
Fuga para o Nada.
J. Norinaldo.
Busco na imensidão do nada,
Respostas as minhas indagações,
Por que as miragens nos desertos,
São sempre as nossas aspirações;
E depois de crescido não me assusta...
O fogo que soltavam meus dragões.
Os caminhos se tornaram bem mais curtos,
E as distancias se encolheram no imenso,
E apagaram-se as velas dos velhos castiçais,
Mudou-se por completo o perfume do incenso;
Não se precisa mais dos antigos cabedais,
De bastidores de bordados, antes feitos com dedais.
A menina que brincava de boneca,
Hoje brinca de fazer boneca viva,
E a mãe que pensava em enxoval,
Só pensa hoje em ante concepcional;
E o trem lotado cansando a locomotiva...
E a humanidade achando tudo normal.
E no delírio o homem tentando uma fuga,
Encurtando a distancia ao próprio fim,
Retirando das folhas o mais belo verde oliva,
E nas carreirinhas que não saem do lugar;
Transformando depois em pó a morte viva...
E o deserto, vai trocando de lugar.
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