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sábado, 31 de dezembro de 2011
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
J. Norinaldo.
Você foi especial para mim em 2011, dizer isto seria vago, abstrato, sem sentido. Você é importante para mim, talvez não acredite e lhe dou toda razão, afinal sou um poeta que pode brincar com as palavras, tem o dom de mostrar beleza onde parece inexistir, o olhar triste de um lagarto do deserto, um lago poluído e mal cheiroso, o poeta faz da melancolia do olhar um poema e da sujeira do lago faz brotar a flor de lótus. Estou falando de você que disse o tempo todo gostar de mim, mesmo sabendo que não sou belo, mesmo vendo que não sou jovem; mesmo quando sentiu que não falei a verdade. Estou falando de você que está comigo, que esteve comigo quando minha poesia não falava de beleza, revelava a minha tristeza, a minha melancolia. Que me encorajou quando quis desisti, quando lhe disse que minha poesia era uma farsa.
Posso até brincar com as palavras, com sentimentos jamais. Por isto quero você ao meu lado em 2012. De verdade, fica comigo.
Sozinho, posso ser fraco, unidos nosso grito será ouvido, gritaremos contra as injustiças, o preconceito, a prostituição infantil, as agressões contra as mulheres. Em fim vamos tentar fazer do mundo um Poema de amor; pode não ser fácil, mas o que é fácil geralmente não tem valor. Conto com você em 2012. O que os Maias quiseram dizer com o fim do mundo em 2012, agora sei, será o fim do mundo das injustiças, das crianças nas esquinasnum mercado desumano, das agressões contra as mulheres, das guerras e das barbáries em nome de Deus. Por este mundo eu torço que acabe mesmo. Que em 2012, em cada coração nasça uma flor, e que em fim nosso planeta possa tornar-se o Jardim que Ele um dia sonhou. Feliz ano Novo a Todos.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
domingo, 25 de dezembro de 2011
sábado, 24 de dezembro de 2011
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
FELIZ NATAL A TODOS MEUS AMIGOS.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
O poeta necessita inspiração, como a vida do pão para sobrevivência, senão, o seu poetar será somente uma rima, que às vezes a vida anima, mas não aquece o coração. Como uma mesa comprida, feita para unir a vida e reúne a solidão. A dor se faz necessária, às vezes a luz precária de um curto touco de vela, a inspiração revela a alma pelo avesso, na vida a cada tropeço, traz um novo recomeço até que em fim não dá mais. E a poesia responde uma pergunta com outra, não por falta de argumento, arguir o pensamento e descobrir seu mistério; transforma-se num dilema, atribuir o cemitério... Como último poema.
Quem pergunta a um poeta o que ele quis dizer, pois não consegue entender por acreditar muito profundo, lembre-se o que respondeu por todos nós, Mário Quintana:
“ O que será que Deus, quis dizer com este mundo?”
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Encanto do Amor.
J. Norinaldo.
Não importa a curva do monte,
Independe da força do vento,
Ignore as lamurias da fonte,
O amor transcende barreira,
E atravessa na sombra da ponte,
Com a força de um pensamento.
Quem se curve as agruras da vida,
Abre as portas a convite da dor,
Não vê a beleza de um lago,
Nem sente o perfume da flor,
O sabor do mel é amargo...
Desconhece o encanto do amor.
Se o monte é alto e distante,
Se o vento não tem cheiro nem cor,
Se não ouves a canção da brisa,
Se a fonte por acaso secou;
Quem se curva às agruras da vida...
Desconhece o encanto do amor.
Não se cria rios de lágrimas,
Que não saciam a sede da dor,
E nem regam os jardins da vida,
Que encantam tanto o beija flor;
Quem passa pela vida e só chora...
Desconhece o encanto do amor.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Fala-me de ti por Favor.
