensar que a poesia,
Escreveria um grande amor se conhecer.
Para narrar com precisão um sofrimento,
Do mesmo modo o poeta tem que sofrer.

Não teria sentido a vida sem a dor,
Seria como a dor sem a poesia.
Como seria o ser humano sem amor?
O mesmo que um jardim sem uma rosa,
Seria o mesmo que a noite sem o dia,
A primavera sem a beleza e o perfume da flor.

O mar sem a brisa a embalar as sua ondas,
Seria o vento sem canção para cantar.
Um furacão sem forças em seu furor,
Um coração batendo somente pra não parar.
Sem jamais ter que sofrer por amor
Não entenderíamos o que Deus quis nos dizer.

Ah! Esta dor abençoada que sinto agora,
Minha alma também chora, mas um dia vai parar.
Minha dor é grande pode não ser igual a sua,
Mas que no dia em que enfim te encontrar,
Toda esta minha dor vai finalmente passar,
Não serei mais como o lobo uivando a olhar pra lua.

2 comentários:

Cris Marchiori disse...

Nori
Muita linda sua poesia... meu amigo!
Eu fiquei até emocionada....
um super beijo

anapaula disse...

Maravilhosa....muito linda mesmo,me tocou profundamente..
bj grande.