
O Pqueno Polegar.
J. Norinaldo.
Prisioneiro de eternos pesadelos,
Que resgatam cenas de outras vidas,
Quando o palco era a arena da morte,
E os que morriam me saudava em despedidas;
Quando meu polegar apontava para o chão...
Hoje me perseguem em labirintos sem saídas.
Como posso resignar-me a tal castigo,
Se não consigo me lembrar quem fui outrora,
Por que quem me concedeu o poder de comandar,
Não assume o meu sofrimento agora?
Ou me explica o que é que vou ganhar...
Em outra vida sem baixar meu polegar?
A noite enquanto me consumo em pesadelos,
Devorado por leões enfurecidos,
Quem me deu o poder em outra vida,
Hoje baixa o polegar na minha hora;
Por que será que mereço tal castigo,
Se na verdade eu nem sei quem fui outrora?
Quem me deu o lugar na arquibancada,
Enfeitada no lugar onde eu sentava,
E o direito de escolher os que morriam,
Simplesmente quando o polegar baixava;
Será que os escolhidos para a arena...
Já tinham baixado, o polegar e não sabiam?