J. Norinaldo.
Quando te peço para falar de ti não quero saber quem és, pois sei tudo sobre ti, na verdade o que quero mesmo é ouvir a tua voz, é sentir-te retraída como um gato e nem imaginas quão bela ficas assim. Jamais poderás ser aquela que apenas sente, se não sentires que necessito sentir. Tua presença ouvir tua voz. Aquela que apenas sonha, nem pensar, pois posso não fazer parte deste sonho. Se às vezes te sentes confusa em saber quem és, me procuras e te direi, pois decerto sem ti a poesia seria como uma cadeira manca, como uma bandeira branca sem nada simbolizar. Tomara que tu aprendas, que poesias são rendas trançadas com fios da alma, dosséis que enfeitam os altares, que bordam as ondas dos mares e o sangrar da deusa viva, cativa do viver e do amar, por certo nunca pensastes: Mara bem que pode ser o feminino do mar. Desvendar a tua alma é para mim um livro aberto, um oásis sem deserto onde calo a minha sede, e o castelo que ela habita uma verdadeira rede da aranha que me caça como inseto.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Caminhos da Fé.
J. Norinaldo.
Alfaiar o teu manto com estrelas,
Com fímbrias bordadas de luz,
Costura-lo com fios de ouro,
Igualar-te ao mais rico tesouro,
Não redime o nosso pecado,
De humilhar-te e pregar-te na cruz.
Só o amor que ensinastes redime,
Abrilhanta o caminho de luz,
Não o amor que com amor se paga,
E sim a verdadeira entrega, veneração,
Não a luz que com vento se apaga...
E sim aquela que nos acendeu Jesus.
O caminho tem pedras e espinhos,
O amor não há tesouro que pague,
Jesus partiu, mas o amor não morreu,
Esta luz não há vento que apague.
As moedas de Cezar não sevem...
Pra pagar o curso de amor que nos deu.
Está chegando o dia da grande festa, Natal,
Dos abraços, dos beijos o presente brilhante,
Que o doce do vinho não se torne amargo,
Nada tinha seu manto de esfuziante
Por sua festa ter muita alegria, porém,
Esquecer de convidar o Aniversariante.
domingo, 11 de dezembro de 2011

Com a Pena da alma.
J. Norinaldo.
Debulho as mágoas como a alma ensina,
Deito no papel todas as dores que sinto,
Mas, também falo das flores e da primavera,
Para consolar alguém às vezes até minto,
Como um ser intimista da felicidade...
Mas, que na verdade só conhece quimera.
A visão para o poeta sempre foi tão severa,
Até numa tapera esquecida ele vê alegria,
Lembrando quem nela viveu no passado,
Quem sabe uma linda donzela uma fantasia;
Ou um velho poeta que a luz de um toco de vela...
Dedicava a ela a sua simples poesia.
Ao poeta não cabe enganar com sofisma,
Não quero que todos pensem assim como penso,
Não posso deixar de secar tuas lágrimas,
Por que o mundo mudou e não se usa mais lenço;
Não consigo deixar de perguntar a mim mesmo...
Se conquistou a rainha o belo jardim suspenso.
Por mais simples que seja uma flor do campo,
Aos olhos poeta jamais passa despercebida,
Nem mesmo uma pedra no meio da estrada,
Quem tem um poeta dentro do seu ser,
Jamais terá paz enquanto viver...
As vezes mentindo, sem poder fazer nada.
sábado, 10 de dezembro de 2011

Carnaval da Vida.
J. Norinaldo.
A vida não passa de um carnaval,
Onde cada qual faz a sua fantasia,
Não escolhe o lugar onde ser folião,
Desconhece o tempo que dura a folia;
Inexiste exigência ao tipo de máscara,
Certeza somente que se acaba um dia.
Existem os salões com fausto e com brilho,
E os blocos de sujos que imitam o real,
Duendes e fadas que alguma mente pariu,
Canções animadas que falam de amor;
Relíquias guardadas de algum compositor,
Que já foi folião, mas também já partiu.
Lágrimas pintadas no rosto que esconde,
As mágoas do bloco que não escolheu,
Na gordura do rei a fartura da corte,
Em cada estandarte o brasão de uma casta;
Duendes e fadas nobres e fariseu...
Mesmo o bloco parado do fim não se afasta.
Com manto de nobre ou com a cara pintada,
Não há outra estrada nem uma outra folia,
No salão brilhante ou na rua enfeitada,
Nos versos rimados de uma poesia;
Somente no fim se descobre que no enredo...
