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domingo, 29 de março de 2009




Ódio de Si Mesmo.
J. Norinaldo.


Sou louco e me odeio porventura,
A minha poesia é uma farsa,
Que disfarça um pouco da loucura.
Possessivo, agressivo, depressivo,
Intolerável, descartável miserável,
Sou a própria imagem da feiúra.

Pessimista, egoísta e antagonista.
Mentiroso, sou amante da bazofia.
Sou inculto, sou herege e infeliz,
Sou soberbo, arrogante insolente,
Covarde, insondável indecente,
É por isto que a vida não me quis.

Felicidade para mim é uma mentira,
Uma ilusão que alguém tirou da cartola,
A primavera é uma estação inútil,
A lua não passa de uma bola.
O amor uma panqueca sem gosto,
Que a tolice recheia e a ilusão enrola.

Continuo vivendo sem saber por que,
Mendigando mais um dia pra sofrer,
Dar cabo desta vida isto até já tentei,
Mas como disse sou covarde e fracassei.
Inconformado em ser somente um carneiro,
Único orgulho saber que sou verdadeiro.

Que verdadeiro se a verdade não existe?
Apenas um sonho triste uma mentira descabida,
Sendo a única certeza e o meu único norte,
Que lá no fim da estrada depois da colheita feita,
Independente de credo, religião ou de seita,
É a derrota no confronto com a morte.

1 comentário:

S. L. Lima disse...

Pode ser que seja louco
Tolo até, ou mesmo herege
Pense lá o que quiser…
Só não cesse com as ideias
Quer sejam belas ou feias
Nunca pare de escrever.

Conheci vários poetas
Mais ou menos pessimistas
Nesta estrada que é viver
Todos tinham os seus dias
De frustrações e manias
Só podemos compreender.

Assim siga a sua estrada
Com devaneios, mensagens
Chamadas do coração
Poesias e mais contos
Sejam tristes ou só tontos
Mas escreva com paixão.

É meu desejo sincero
Que tenha o que é preciso
Saúde, sorte e, espero
Que um dia ganhe juízo!!!

Bjs da fã
Sara