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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011



Fala-me de ti por Favor.

J. Norinaldo.

Quando te peço para falar de ti não quero saber quem és, pois sei tudo sobre ti, na verdade o que quero mesmo é ouvir a tua voz, é sentir-te retraída como um gato e nem imaginas quão bela ficas assim. Jamais poderás ser aquela que apenas sente, se não sentires que necessito sentir. Tua presença ouvir tua voz. Aquela que apenas sonha, nem pensar, pois posso não fazer parte deste sonho. Se às vezes te sentes confusa em saber quem és, me procuras e te direi, pois decerto sem ti a poesia seria como uma cadeira manca, como uma bandeira branca sem nada simbolizar. Tomara que tu aprendas, que poesias são rendas trançadas com fios da alma, dosséis que enfeitam os altares, que bordam as ondas dos mares e o sangrar da deusa viva, cativa do viver e do amar, por certo nunca pensastes: Mara bem que pode ser o feminino do mar. Desvendar a tua alma é para mim um livro aberto, um oásis sem deserto onde calo a minha sede, e o castelo que ela habita uma verdadeira rede da aranha que me caça como inseto.

2 comentários:

Vantuilo disse...

Um versejar maravilhoso poeta, parabéns por magistrais versos. Estamos lá veja se gosta.

Luna Di Primo disse...

ah kilindo texto poeta... nos leva a um mundo de linda paixao... é como se estivesse olhando ao falar... muito lindo...bjuuu