Não existe segredo, tudo foi palhaçada.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Como Bolha de Sabão.
J. Norinaldo.
Quem fala de amor sem amizade e paixão,
Cultiva um jardim de erva daninha,
Tem um discurso, mas sem ter convicção,
Como quem corre sem saber aonde vai;
Voando alto numa bolha de sabão,
Que o vento estoura e dificilmente cai.
Só o amor constrói a ponte mais antiga,
Que interliga duas almas por inteiro,
Duas metades que nasceram separadas,
Bem assim como a manteiga e o pão,
Como o toque da maçaneta e a mão...
Como o beijo da caneta no tinteiro.
Quem desconhece a plenitude do amor,
Não saberá nessa vida o que é candura,
Viverá simplesmente por viver,
Morrendo enquanto vive sem saber...
Que a vida simplesmente o atura,
E como a erva daninha, deixa crescer.
Quem não fala, mas sente o amor puro,
Não constrói muro que desune e que separa,
É um jardim com belas flores perfumadas,
Que ornam e deixa a paisagem colorida;
Como o cordão que junta as perolas do colar...
Para enfeitar, o colo da própria vida.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Fuga para o Nada.
J. Norinaldo.
Busco na imensidão do nada,
Respostas as minhas indagações,
Por que as miragens nos desertos,
São sempre as nossas aspirações;
E depois de crescido não me assusta...
O fogo que soltavam meus dragões.
Os caminhos se tornaram bem mais curtos,
E as distancias se encolheram no imenso,
E apagaram-se as velas dos velhos castiçais,
Mudou-se por completo o perfume do incenso;
Não se precisa mais dos antigos cabedais,
De bastidores de bordados, antes feitos com dedais.
A menina que brincava de boneca,
Hoje brinca de fazer boneca viva,
E a mãe que pensava em enxoval,
Só pensa hoje em ante concepcional;
E o trem lotado cansando a locomotiva...
E a humanidade achando tudo normal.
E no delírio o homem tentando uma fuga,
Encurtando a distancia ao próprio fim,
Retirando das folhas o mais belo verde oliva,
E nas carreirinhas que não saem do lugar;
Transformando depois em pó a morte viva...
E o deserto, vai trocando de lugar.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sem Meias Palavras.
J. Norinaldo.
Eu sou um poeta rude como a taipa do açude que corta o riacho ao meio, não sou muito de floreio gosto de sinceridade. Se é pra falar de amor com o peito explodindo em dor, aludindo o amor alheio, se sofro digo a verdade. Falo também nas feridas, nas mágoas não esquecidas dos beijos que nunca dei; das flores que ofertei e depois encontrei no chão. Daquele não sem sentido, falo de amor bandido que machuca o coração. Falo de um mundo cinzento, sem arco íris nem flores, falsidade, traição como um trem fora dos trilhos; do desamor pelos filhos e vice versa é claro. E neste item reparo a extinção da família, como um móvel da mobília que há muito caiu de moda, depois que inventaram a roda pra fumar e pra cheirar. Odeio a hipocrisia e se a minha poesia não está na estrada certa, digo com sinceridade, prefiro não ser poeta, ser simplesmente um pateta... Mas, que defende a verdade.

Eu e Você.
J. Nornaldo.
É tão bom ter: Um sorriso carinhoso, o mormaço de um abraço e aquele olhar dengoso, ter o teu corpo coberto, às vezes nu a céu aberto no amasso mais gostoso. A saudade por minutos, na fumaça dos charutos que a tensão leva a fumar. É tão bom saber: que mesmo longe estás tão perto, e ter o coração aberto pra quando você chegar. É tão lindo: receber os teus poemas, mesmo que por vezes os temas não tenha nada a ver, É tão fascinante: Ver o jardim que plantamos dando rosas coloridas que parecem eu e você. Lembra daquela velha roseira, aquela enorme touceira que nos amamos a sua sombra? Morreu talvez de paixão, no tronco esculpi a mão, um belíssimo coração e escrevi: Eu e Você.
Volta, já faz mais de uma hora, para mim muita demora, para quem tem a certeza de que é muito bom ter, um sonho assim tão lindo, mesmo não estando dormindo; volta! É Muito bom ter você. Volta e não te esquece do sorriso, te espero no paraíso feito para Eu e Você.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ter ou não Ter o Alpendre.
J. Norinaldo.
Caminhar pelos aceiros onde o rodado não passa, levando a mão ao chapéu para a caleche do rei, catando a fruta madura que o maribondo não quer. Sentindo o barro no pé e a brisa nos buracos do casaco bem maior. Juntando cacos de sonhos, pedras de pouco valor, para a alicerçar a sombra de um alpendre de sonho, sem um local definido e sem saber o tamanho. Seguir pelo chão marcado pela caleche do rei, até chegar ao desvio onde não posso entrar, levando a mão ao chapéu para cada rei que passa, e a sombra do meu alpendre por enquanto é só fumaça, que com o vento se esgaça e no tempo desaparece, e até meu alicerce é como o meu casaco que não posso remendar. Por enquanto o aceiro que tenho pra caminha, a brisa pra respirar e o belo azul do céu, um casaco esburacado e como alpendre o meu chapéu.
domingo, 4 de dezembro de 2011

A Mulher.
J. Norinaldo.
A palavra é o barro do poeta,
Que com as mãos molda a mais bela flor,
Que colore com as cores do ocaso,
Que ornamentam o mais vistoso vaso...
A mulher bela deusa do amor.
Como uma tarde sutil de primavera,
Como o canto gentil do pintassilgo,
Como os rastros de cisnes sobre um lago;
Terá sempre em meu coração um postigo...
Para a deusa mulher do meu afago.
A mais bela rosa do jardim celeste,
Cuja semente em nosso jardim germinou,
O mesmo pássaro que a trouxe nos ensina,
Que só na terra do amor ela germina...
E nela não se bate, nem com outra flor.
Só mesmo um insano empedernido,
Sem amor, sem sentimento e sem fé,
Ou quiçá um parido por acaso;
É capaz de atirar pedra no mais belo vaso...
Moldado pelo próprio, Deus que é a mulher.

O Dom da Beleza.
J. Norinaldo.
Dizer que não queria ser como sou,
Pode crer não é soberba ou ingratidão,
E para o Senhor jamais poderei mentir,
Ninguém sofreu assim como eu sofri,
Simplesmente por que não nasci...
Com toda a beleza de um pavão.
Não é justo ser motivo de chacota,
Pagar por um crime que nunca cometi,
Ser o motivo da mais bizarra risada,
Ser sabedor de que também nunca sorri;
Se não cheguei a vida com a cara pintada,
Então Senhor me diga: Para que nasci?
Se somos todos filhos de um mesmo pai,
E nem os dedos das mãos nasceram iguais,
Somente as flores nos jardins são diferentes,
E existem algumas que perfumam muito mais;
E até diferem na maneira que ornamentam,
Umas enfeitam a vida... E outras os funerais.
Criticar com desdém as diferenças,
No projeto do arquiteto mais perfeito,
Epitetando diferenças tão normais;
Tendo como única certeza nesta vida,
Que no exato momento da partida...
Todos seremos, tão exatamente iguais.

Adeus Sócrates.
J. Norinaldo.
Sócrates levou hoje um calcanhar da vida,
Sua jogada preferida que tantos nos encantou,
A solidão não driblou, e hoje é sua despedida,
Tentou mas não conseguiu aquele último gol...
Não pode correr para o abraço da derradeira partida.
Quem sabe um árbitro mais severo,
Sincero como o reflexo de um espelho,
Que atua acima das quatro linhas;
Quem realmente manobra o timão,
Lhe deu, o ultimo cartão vermelho.
Adeus Sócrates e tua taça de cicuta,
Hoje tua nação escuta um choro bem diferente,
O timão pode até ganhar o brasileirão;
Mas perdeu um Corintiano que deu alegria a gente,
Vai com Deus, leva contigo a Faixa de Campeão.
A morte é traiçoeira não se avisa: olha o ladrão!
Pega a bola com a mão mesmo não sendo goleiro,
Tentastes a democracia, doutor do belo comício,
Mas não convencestes o vício, o verdadeiro atoleiro,
E o teu último grito se ouviu no precipício.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
